A exoneração do servidor público Alexandre Gomes Machado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se deu por conta de assédio moral, cometido de forma reiterada e inclusive por motivação política.
“Ao contrário do informado em depoimento, a chefia imediata do servidor esclarece que nunca houve nenhuma informação por parte do servidor de que “desde o ano 2018 tenha informado reiteradamente ao TSE de que existam falhas de fiscalização e acompanhamento na veiculação de inserções de propaganda eleitoral gratuita””, afirma o TSE, em nota oficial.
Ao mesmo tempo, o tribunal afirma que a reação do ex-servidor foi “uma tentativa de evitar sua possível e futura responsabilização em processo administrativo que será imediatamente instaurado”.
“As alegações feitas pelo servidor em depoimento perante a Polícia Federal são falsas e criminosas e, igualmente, serão responsabilizadas”, ressalta o TSE.
Vale lembrar que, em seu depoimento, Machado entrou em contradição ao dizer que sua demissão ocorreu “sem que houvesse nenhum motivo aparente” e, em seguida, que “acredita que a razão da sua exoneração seja pelo fato de que desde o ano de 2018 tenha informado reiteradamente ao TSE de que existem falhas de fiscalização e acompanhamento na veiculação de inserções da propaganda eleitoral gratuita”.
O Tribunal ressalta que, caso o servidor tenha encontrado alguma falha nos procedimentos durante o exercício de suas funções, a lei estabelece que isso deveria ter sido “comunicado imediata e formalmente” ao superior imediato, sob pena de responsabilização.
Leia mais sobre o caso na reportagem “Para entender a estratégia da campanha de Bolsonaro contra o TSE: o caso das rádios e do ex-funcionário”
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AMBAR
26 de outubro de 2022 5:40 pmEle estava assediando ou sendo assediado?