5 de junho de 2026

Comentaristas do GGN criticam interferência da PRF como crise na democracia

Análise das graves interferências da Polícia Federal Rodoviária (PRF) contra eleitores de Lula

As graves interferências da Polícia Federal Rodoviária (PRF) contra eleitores de Lula são exemplos de como o bolsonarismo atua no Brasil atual e é uma das consequências das falhas na transição do país da ditadura do regime militar para a redemocratização.

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As conclusões são dos comentaristas e especialistas que participam da live de apuração das urnas na TV GGN.

O reconhecido jurista Lenio Luiz Streck aponta essa conexão dos erros na ditadura para o que assistimos hoje. “Nós não fizemos a transição, e como não fizemos, os adversários, inimigos voltaram mais fortes, com métodos que nem na ditadura foram usados, a gente viu hoje.”

Segundo Streck, a Lei da Anistia, que perdoou torturadores juntamente com torturados do regime ditatorial, foi um dos grandes erros e heranças do país daquele período. “Ninguém pode dizer que não conheceu essa história toda [da Lei da Anistia], e perdemos, e podemos ter perdido hoje porcausa dessas coisas.”

Para a jornalista Helena Chagas, o PT deverá dar levar adiante a investigação e a responsabilização, pelas instituições e autoridades do Judiciário, sobre a interferência da PRF nos ônibus, principalmente no nordeste do país.

“Dialogando com o que disse o professor Lenio e com o que acaba de dizer a Gleisi Hoffman, que qualquer que seja o resultado da eleição, eles [PT] vão cobrar uma satisfação, eles vão cobrar processo em cima da PRF, sobre quem mandou, quem instrumentalizou [a decisão da polícia rodoviária], que foi o ministro da Justiça e o presidente da República, em última instância.”

Para o especialista em Mudança Social e Participação Política (USP/EACH) e em Relações Internacionais (FGV), Cesar Calejon, “ao invés de prender o candidato, tentaram prender os eleitores.”

“A partir disso, o que eu acho é que qualquer que seja o resultado e apesar de tudo, ainda é muito provável que quem vai ganhar é o presidente Lula, mesmo ganhando, eu acho que tem que haver uma pressão. (…) Não passar pano para esses criminosos. Não é possível. Porque nós temos que dar exemplo, para os nossos filhos, para os nossos netos, para a nação, para o país de que quem ataca a democracia é criminoso”, acrescentou Helena Chagas.

“Se nós formos para a conciliação com o bolsonarismo, com esse pessoal, nós daqui a 8 anos, 10 anos, vamos ter de novo um novo Bolsonaro, ameaçando a nossa democracia”, concluiu.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Rui

    30 de outubro de 2022 7:48 pm

    O uso descarado da máquina pública pelo Bolsonaro para se reeleger e o abuso do poder econômico pelos empresários Bolsonaristas, com uma população empobrecida, desempregada, endividada e desesperada, explica a pequena diferença de votos em favor do progresso

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