A queda da inflação comemorada por representantes do governo Bolsonaro ainda não chegou nos preços dos alimentos, tanto que o número de itens deixados nos caixas por falta de dinheiro atingiu níveis recordes no último trimestre.
Por conta da inflação e da queda do poder de compra, o total de itens deixados pelos consumidores saltou 63,32% no terceiro trimestre deste ano em relação ao visto em 2021, segundo pesquisa realizada pela Nextop a pedido do jornal O Globo.
Entre os meses de julho e setembro, mais de 285 mil itens foram deixados pelos consumidores por falta de recursos – a maior parte das devoluções corre após a passagem dos produtos pelo caixa, e o consumidor se vê sem dinheiro para levar todos os itens escolhidos.
O levantamento foi realizado em 982 supermercados de pequeno e médio porte, que contabilizaram um faturamento de R$ 2,5 bilhões no terceiro trimestre.
Entre os fatores que explicam tal comportamento, estão a alta dos preços dos alimentos e a queda do poder de compra: a inflação acumulada pelo grupo Alimentação e Bebidas chega a 9,54% no período até setembro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Além disso, o custo para se alimentar em casa aumentou 13,3% nos últimos meses, o que tem feito a população enxugar as compras no supermercado. Itens como cerveja, leite, açúcar, óleo, café e arroz estão entre os mais devolvidos nas gôndolas de pagamento.
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