O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deseja um país em paz, mas essa paz “não significa se curvar a uma lógica do vale tudo, não significa aceitar a lei do mais forte”, nas palavras do ministro da Justiça, Flávio Dino.
Em evento que contou com a presença do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei de Passos Rodrigues, Dino afirma que o presidente não quer um país conflagrado e que a intervenção federal decretada no último final de semana foi em sinal de apoio às corporações.
“A intervenção federal decidida pelo presidente Lula não foi um ato contra as corporações de segurança do DF, foi um ato em apoio às corporações de segurança e do sistema de justiça do DF”, disse o ministro.
“O que nós desejamos é que essa intervenção, como dito no próprio decreto presidencial, seja temporária e o mais breve quanto possível”, afirma.
União exige justiça
Segundo o ministro, a União exige que se faça Justiça na definição de dar a cada um aquilo que é seu. “Estamos dizendo que nós temos dois braços, e ambos têm a mesma força”.
“De um lado, o braço estendido com a coerção necessária nos termos da lei para agir contra aqueles que querem afrontá-la”, diz Dino. “O outro braço com o ramo da paz estendido para aqueles que querem valorizar as instituições democráticas e compreender que as eleições são periódicas, e por serem periódicas elas são finitas”.
Em referência ao roubo de uma cópia da Constituição de 1988, Dino lembra que o objetivo do bolsonarista era rasgar a Constituição, conforme relatado por Rodrigues.
“Ele não destruiu (a Constituição), nem materialmente e nem simbolicamente. A Constituição está aqui e venceu”, afirma Dino, lembrando que o documento será devolvido à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber.
ed.
13 de janeiro de 2023 10:49 pmUma das coisas que o governo Lula precisa fazer é criar uma forma de comunicar diariamente com a sociedade, sem ser abafado ou distorcido pelas míRdias. Uma das formas de fazer isso sem se expor demais (como Dino no momento) é pelo uso de um PORTA-VOZ, que pode fazer uma coletiva diária com a imprensa, motivando-a a divulgar a palavra do governo, sejam anúncios, esclarecimentos, posições ou contestações, com a vantagem de poder corrigir eventuais “barrigas” que não poderão ser atribuídas diretamente a ninguém.