5 de junho de 2026

Comissões do Senado aprovam nomeações de Bolsonaro no Judiciário e embaixadas

CCJ do Senado aprovou dois nomeados ao STJ que a equipe de Lula queria barrar
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques compareceu à reunião - Foto: Pedro França/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou todos os nomes indicados por Jair Bolsonaro em diversos órgãos, incluindo os dois nomeados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que a equipe de Lula queria barrar.

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Os juízes federais Messod Azulay Neto e Paulo Sérgio Domingues foram aceitos ao STJ pela CCJ e agora seguirão para a votação do Plenário do Senado.

Ao todo, Bolsonaro indicou 5 nomes para o Judiciário e todos eles foram aprovados pela Comissão. Como o GGN mostrou, os escolhidos seguem a estratégia do atual presidente de se proteger, diante do receio de julgamentos futuros que devem recair contra o mandatário quando perder o foro privilegiado de presidente.

Outros 15 nomes foram enviados também por Bolsonaro para diferentes órgãos, como embaixadas e organismos importantes do país.

Aliados de Lula previam tentar adiar essas sabatinas, mas elas ocorreram na CCJ nesta tarde, com a presença da presidente do STJ, Maria Thereza de Assis Moura, do ministro Humberto Martins, do STJ, e do ministro Nunes Marques, do STF.

Os dois nomeados de Bolsonaro ao STJ foram aprovados com ampla maioria, Messod Azulay por unanimidade e Paulo Sérgio Domingues por 26 votos e 1 abstenção.

Embaixadas também aprovadas

Ainda, em outra sessão nesta terça, Liana Chaib foi aprovada para o Tribunal Superior do Trabalho (TST), Engels Muniz para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), e Luiz Fernando de Bandeira Mello Filho reconduzido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em outra sala do Senado, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional também aprovava 5 indicações de Jair Bolsonaro a embaixadas (Tunísia, Mauritânia, Guiné Equatorial, Sudão e Jordânia), uma indicação para a Unesco (Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e outra para a FAO (Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

Para serem efetivamente nomeados, eles precisam de maioria simples do Plenário do Senado. As votações podem ocorrer ainda nesta terça (22) ou ao longo da semana.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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