As prisões dos bolsonaristas que invadiram Brasília no último domingo (08/01) não se referem apenas aos danos causados ao patrimônio público, mas também a uma tentativa de golpe de estado, como lembra o ministro da Justiça Flávio Dino.
“Às vezes colegas do direito questionam e respeito os questionamentos, claro. Mas basta analisar os tipos penais para entender a razão da decisão”, disse o ministro durante cerimônia que homenageou os profissionais que agiram contra os golpistas em 08 de janeiro.
“Nós não estamos tratando apenas de dano neste caso qualificado, nós não estamos tratando de crimes contra o patrimônio cultural, apenas. Eu convido os colegas que questionam as prisões em flagrante a olharem o código penal, lerem o tipo chamado pelo Congresso Nacional de golpe de Estado”, ressalta Dino.
O ministro lembra ainda que “atentar, almejar, destituir um governo legitimamente eleito é crime”. “Tentar restringir e impedir os poderes constitucionais é crime. Está no Código penal, e friso: essa lei antecede ao nosso governo, não fomos nós que patrocinamos essa lei”.
Dino também foi enfático ao lembrar que as eleições de 2022 já estão oficialmente encerradas, e que os bolsonaristas precisam entender isso.
“E se preparem para a próxima, haverá outra em 2026 e nós, os vencedores de 2022 se perderem em 2026 vamos respeitar democraticamente o resultado como respeitamos em 2018”, afirmou o ministro.
Investigações serão levadas adiante
Ao mesmo tempo, o ministro da Justiça lembrou que as investigações não são levadas adiante por vingança ou retaliação, mas porque a lei manda e eles correm risco de cometer um crime caso isso não seja feito.
“Isto é necessário para a prevenção de novos eventos dessa natureza que não são videogame (…) É muito grave. Deus abençoou o Brasil e nós não tivemos nenhum morto. Poderíamos ter tido”, disse Dino.
Sobre a destruição cometida pelos bolsonaristas, Dino lembrou que aqueles que viram o ódio materializado na destruição do patrimônio viu de forma imediata o ódio contra as pessoas.
“O ódio à cadeira não era o ódio a uma cadeira, era o ódio a quem senta nela. O ódio a uma sala, a um gabinete, era um ódio entre brasileiros e brasileiras. E como se constrói uma nação desta forma?”, questionou.
Ao lado do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, Dino afirmou que o sistema de justiça irá levar adiante as investigações. “Cheguem onde tenham que chegar nos termos da lei. Não há nenhuma posição apriorística, política, no sentido de investigar A, B ou C ou deixar de investigar A, B ou C”.
Além disso, Flávio Dino lembra que o direito penal tem uma função dupla: “uma função repressiva, óbvia, sancionatória, mas também uma função preventiva geral”.
E a prevenção a novos eventos também está relacionada com as ameaças feitas por bolsonaristas nas redes sociais, afirmando que estradas e refinarias terão seu funcionamento interrompido, por exemplo.
“A cada ameaça que se processa, de fechamento de estradas, de refinarias, quantos milhões são gastos para proteger o patrimônio público? Agora estes mesmos terroristas querem deixar regiões brasileiras sem energia elétrica e não pensam que deixar um hospital sem energia elétrica é criminoso”, disse o ministro da Justiça.
“E quantos milhões estão sendo gastos para evitar que terroristas destruam infraestruturas críticas? Então, é preciso união nacional para proteger o dinheiro público. Para proteger o interesse público, não é para proteger um governo ou um presidente da República apenas. é para proteger o Brasil, para proteger a nossa pátria”, finalizou.
Fábio de Oliveira Ribeiro
14 de janeiro de 2023 10:09 amFlávio Dino ainda não entendeu que o golpe está sendo comandado pelo general Facebook e o coronel Twitter. Em razão do modelo de negócio que adotam, essas plataforma de internet ganham dinheiro impulsionando conteúdos capazes de despertar mais atenção e engajamento emocional dos usuários. É assim que o Facebook e o Twitter valorizam os espaços de propaganda. Enquanto o general Facebook e o coronel Twitter continuarem arengando as tropas bolsonaristas a tranquilidade política não retornará ao Brasil. Muito pelo contrário, quanto maior for a radicalização dos adversários de Lula maior será o lucro entesourado pelos donos dessas empresas. Portanto, não adianta o Ministro da Justiça dizer que a eleição acabou. Ela continuará a ser questionada no Facebook e no Twitter até que ambos sejam intimados pela Justiça para bloquear definitivamente qualquer possibilidade de ataque à democracia brasileira sob pena de indenizar os danos que a “intentona da extrema direita” causará ao país e à população brasileira.
Paulo Dantas
14 de janeiro de 2023 10:57 amO governo é Dino(sauro) em redes socias …
Quem ? O quê ? Quando ? Aonde ?
Culpa da Beyoncé …
A minuta do ministro me lembrou o que o Gaspari narrou no livro dele sobre o AI 2.
Perguntaram ao ministro então :
-O quê você precisa para escrever o AI ?
-Papel e caneta.
…
Uma vez dei seta para entrar numa rua …. Vi que era contra-mão e segui … Recebi uma multa pela seta … Rsrs
Almeid
14 de janeiro de 2023 6:21 pmDino, pare de dar entrevista para explicar o está explícito em lei. Cite as em número. E no seu twitter coloque na luz a íntegra a pergunta do entrevistador, inclusive o canal.
+almeida
15 de janeiro de 2023 11:28 amEu concordo com Fábio de Oliveira Ribeiro. Imagino que a sensação de poder e status, em razão do grande número de usuários, faz com que algumas redes sociais e muitas mídias corporativas atropele os limites da lei, da compostura, da ética, do profissionalismo, da verdade, da vergonha e do próprio compromisso jurídico e moral, que embasa os contratos das concessões públicas realizados por acordo de confiança, e não de traição, ambição e ganância de um poder maior