O governo Lula estuda uma forma de impedir as mais de 20 nomeações feitas por Jair Bolsonaro, antes de acabar o seu mandato, ao Judiciário, embaixadas e organismos importantes do país.
Para garantir aliados dentro do Judiciário e, ainda, com receio de julgamentos futuros que devem recair contra o atual presidente, alguns nomes foram escolhidos rapidamente por Bolsonaro.
No Judiciário, parte dos nomeados ainda deverão ser sabatinados no Senado Federal, em sessões previstas para esta semana, antes do recesso de final de ano do Congresso.
Nomeados no STJ
Agora, a ala de interlocução com o Congresso do governo de transição de Lula, sob o comando da presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, tenta barrar pelo menos 2 dos 20 nomes e que foram escolhidos por Jair Bolsonaro para uma importante Corte: Messod Azulay e Paulo Sérgio no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Uma das estratégias que poderão ser adotadas pelos parlamentares aliados de Lula é obstruir as sessões de sabatinas e tentar adiar essas definições.
Interessado em se reeleger, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), poderá ser peça-chave nessa articulação. Precisará do apoio do PT para ser reeleito ao comando da Casa Legislativa, mas deverá dar sinalizações claras de apoio ao presidente eleito Lula.
Embaixadores nomeados
Além do STJ, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado analisa os indicados de Bolsonaro às embaixadas da Itália, Argentina e África do Sul, além do representante diplomático da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).
Os países são importantes para a agenda de relações diplomáticas desenhada por Lula em seu governo. Ao contrário do STJ, o embaixador pode ser retirado e substituido por outro nome indicado pelo presidente da República.
AMBAR
21 de novembro de 2022 6:38 pmNão há bem que não possa ser feito e nem mal que não seja desfeito.Ou pelo tempo ou por ação as coisas mudam e o Lula só vai manter quem lhe for interessante. Os nomeados pelos atual mandatário, ou vão se adequar em conversão fidelizada ao novo presidente, como fizeram os nomeados por Lula nos governos subsequentes, ou serão substituídos.