Jornal GGN – O fim está próximo. O da água, não dos embates entre Sabesp e Agência Nacional de Águas (ANA). De acordo com matéria da Folha, a ANA não participa mais do comitê que assessora a gestão do sistema Cantareira por divergências e propôs, ainda, a dissolução do grupo. Segundo a matéria, o Vicente Andreu, diretor-presidente da ANA, afirma em ofício que a saída se dá por problemas com Mauro Arce, secretário de Recursos Hídricos do Estado de SP, que negou acordo proposto por ele próprio de redução do volume de água retirada do Cantareira, além da falta de novas definições.
Enquanto a maior crise hídrica já vivida pelo Estado vai se agravando, a Sabesp se move ao sabor das pesquisas eleitorais. Sabesp, por seu turno, acusa ANA de agir eleitoralmente. ANA acusa Sabesp de não realizar sua parte em acordos. A crise atinge 9 milhões de pessoas. Leia a matéria.

Da Folha
Crise da água
Agência federal abandona grupo de crise do Cantareira
Órgão propôs que comitê, que inclui Sabesp e governo de São Paulo, seja desfeito
Os dois lados divergem sobre o volume a ser retirado do sistema; SP afirma ‘estranhar momento’ da decisão
HELOISA BRENHA
DE SÃO PAULO
A ANA (Agência Nacional de Águas) anunciou nesta sexta (19) sua retirada do comitê que assessora a gestão do sistema Cantareira –principal fornecedor de água para 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo, que passa por uma crise sem precedentes desde o início do ano.
Ligada ao governo federal, a agência propôs a dissolução do grupo, criado em fevereiro por representantes seus, do governo paulista, da Sabesp e dos comitês das bacias que alimentam o sistema.
De acordo com ofício assinado pelo diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, a saída leva em consideração “as manifestações do dr. Mauro Arce”, secretário de Recursos Hídricos do Estado.
Ele afirma que o secretário negou acordo, proposto por ele próprio ao grupo, para que a Sabesp reduzisse o volume de água que retira do Cantareira. E que a ANA deixa o comitê “especialmente” pela falta de novas definições sobre essa questão.
A agência defende a redução da vazão para poupar o sistema, mas, segundo especialistas,o governo não quer assumir esse compromisso para evitar o desabastecimento da região metropolitana.
Por duas ocasiões, a secretaria afirmou que “não houve acordo ou decisão” sobre diminuir a retirada de água.
A pasta diz que lamenta a decisão da agência, mas “estranha o momento” em que ela foi tomada.
Especialistas afirmam que a divergência entre os órgãos se aprofundou com o agravamento da crise que abate o sistema, que ontem (19) tinha apenas 8,4% da água que é capaz de armazenar.
Eles avaliam que, com o risco de desabastecimento aumentando progressivamente, a retirada da ANA do grupo é estratégica para eximi-la da responsabilidade sobre a gestão da crise –especialmente no período eleitoral.
Procurado, o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, não se pronunciou.
É consenso entre especialistas que a saída da ANA deve levar o grupo a acabar, o que deixará uma espécie de “vazio institucional”.
Isso porque os parâmetros para gestão do Cantareira, fixados na outorga do sistema, não previam um cenário tão seco como o deste ano, e o grupo servia para discutir novos critérios que aumentassem a sobrevida do sistema.
Para o professor da USP Rubem Porto, o problema não é técnico, mas o rompimento de um diálogo. “Por mais que divirjam, as instituições precisam se entender para tomar decisões estratégicas.”
Colaborou AGUIRRE TALENTO, de Brasília
Francisco de Assis
20 de setembro de 2014 12:25 pmTÍTULO MAROTO DO JORNAL GGN,…
TÍTULO MAROTO DO JORNAL GGN,…
… tentando jogar para o Governo Federal a irresponsabilidade e a desonestidade de 20 anos de governo do PSDB sobre o Tucanistão.
Só faltava esta agora: obrigar o Governo Federal a ser cúmplice de mais um estelionato eleitoral do PSDB.
Raí
20 de setembro de 2014 2:42 pmA culpa não é da ANA.
A ANA, é(ou deveria ser) uma agência reguladora do setor hídrico, porem sem poder de intervir ou determinar, que qualquer governo estadual, cumpra o que é aconselhado por seus técnicos ou diretores.
A administração do modêlo hídrico, é função de responsabilidade das Secretarias de Estados, e no caso da Sabesp, jamais se pensou em servir ao povo paulista, e sim, aos acionistas, daí a inobservancia pelo governo do Estado,e da Sap, de investir, em tempo hábil, na prevençaõ de uma catástrofe, preferindo agir politicamente, jogando a culpa na agência federal, como se esta pudesse ingerir na administração do sistema local.
Não foi falta de avisos, foi falta de vontade política, e agora estas medidas paliativas que estão sendo tomadas, “nas coxas” não vão evitar a vergonha do Estado mais rico da federação, e que tem todas as condições objetivas, para conviver bem com os problemas hídricos, conhecer o que é uma “sêca”, e diferente daquelas que conhecemos das regiões nordeste do país, que são ocasionadas pela natureza e su geografia, e não por descaso e má administração política e desrespeito ao consumidor.
Assis Ribeiro
20 de setembro de 2014 12:30 pm“Sabesp, por seu turno, acusa
“Sabesp, por seu turno, acusa ANA de agir eleitoralmente. ANA acusa Sabesp de não realizar sua parte em acordos.”
E o Ministério Público acusa a ANA
Da Agência Brasil – Agência Brasil
O Ministério Público Federal (MPF) em Campos dos Goytacazes, no norte do estado do Rio de Janeiro, promove ação civil pública contra acordo entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e a União, que levou à diminuição da distribuição de água no norte fluminense. A medida foi adotada após o município de São João da Barra, na mesma região, já estar sofrendo com falta de água. O MPF alerta para possível agravamento do problema, e pede para que seja decretado estado de calamidade pública na região, que é banhada pelo Rio Paraíba do Sul.
Resolução da Agência Nacional de Águas (ANA) autorizou a redução temporária do volume mínimo afluente à Barragem de Santa Cecília, no Paraíba do Sul, justificando que a medida é para uso prioritário dos recursos hídricos para o consumo humano e de animais. Para o MPF, ao possibilitar que São Paulo reduza a vazão do Rio Jaguari, o estado do Rio passa a sofrer escassez de água. O procurador da República, Eduardo Santos de Oliveira, mostrou preocupação com a possibilidade de outros municípios enfrentarem o problema.
Ele pede que a resolução da ANA seja anulada, porque decorre de acordo feito entre os três estados, mas “não foi uma reunião aberta, transparente para a população saber do que se trata. Eu acho que em um primeiro momento, temos que tentar invalidar essa resolução para que a gente retome a discussão do problema. O que não pode é os governos envolvidos se aproveitarem da situação para tentar fazer a transposição de maneira forçada”, disse ele.
O Ministério Público também quer que a ANA tome medidas necessárias para assegurar o uso prioritário das águas do rio Paraíba do Sul, evitando o agravamento no desabastecimento e deverão ser divulgadas para a sociedade. O MPF pede à União e ao Ministério do Meio Ambiente a decretação do estado de calamidade hídrica nas regiões banhadas pela bacia do Paraíba do Sul pelos próximos dois anos. O procurador pediu ainda que as duas partes elaborem um plano de educação ambiental e de um novo plano de recursos hídricos.
“Se eles diminuem a vazão do Rio Jaguari, que por sua vez é uma afluente do Paraíba do Sul, que alimenta o Rio de Janeiro, não há como fazer uma diminuição de vazão do Jaguari, que faz parte do sistema, sem afetar o Rio. Não existe como. O governo falou em transposição em primeiro momento. Nós do MPF discordamos. Se ela tiver que ser feita, deveria ser depois de muita discussão e de testadas outras alternativas para a crise em São Paulo”, disse o procurador.
O MPF também propõe que a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e o Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee), envolvidas na ação, informem à população e aos órgãos competentes as medidas que estão adotando para enfrentar a crise hídrica. Em caso de descumprimento da medida, o órgão sugere a aplicação de multa no valor de R$ 50 mil.
A Secretaria Estadual do Ambiente informou, em nota, que “por conta da gestão cuidadosa do Rio Paraíba do Sul neste momento de crise hídrica, não há informações da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) de qualquer problema de abastecimento”. A secretaria esclareceu que a gestão intensificada ainda no primeiro semestre não tem relação com a transposição pretendida por São Paulo, mas sim com a escassez de chuvas. De acordo com a nota, o órgão desconhece qualquer estudo e análise técnica para o MPF propor a decretação de calamidade pública.
A ANA informou que só se pronunciará sobre o caso quando for notificada, e o Ministério do Meio Ambiente salientou que a questão deve ser tratada com a ANA. Procurada pela Agência Brasil, a Advocacia-Geral da União não deu retorno até a edição desta matéria.
Alberto Porem Jr.
20 de setembro de 2014 12:36 pmdesculpa de safado
O governo de SP pego de cueca na porta do motel culpa a portaria pelo vexame. O Mauro Arce é pior que enxada enferrujada..
emerson57
20 de setembro de 2014 1:13 pmo fim está próximo
O mal está feito. Então, agora trata-se de tirar o melhor proveito.
É o PT bater nessa tecla até a exaustão. A falta de gestão tucana em São Paulo é a bala de prata contra Alkimim.
Os filmes do deserto da Cantareira, da desocupação do Pinheirinho e outras ações contra o povo devem ser mostradas todos os dias pelos adeptos da eleição do Padilha.
Skaf? Será que existe alguem que queira substituir chuchu por…………….nabo?
André LB
20 de setembro de 2014 2:28 pmSim. Eu, entre outros.
E
Sim. Eu, entre outros.
E sabe por quê? Porque pode ser eleito a governador até o diabo, porque DAÍ A IMPRENSA VAI SE LEMBRAR QUE EXISTE GOVERNO DO ESTADO, e passará a cobrar. A promiscuidade imprensa-PSDB é deletéria à população, ao PSDB (que não se renova) é à própria imprensa, que se abastarda mais e mais.
João Maria Fernandes de Sousa
20 de setembro de 2014 1:38 pmEstava escrito nas estrelas…
Já se sabia, desde o início que o chu-chu e os teóricos de gestão do PSDB iriam se safar dessa, jogando todinha culpa no colo da Dilma, estava escrito isso; o JN nunca fala especificamente de SP, Bonner e a Poetisa sempre dizem que existe uma “crise de abastecimento em todo o Brasil” (é como dizer que em Mossoró, onde moro, estamos a mingua de água, o que digo a vocês que é uma grande e safada mentira).
Como a proximidade do pleito o assunto voltará a ser manchete, agora com o gancho de envolver diretamente a ANA, e por tabela a Dilma, no drama vivido pelos paulistas que tem, infelizmente para o Brasil, uma parcela grande de eleitores que nutre um ódio tão grande ao PT que nem mesmo com a possibilidade de ficar com sede ou não poder tomar banho continua entregando sua sorte e a dos seus filhos e filhas e netos e netas aos tucanos.
Meus parabéns a essa porção do povo paulista, estão dando mostras do quanto são tão aguerridos na luta contra o comunismo-ateu, à Búlgara Escarlate e ao Mephysto de Garanhuns!!!
Ficaram sem água mas sem o orgulho ferido!!!
Raí
20 de setembro de 2014 2:30 pmE o consumidor, como fica ?
Enquanto uma agência reguladora(ou que deveria ser) e uma autarquia mixta, que nesta última década, devolveu os maiores dividendos da sua existência aos acionistas, brigam, e agora “cortam as relações” em definitivo, ninguem das duas partes, pensou nas consequencias que esta dissolução de parceria, para os consumidores da água e serviço de tratamento de esgôto, da região mais populosa do Brasil, e deixa-os à mercê da natureza, ou de São Padro, popularmente conhecido, como o mantenedor das chuvas, e na falta destas…
Coincidentemente, estamos numa campanha eleitoral, na qual, um dos responsáveis por este Estado(e estado crítico)disputa a reeleição, como se nada de anormal, estivesse ocorrendo, e o que é pior, contando com a “incrível”simpatia nas intenções de votos, de quase 50% dos paulistas que nem parecem estarem sentindo o problema e suas consequencias.
Agora a ANA, sai de fininho do grupo de trabalho, alegando divergencias com a Sec, de Recursos Hídricos de São Paulo, e com o Secretário, que estaria pensando somente nos resultados operacionais da Sabesp, e esquecendo a obrigação contratual para com a população paulista, que depende da Sabesp. Já a Sabesp, obedecendo ao este Secretário “ausente” só pensou em dividendos e esqueceu de investir no sistema, durante os últimos 20 anos, apesar de ser avisada a respeito do risco de uma sêca, como ora ocorre, e agora um acha que o outro, age eleitoralmente, e sem pensar nos “clientes”.
Será que na hora de escolher o nosso futuro Governador, mesmo com este racionamento dágua, e a iminência de um colápso total, no abastecimento em todo o Estado, reelegeremos a alguem, que “tô nem aí” como disse(in off) esta semana, num jantar de angariação de recursos para a campanha, no farto(em água e alimentos) Fazano, o Geraldo Alckimin ?
João Carlos Santos
20 de setembro de 2014 5:20 pmNão existe eminência…
Senhor Raí, não se fala mais na eminência de acabar a água. O Colapso é CERTO. O Nassif já publicou aqui no site um estudo que aponto que o sistema “colapsou” . E já em DEZEMBRO DE 2013, deveriam ter iniciado o rodízio. A ANA mesmo correndo o risco de politizarem a decisão, fez correto, embora tárdio, a decisão de sair do comitê gestor já deveria ter sido tomada muito antes. Já que a SABESP não segue suas orientações de diminuir a retirada de água, não fazia mais nenhum sentido realmente de participar de um grupo que toma decisões desse tipo a partir de pesquisas eleitorais.
emerson57
20 de setembro de 2014 3:05 pmmais
http://tijolaco.com.br/blog/?p=21352
………………..
“O “volume morto” se foi, mas a irresponsabilidade de Alckmin continua”
evandro condé de lima
20 de setembro de 2014 8:30 pmVejamos também um outro lado.
O São Francisco e outros rios aqui por Minas estão secos. A quem iremos culpar? Tres Marias está com menos de 7% de seu volume normal. Sinceramente, admito que o governo de sp ajudou, mas ainda não li uma linha sequer sobre a seca que está aí. Um pouco de leitura e veremos que há tres anos chove abaixo da média.