O ministro da Justiça Flávio Dino anunciou nesta sexta-feira (6) que o governo Lula vai iniciar os trâmites para indenizar a família de Genivaldo de Jesus Santos, morto em maior de 2022, durante uma ação de agentes da Polícia Rodoviária Federal.
Genivaldo estava andando de moto e sem capacete quando foi parado pelos agentes, na BR-101, em Umbaúba (SE). Os policiais alegam que ele reagiu à abordagem e o trancaram dentro de uma viatura da PRF, onde jogaram spray de pimenta e fás lacrimogêneo por 11 minutos e meio.
A atitude do ministro Flávio Dino destoa da conduta adotada pelo governo Bolsonaro, que decidiu sair em defesa dos policias e dos métodos de tortura empregados pela PRF. Relembre aqui.
Segundo a perícia e o laudo do Instituto Médico Legal (IML), Genivaldo morreu em decorrência de asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda causada pelo uso dos gases.
A Polícia Federal concluiu o inquérito e indiciou os policiais por tortura, homicídio qualificado e abuso de autoridade. Presos, eles respondem ao processo que está na etapa de audiências de instrução, com o interrogatório dos réus. A Justiça ainda vai decidir se os réus irão ou não a júri popular.
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