8 de junho de 2026

O fogo-fátuo de liberalização da mídia com a eleição de Lula, por Luis Nassif

Impressionante a felicidade de jornalistas da Globonews de estarem liberados para falar sobre Lula. Engoliram até críticas ao "teto de gastos"

De um jornalista veterano, que já viveu de tudo na mídia:

“Impressionante a felicidade de jornalistas da Globonews de estarem liberados para falar sobre o Lula. Engoliram até  “a estupidez do teto de gastos” dita pelo Lula.

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Temo por alguns deles no futuro, pois já vi este filme duas vezes nos anos 70. Primeiro no Estadão, quando acabou a censura, e depois na Folha, quando o Frias tirou o Cláudio Abramo e o substituiu pelo Boris/Odon. Trajano e eu pedimos demissão das editorias de esporte e política. 

Para recuperar a respeitabilidade, os donos da mídia recorrem a jornalistas independentes e no espectro da esquerda, mas são sempre curtos períodos. No caso da Folha , além do Claudio estavam lá o Dines, Newton Rodrigues, Mino Carta, Samuel Wainer, sem falar de malucos como o Tarso de Castro. 

O Dines, por exemplo, foi demitido pelo Odon pelo telefone. O Ricardo Carvalho faz um bom relato desse período num capítulo do livro organizado pelo Carlos Guilherme Mota sobre a história da Folha publicado no 50° aniversário do jornal”.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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7 Comentários
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  1. Anônimo

    2 de janeiro de 2023 11:29 am

    E qual é a estupidez?

  2. Francisco Santos

    2 de janeiro de 2023 12:50 pm

    Uma tentativa tosca de tentar recuperar certa credibilidade. Talvez dê certo, mas se for fogo fátuo, já era.

  3. Pedro Holanda

    2 de janeiro de 2023 1:11 pm

    Até aqui, só a tua pergunta.Se é que me entendes.

  4. Carioca

    2 de janeiro de 2023 1:37 pm

    Desculpa, mas qual a novidade(s) ?

  5. Renato Cruz

    2 de janeiro de 2023 1:48 pm

    Lembra a frase famosa: “É impossível fazer uma revolução sem os radicais. Mas é impossível governar com eles.”
    Fora de lugar, mas a ideia é a mesma: a Teologia da Libertação foi um lindo momento da história da Igreja Católica, mas permitir a eles o governo da Igreja destruiria a própria Igreja. Então acharam João Paulo II pra botar cabresto em todo mundo. Se a Folha fosse totalmente entregue à esquerda da redação, não seria mais a Folha, seria o Pasquim. Acabaria o jornal. Não existe grande jornal com toda a direção de esquerda, vira panfleto e o jornal acaba.

  6. Paulo Dantas

    2 de janeiro de 2023 6:12 pm

    Se tivessemos jornais de diversas matises como os europeus não teríamos este problema.
    Tem o “Times” e o “Guardian” e ponto final.

  7. josé Oliveira de Araújo

    3 de janeiro de 2023 9:25 am

    COM ALGUMAS EXCEÇÕES, É CLARO, OS MEIOS DE COMUNICAÇÕES TRADICIONAIS PODEM TER LIBERDADE DE EXPRESSÃO EM RELAÇÃO AO ESTADO, MAS NÃO EM RELAÇÃO AOS SEUS DONOS.

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