5 de junho de 2026

João Santana e Mônica Moura fazem acordo de delação premiada

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Jornal GGN – O início do julgamento da cassação de Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral, nesta terça (4), revelou que o casal João Santana e Mônica Moura, marqueteiros das últimas campanhas presidenciais do PT, fecharam um acordo de delação premiada com a Lava Jato, que já se encontra no Supremo Tribunal Federal.

Durante a sessão no TSE, o vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino pediu a realização de três novas audiências para ouvir João Santana, Mônica e André Luís Reis Santana, que foi apontado como auxiliar direto do casal.

Caberá ao ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no STF, homologar a delação. Se isso ocorrer, o Ministério Público Federal poderá usar os depoimentos para fundamentar pedidos de abertura de inquéritos.

Além das audiências com Santana e sócios, Dino conseguiu convencer o TSE a ouvir o ex-ministro Guido Mantega. Ele aparece em delações da Odebrecht como o “intermediário” da empresa com o governo. Marcelo Odebrecht afirmou que fez doações ao PT, via caixa 2, a pedido de Mantega. Seu depoimento já havia sido solicitado pela defesa de Dilma, mas foi negado na ocasião. Dino concordou e acrescentou os outros três.

“João Santana e Mônica Moura foram presos em fevereiro de 2016 durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, por ordem do juiz Sérgio Moro. Em julho, eles admitiram ter recebido recursos do PT no exterior. Em agosto, foram soltos após pagar fiança de mais de R$ 30 milhões”, lembrou o jornal O Globo.

Em entrevista publicada pela Folha nesta terça, Dilma Rousseff defende que o Tribunal Superior Eleitoral não leve delações sem provas para cassar a chapa eleita em 2014, como pede ação proposta pelo PSDB.

As delações ainda não foram investigadas a fundo nem usadas para condenar os envolvidos na esfera criminal. A defesa de Michel Temer também observa que as delações surgiram depois que a Justiça Eleitoral já havia definido o escopo da investigação sobre a chapa.

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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

8 Comentários
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  1. andre r st

    4 de abril de 2017 4:55 pm

    ÷
    E os marqueteiros do PSDB
    ÷
    E os marqueteiros do PSDB vao ser presos qdo pra que seja absolvidos quando delatarem o Aecio e o Serra

  2. andre r st

    4 de abril de 2017 4:57 pm

    Tse fazendo uso de delatores
    Tse fazendo uso de delatores é o extremo da exceçao

  3. gueras

    4 de abril de 2017 5:14 pm

    Se havia uma chance para Lula
    Elas acabaram.hoje. com essa delação é impossível uma candidatura do Lula acontecer ou mesmo que ocorra de vingar. Agora vão implodir o PT em definitivo.

    1. Veri

      4 de abril de 2017 5:43 pm

      Delação premiada não é prova

      O art. 4º, § 16, da Lei nº 12.850/2013 dispõe que nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador.

      Em outras palavras, Gueras, delação premiada não é prova.

    2. Ugo

      4 de abril de 2017 5:55 pm

      pena

      eles não conseguir acabar com os testa da cazzo.

    3. Marcos Marques de Sousa Trindade

      4 de abril de 2017 6:57 pm

      Típico throll que posa de

      Típico throll que posa de isento e neutro, com postagens sugerindo ser inevitável a vitória de Dória e a inviabilidade da vitória de Lula, por n motivos.

      Você pensa que engana, mas não engana ninguém com essa postura.

  4. Veri

    4 de abril de 2017 5:33 pm

    No final das contas, haverá mais delatores que delatados

    No final das contas, o número de delatores premiados será maior do que o número de delatados castigados.

    A delação premiada tornam supérfluos os órgãos de investigação.

  5. Ana Aliança

    4 de abril de 2017 6:10 pm

    Absurdo na Propaganda

    Esse país está completamente corrrompido em todos os setores! Nem as empresas de comunicação e marketing se salvam!

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