As eleições gerais de outubro elegeram 517 parlamentares que se declaram negros, o equivalente a 32,3% dos deputados federais, estaduais e senadores que vão assumir seus cargos em 2023. Contudo, nem todos podem ser considerados negros perante a sociedade.
Estudo divulgado pelo portal UOL mostra que apenas 263 dos parlamentares eleitos são negros, ou 16,4% dos políticos eleitos no Senado, na Câmara e nas assembleias estaduais.
Entre os 27 senadores eleitos, as seis pessoas negras são homens, sendo três pretos e três pardos. O único que teve sua autodeclaração contestada pelo estudo foi Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do governo Bolsonaro.
Nesta eleição, decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obrigou os partidos a direcionarem recursos dos fundos partidário e eleitoral às campanhas de candidatos negros – o que pode ter feito com que fraudes na autodeclaração ocultassem a falta de avanço na representatividade negra na política.
Na análise das bancadas estaduais, 376 dos 1.059 parlamentares eleitos se autodeclaram negros, mas 49% deles não são – 52,1% dos 303 homens eleitos não foram identificados como negros, enquanto o índice entre as 73 mulheres do grupo foi de 35,6%.
Entre os deputados federais eleitos,135 dos 513 eleitos se dizem negros, mas a pesquisa contestou 51,1% dentre as autoafirmações.
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