21 de maio de 2026

TSE afirma que servidor foi demitido por assédio moral

Autarquia afirma que indicações contra funcionário foram feitas de forma reiterada, inclusive por motivação política
Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A exoneração do servidor público Alexandre Gomes Machado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se deu por conta de assédio moral, cometido de forma reiterada e inclusive por motivação política.

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“Ao contrário do informado em depoimento, a chefia imediata do servidor esclarece que nunca houve nenhuma informação por parte do servidor de que “desde o ano 2018 tenha informado reiteradamente ao TSE de que existam falhas de fiscalização e acompanhamento na veiculação de inserções de propaganda eleitoral gratuita””, afirma o TSE, em nota oficial.

Ao mesmo tempo, o tribunal afirma que a reação do ex-servidor foi “uma tentativa de evitar sua possível e futura responsabilização em processo administrativo que será imediatamente instaurado”.

“As alegações feitas pelo servidor em depoimento perante a Polícia Federal são falsas e criminosas e, igualmente, serão responsabilizadas”, ressalta o TSE.

Vale lembrar que, em seu depoimento, Machado entrou em contradição ao dizer que sua demissão ocorreu “sem que houvesse nenhum motivo aparente” e, em seguida, que “acredita que a razão da sua exoneração seja pelo fato de que desde o ano de 2018 tenha informado reiteradamente ao TSE de que existem falhas de fiscalização e acompanhamento na veiculação de inserções da propaganda eleitoral gratuita”.

O Tribunal ressalta que, caso o servidor tenha encontrado alguma falha nos procedimentos durante o exercício de suas funções, a lei estabelece que isso deveria ter sido “comunicado imediata e formalmente” ao superior imediato, sob pena de responsabilização.

Leia mais sobre o caso na reportagem “Para entender a estratégia da campanha de Bolsonaro contra o TSE: o caso das rádios e do ex-funcionário”

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. AMBAR

    26 de outubro de 2022 5:40 pm

    Ele estava assediando ou sendo assediado?

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