5 de junho de 2026

O retrocesso da Polícia Militar em São Paulo

Sinceramente, não sei o que aconteceu com a Polícia Militar de São Paulo. Parece parte do intenso processo de decadência das instituições paulistas, que não poupou as Universidades, os institutos de pesquisa, do Butantã ao Museu do Ipiranga, o Memorial da América Latina, o Cepam, Fundação Seade, Emplasa.
Anos atrás, recebi um convite para visitar a PM. Estava empenhadíssima em programas de qualidade, orgulhosa dos avanços obtidos internamente. Na parte musical, a Banda Marcial e a Sinfônica, com quadros de primeiríssima.
De repente, o caos.
Ontem, um amigo que tem escritório na República testemunhou a maneira como a PM atuou contra as famílias que invadiram um prédio abandonado.
Recentemente ele acompanhou trabalhos de hospitais bem organizados. Todo procedimento tinha protocolos. A enfermeira seguia protocolos para arrumar a cama do paciente, para colocar sonda, para tirar temperatura.
O que ele testemunhou com a PM foi a falta total de protocolos.
A PM cercou o prédio. Durante todo o dia, em vez de isolar com cercas o prédio, deixou tudo exposto à curiosidade pública. Quando juntavam grupos de transeuntes, eram dispersados à custa de bombas de gás lacrimogênio. Segundo ele, não foi uma ou duas vezes, mas várias vezes durante o dia. Bastaria uma cerca para evitar aglomerações, mas nenhuma foi providenciada.
Na hora de negociar com os invasores, deveria dispor de uma equipe civil de negociadores, para conversar primeiro, acertar as condições e providenciar a remoção em paz. A força só em caso de teimosia extremada. Em vez disso, bastou um apito para os policiais invadirem o prédio distribuindo bordoadas. Se algum popular xingar um policial, a reação imediata é levar tiros de borracha.
Avacalh-se até as bandas militares. Em 2005, um comandante inepto proibiu músicos em período integral. Agora, trabalham no policiamento cinco dias por semana, tendo pouquíssimo tempo para ensaiar.
Em outros tempos, as bandas eram instrumentos eficientes de aproximação com as comunidades. Havia um trabalho sistemático na periferia, de invadir as favelas armados de instrumentos e coros, ganhando a simpatia dos moradores.
Agora, nem isso.
 
Qualquer manual de segurança pública focará o policiamento comunitário. Os oficiais defensores dessa política estão afastados, encostados na corporação.
 
Não se exija do Secretário de Segurança Fernando Grella nenhuma atitude de recuperação da PM. Grella só entende a lógica primária do sarrafo e da bomba.
 
Mas é hora da corporação começar a se debruçar sobre seu destino e sua imagem. Secretário e governadores passam, a corporação fica..
 
Sem nenhum atropelo da disciplina, é hora dos ideólogos da PM começarem a discutir a sério a maneira de recuperar a imagem e a eficácia da tropa.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. Marcos Antônio

    20 de setembro de 2014 12:42 am

    Foi mais uma forma de afirmar

    Foi mais uma forma de afirmar a condição SUPERIOR DA ELITE!

    Pobres tem o direito de serem POBRES e o dever de respeitar a lei!

    Somos capitalistas e não socialistas e portanto o dinheiros dos impostos deve ir prioritariamente para outros fins!

    Isso satisfez o ego dos paulistas que não toleram pobre em locais que historicamente lhes pertencem!

    1. Caetano.

      20 de setembro de 2014 3:33 pm

      Quanta besteira junta! Se

      Quanta besteira junta! Se fosse eu ou você, o policial atiraria da mesma forma. Quanto ao dinheiro de impostos, bem, não entendi como pode ter influído no caso. E ninguém normal pode ter o ego satisfeito com uma morte.

  2. Cafezá

    20 de setembro de 2014 12:55 am

    Com o governo Alckmin, nada

    Com o governo Alckmin, nada disso se modifica. É dar murro em ponta de faca.

  3. Carlos Garcia

    20 de setembro de 2014 1:04 am

    Pode ser que o ogovernador

    Pode ser que o ogovernador esteja implantando a filosofia da OPUS DEI. Muito sacrifício físico para chegar ao céu. 

  4. Ivan de Union

    20 de setembro de 2014 1:08 am

    “é hora dos ideólogos da PM

    “é hora dos ideólogos da PM começarem a discutir a sério a maneira de recuperar a imagem e a eficácia da tropa”:

    Cianureto funciona.

  5. Jair Fonseca

    20 de setembro de 2014 1:09 am

    Hoje, numa rua da Lapa de SP,

    Hoje, numa rua da Lapa de SP, à luz do dia, um PM atira contra um camelô e o mata, em meio à multidão. Sabe-se o que eles fazem à noite e de madrugada, por aí, sem testemunhas: matam. O jovem trabalhador era pai de três crianças. 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=bS_1t4vK10Y%5D

     

    1. Jofran Oliva

      20 de setembro de 2014 1:09 am

      Assisti há pouco no jornal da Band. . .

      Assisti há pouco no jornal da Band. Um policial com nove anos de serviço, apontando a arma para os camêlos. Um total despreparo. Mas eram guardas municipais.

      1. Jair Fonseca

        20 de setembro de 2014 2:00 am

        São da PM, não guardas

        São da PM, não guardas municipais. O policial assassino do camelô matou um morador de rua, há seis meses. Nota-se seu empenho no enfrentamento de “bandidos perigosos”… 

    2. Jair Fonseca

      20 de setembro de 2014 2:29 am

      Pela desmilitarização da polícia.

      Sei que é horrível isso, mas fica como prova do horror horror de mais esse crime da PM de SP. E como horror de qualquer PM. Alguém estava lá e há provas da violência e do crime nestes vídeos diferentes.

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=BVSHXfrPNds%5D

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=iMY_3ETflCQ%5D

      1. Alessandre de Argolo

        20 de setembro de 2014 7:14 am

        Esse caso aí é complicado

        Poderia ter sido contornado. Faltou razoabilidade de ambas as partes. Dizer que o policial errou ao atirar é complicado. As imagens mostram que houve uma investida da vítima. Ele nitidamente tentou tirar o spray do policial, que segurava o spray com a mão esquerda e a pistola com a mão direita. Por que ele fez isso é algo que não dá para entender. Seria uma ação absolutamente inócua e que somente poderia gerar a reação que gerou. No primeiro dos vídeos acima, é possível constatar que o policial chega a gritar em direção a ele “sai fora, meu!”, ordenando que ele e outros se afastassem. Não se resolve uma situação daquelas instigando o policial a atirar. Tinha gente que gritava “atira, atira”. Os transeuntes erraram ao incentivar a animosidade que já estava instaurada desde o início. Quem pagou o pato foi quem levou o tiro. Foi uma atitude impensada. Quem saca uma arma tem que estar disposto a atirar. É uma regra que a polícia sabe cumprir. Caso contrário, ele perde a arma. Basta que alguém perceba que ele não vai atirar. O mais inteligente é não pagar para ver. Ao menos se se tem amor à própria vida. Depois não adianta muito. Fica essa lamentação por uma vida que se perdeu, a qual não volta nunca mais. Morte estúpida, totalmente desnecessária, causada, em muito, pela animosidade que se criou entre a polícia e a sociedade.

        Para mim, no máximo, homicídio culposo, sem qualquer dolo. Uso excessivo da força, imprudência, talvez, mas é discutível, porque a vítima agiu para tomar o spray, objeto de trabalho, e o policial tinha o direito de reagir, lembrando que a vítima era maior e mais forte . Ele atirou por reação. Não houve intenção de matar, propriamente, tanto que, nas imagens, a pistola aparece a maior parte do tempo apontada para baixo e com a intenção de afugentar o cerco. Lamento pelo cidadão que morreu, mas a ação dele foi absolutamente injustificada. Não houve assassinato, pois isso é morte por emboscada. Não é o caso.

        A situação é relativamente fácil de entender. Como eu disse acima, quem puxa uma arma tem que estar disposto a usá-la, caso seja preciso. Esse é um princípio básico de auto-defesa. Ali, existia um cerco a policiais acuados. Os populares só não investiram de vez contra os policiais precisamente por causa da pistola empunhada. Naquela situação, a tendência sempre será a de que haja um disparo, caso exista uma investida contra o policial armado. Isso porque, se ele não atirar, será atacado pelas pessoas que o cercam e perderá a arma, já que eram muitas pessoas. Perdendo a arma, sua vida fica seriamente em risco, dada a tensão da situação. Obviamente, nesse cenário, qualquer policial reage atirando. Foi o que aconteceu. O disparo é o que o mantém vivo, no limite. A grosso modo, esse é o diagnóstico do caso.

        Se eu estiver armado, numa situação de tensão daquelas, em que se percebe o cerco e o ânimo notório de se partir para o confronto direto e alguém investir contra mim, tentando retirar a arma da minha mão, eu também atiro. Nem penso duas vezes. Simplesmente porque perder a arma é assumir o risco de levar um tiro. Eu não vou pagar para ver. Atiro primeiro, mas sem a menor dúvida. A investida da vítima foi interpretada dessa forma pelo policial. Não tinha, naquela situação, como ele diferenciar o que era uma tentativa de se apossar do spray de uma tentativa de se apossar da pistola. Tudo estava relacionado.

        Creio que a vítima contribuiu para o resultado. Tentou tomar o spray de pimenta do policial armado. O que aconteceu? Tomou um tiro, é claro. Morreu quando poderia hoje estar vivo. Não foi uma decisão inteligente, ao contrário. O resto é cena de homicídio. Pelo vídeo que eu vi divulgado na página do Estadão no Facebook (existem vários vídeos, em ângulos diferentes), o cidadão que tomou o tiro de pistola à curta distância, que era preto, já estava ficando branco à determinada altura, vide a cor das mãos, e aí é fim de papo. Tampa de caixão, como se diz. Tiro mortal impressionante. Não tem quem viva ali. O tiro foi mortal, atingindo a cabeça. Ele ainda correu, achando que não havia nada. Coitado. Ali é choque hipovolêmico, causado pela hemorragia e falência múltipla de órgãos. O resultado é o óbito, em pouco tempo. A pressão cai, perde-se a consciência e a morte vem, de forma inevitável.

        1. Francy Lisboa

          20 de setembro de 2014 10:57 am

          Mas Argolo, me diz. A única

          Mas Argolo, me diz. A única coisa que o Policial recebe como treinamento é sacar a arma e atirar em qualquer situação de reação? Não há imobilização e outras tecnicas? Se o cara tivesse gritado “Bu!” seria “culpa da vitima também? Não consigo entender pq em qualquer situação a PM saca a arma, mesmo sem um risco de morte.

          1. Alessandre de Argolo

            20 de setembro de 2014 3:57 pm

            O caso concreto tem que ser analisado com as suas peculiaridades

            Claro que não é em todo caso que o policial militar deve sacar a arma e muito menos deve atirar. Cada caso tem que ser analisado de acordo com as suas peculiaridades. No caso, os policiais estavam tentando efetuar uma prisão em que houve resistência. O caso é complicado porque, de imediato, juntou um grupo de pesoas contrárias à ação da polícia. E esse grupo agiu de uma forma a empreender uma espécie de cerco, fazendo pressão sobre os policiais. O policial que efetuou o disparo estava o tempo todo olhando para todos os lados, pois temia que alguma investida pudesse vir de algum lugar. Naquelas condições, as pessoas ainda ficaram instigando-o a atirar. É o que as imagens mostram. A ação da polícia parece ter sido destrambelhada no início, mas depois houve irrazoabilidade por parte dos circunstantes. O cenário para o que veio a acontecer depois estava montado, infelizmente. Um policial armado com uma pistola tentando afastar as pessoas em volta. Aí a vítima decide fazer a investida. O resultado foi o disparo mortal efetuado pelo policial. Parece-me uma coisa complicada. Houve uma ação da vítima que pode inclusive vir a justificar o disparo, dependendo da interpretação. Talvez o policial militar devesse, primeiro, disparar para o alto, a título de advertência. Daí eu estar propenso a considerar homicídio culposo, pelo uso desproporcional da força na reação (imprudência). Dependendo, podem até considerar que houve dolo de matar, mas aí eu discordo. Ele atirou mais por reação, diante da tensão criada na situação e da ação da vítima, que investiu contra ele. Se a vítima não fizesse o que fez, ele certamente não atiraria.

  6. JB Costa

    20 de setembro de 2014 1:30 am

    Posso até estar sendo injusto

    Posso até estar sendo injusto ou precipitado, mas acho que a truculência da PM de São Paulo  e sua imensa dificuldade de lidar com a população, principalmente com os mais pobres, foi, por osmose, assimilado do reacionarismo das elites e da dita classe média paulistanas/paulistas. 

    Até livros já foram escritos acerca desse perfil anti-democrático e violento da polícia militar paulista. Esse processo se agudiza no regime militar quando as PMs se tornaram apêndices da repressão.Tempo em que surgem grupamentos de elites tipo ROTA. 

    Se antes havia os baderneiros, comunistas, subversivos e o populacho, após a redemocratização ficaram apenas esse último para  saco de pancadas(ou tiros). 

    Mas o pano de fundo dessa questão é a mentalidade militarista das polícias fardadas. Assim, não basta só extrair por decreto essa fundamentação institucional, mas, e principalmente, recriar-se uma nova polícia totalmente infensa a essa dita militarização, na qual e pela qual o primeiro ânimo é abater o “inimigo” para depois conversar. 

    1. peregrino

      20 de setembro de 2014 1:43 am

      mandou bem…

      apontando a matriz, elite que prestigia, e a geratriz, força bruta do governo

    2. leonidas

      20 de setembro de 2014 2:06 am

      JB a militarizaçao e a farda

      JB a militarizaçao e a farda faz parte d e todas as policias.

      Ao menos na base ou seja soldado , cabo  , sargento.

      Tem gente aqui ( nao voce exatamente ) falando que isso é culpa da direita, como se em paises de esquerda a policia nao fosse militarizada e nao fosse truculenta e corrupta.

      Não importa o formato que voce usar para uma corporaçao policial, se nao investir na qualificaçao e dotar a instituiçao de rgras qu valorizem seu trabalho e lhes dê autoridade junto ao povão, nada vai adiantar.

      mesmo que acabe com o formato militar e mande todos vestirem rosa, a merda sera igual… 

      1. JB Costa

        20 de setembro de 2014 1:16 pm

        Reitero, Leonidas: o problema

        Reitero, Leonidas: o problema é a mentalidade militarista. Polícia é polícia, militar é militar. Eventual intersecção de ambas(mentalidade) é disfuncional. 

  7. peregrino

    20 de setembro de 2014 1:31 am

    é do desprezo para com os pobres…

    o fato de haver algo parecido com excesso de exigências

    justiça ordena que desocupem a área e o governador entende como ocupem a área do inimigo

    prestígio do governador vem daí; não vê cidadão, só inimigos, exatamente como fez a PM

  8. CB

    20 de setembro de 2014 1:32 am

    E pra desespero de muita

    E pra desespero de muita gente, a maioria do eleitorado paulista parece que concorda com este estado de coisas, não é? Absurdo! Me contaram a história ocorrida na Lapa. Absurda! O que se pode dizer? A maioria do eleitorado paulista é cúmplice desta situação.

  9. peregrino

    20 de setembro de 2014 1:33 am

    para um estado 100% autoritário ao lidar com pobres…

    não é retrocesso não, é avanço

  10. altamiro souza

    20 de setembro de 2014 1:42 am

    primeiro, o óbvio
    toda essa

    primeiro, o óbvio

    toda essa polícia que mata é resquício da ditadura (formação, etc….)

    2. não tão obvio mas cada vez mais claro:

    resquício dessa incompetencia de vinte anos dos governos tucanos.

    que através de sofismas

     e mntiras e

    falácias

    e omissões

    acaba

    enganando  a torcida e dizendo que é boa gestão.

    tudo vira então uma

    torre de babel.

    3. consórcio disso tudo com essa grande mídia

    que omite os problemas citados

    e os não citados, principalmente.

     

    tudo vira então uma

    torre de papel

    que eu chamaria de papel eugenico –

    de eugenia,

    a chamada pureza racial para

    demonizar os movimentos sociais

    e congeneres e manter o poder com essa elite quatrocentona

    da opus dei e o escambau,

    como diz voz da indignação.

  11. Julião

    20 de setembro de 2014 1:53 am

    O Inicio foi nos governos militares …

    quando a PM foi aumentada como tropa auxiliar das forças militares, usadas para reprimir a população. Com o fim dos governos militares, alguns estados tiveram governos mais civilizados, que conseguiram diminuir a truculencia e a corrupção nas PM!

    Estados como Rio de Janeiro e Espirito Santo as PMs foram “anexadas” ao narcotrafico e aos jogos ilicitos (jogo do bicho cassinos), da sua base até o seu tôpo! Nos estados como o de São Paulo, que refere-se a matéria em comentário, com governadores todos de direita Tanto da Arena, Dem, PMDB, PSDB, etc. , alguns dos quais extremamentes truculentos (Fleury e Alquimin), a PM de SP cometeu o maior conjunto de barbáridades que se tem na hitória brasileira, iniciando-se no massacre do Carandiru e indo até as desocupações truculentas atuais. Estas forças não ficaram somente presas a violencia, mas quando apossaram-se da prefeitura de São Paulo, no governo Kassab, promoveram um festival incrível de atos de corrupção. Entraram para ficar ricos, como prêmio para manterem o “populacho” na linha.

    Governos como Alquimin, Serra, Kassab, Fleury e outros tornaram as forças da PM em um conjunto truculento e assassino, que acredita-se totalmente fora de qualquer punição (e até o momento mostra que eles estão certos).

  12. Álvaro Noites

    20 de setembro de 2014 1:55 am

    Viva os tucanos!!!
    Viva os tucanos!!!

  13. leonidas

    20 de setembro de 2014 2:00 am

    A PM de Sao Paulo sofre do

    A PM de Sao Paulo sofre do mal das PMs e Policia de todo o Brasil civil ou militar

    o unico porem que faço no texto do Nassif é no tocante a grupo de negociadores civis.

    Pois no mometno em que um Juiz determina a reintegraçao de posse com uso de força policial , o espaço para negociaçoes ja esta muito reduzido.

    Ao que consta a PM aguardou a saida voluntaria das pessoas ate as 08:00 hrs da manha.

    sobre a falta de organizaçao que de fato é uma assinatura da Policia Brasileira ela tem relaçao com o modo que se faz as coisas no pais como um todo.

    Seria esperar demais que a Policia sendo um orgao do estado e gerido com base no modo amador que temos nos pdoeres executivos e legislativos do pais pudesse fazer algo diferente.

    Todo mundo sabe como funciona a policia, em um acidente de rua por exemplo a funçao da PM é em primeiro lugar CHEGAR 

    Depois separar as partes envolvidas para evitar a famosa vias de fato e colher o depoimento.

    Afastar os curiosos para um perimetro que resguarde as partes e nao comprometa o transito.

    Gerenciar o transito de modo a manter uma fluidez minima ate que os veiculos possam ser removidos.

    Mas o que acontece?

    Demora para chegar.

    Chega e estaciona as viaturas no meio do caminho complicando ainda mais o transito.

    Nao afasta a multidao de curiosos do local

    Vai colher depoimento no meio do povo entre as partes e fica obviamente expostas as variaçoes de humor dos mesmos diante da desorganização.

    Isso falando da policia militar, a policia civil entao é como a morte, algo que todos sabem existir mas só vai ter com ela quando realmente nao pode evitar como velorios de entes queridos e similare

    enfim a coisa toda faz parte de um modo de fazer politica e de fazer funcionar os orgaos de estado.

    Em Sao Paulo um PM matou um ambulante pois o mesmo tentava tirar dele o spray de pimenta.

    O despreparo do PM ja ficou notorio ao empunhar arma de fogo para conter multidão.

    Agora a desmoralização da PM foi fundamental para o resultado tragico pois quem trabalha na região central sabe que essa operaçao delegada só veio trazer a corrupçao para a PM de uma forma avassaladora.

    Entao os camelos passam o dia todo vendendo produtos com os PMs se fazendo de cegos, quando eles resolvem agir por alguma misteriosa razão, a galera fica indignada né?

    Trabalha o dia todo e derrepende um bando de policial que voce vc na esquina resolve ou percebe que a funçao dele é prender voce?

    Não tem moral nenhuma, entao quando foram deter o camelo os demais quiseram soltar o rapaz na base da força. os imbecis estavam em menor numero ( em que pese sabr que deter camelo requer amplo apoio da tropa ) o idiota resolveu sacar da pistola para tentar intimidar a turba e aconteceu o que se previa nesse tipo de situaçao.

    Enfim essa operaçao delegada deve ser EXTINTA e denunciada pelos partidos de oposiçao pois é cria do PSDB apenas para evitar reivindicação salarial mas como é tolerada só serve mesmo para criar coisas negativas…

     

  14. Alexandre Weber - Santos -SP

    20 de setembro de 2014 2:09 am

    Melhorar os salários

    Um sargento com muitos anos não ganha nem 5.000,00, muito pouco.

  15. Marco St.

    20 de setembro de 2014 2:21 am

    Boa oportunidade para se

    Boa oportunidade para se eliminar de vez esse câncer oriundo da ditadura militar. Pelo menos nesse aspecto a monumental incompetência tucana pode trazer algum benefício a população.

    1. Alessandre de Argolo

      20 de setembro de 2014 6:26 am

      A Polícia Militar não é oriunda da ditadura militar

      A PM brasileira é uma instituição cujas origens datam do início do século XIX.

      As forças policiais brasileiras, em seus primórdios, sempre foram estruturadas aos moldes militares, o que depois se consolidou, inclusive na proclamação da república. No início, eram as guardas municipais, que depois se transformaram em corpos policiais duante o imperio. Depois, com o advento da república, os corpos policiais se transformaram em corpos policiais militares, subordinados aos estados, com tudo isso previsto na Constituição de 1891.

      A PM, portanto, é uma das instituições mais antigas do Brasil. A organização militar atual, com as evoluções de praxe, é tão antiga quanto a república. A história da PM se confunde com a história do Estado brasileiro enquanto país independente, soberano e autônomo.

  16. morallis

    20 de setembro de 2014 2:25 am

    Policia  “Militar”? Essa não

    Policia  “Militar”? Essa não tem jeito, a loucura vai desde

    o pequeno poder, a quase certeza de impunidade e   a

    vontade de bater, atirar,bater atirar,bater atirar…quase um rito.

    O PCC  já dissecou a policia militar e o governo paulista faz

    tempo.Quem sabe daqui a uns 5 anos haja nova invasão no

    mesmo imóvel que certamente vai permanecer fechado  para

    fins especulativos, o centro de São Paulo já lembra       uma

    cidade “fantasma”.

     

  17. Zanchetta

    20 de setembro de 2014 2:27 am

    O que aconteceu com o

    O que aconteceu com o IBGE?

    Um dia diz que houve concentração de renda.

    No outro, que houve maior distribuição de renda.

     

    Parece parte do intenso processo de decadência das instituições brasileiras…

    1. Roberto Monteiro

      20 de setembro de 2014 12:48 pm

      Tem uma pequena diferença:

      O IBGE erra, reconhece, corrige e pede desculpas. Os tucanos erram, não reconhecem, continuam errando e se alguém exigir desculpas, leva porrada.

  18. NICKNAME

    20 de setembro de 2014 3:00 am

    Em russo, diversas Ave-Marias.

    tenho um disco russo, muito antes de perestroikas, somente com diversas ave-marias de diversos compositores. A inúmeros pedidos, qq . hora ponho todas aqui. De uma veez só. Em todas as seções. Pra ninguém perder. E… deixa pra lá… Algumas seçõe já estão nesta sexta feira com algumas músicas diversas. Mas esperem os russos.

    1. morallis

      20 de setembro de 2014 3:50 am

      .

      .

      1. NICKNAME

        20 de setembro de 2014 3:55 am

        😉

        nem vou desenhar, que não adiantaria.

        1. morallis

          20 de setembro de 2014 2:33 pm

          Desenha ai apelido !

          Desenha ai apelido !

          Voce é engraçado sim.

    2. NICKNAME

      20 de setembro de 2014 3:53 am

      ai, meu deus, gente q não saca senso de humor dá nisso do Morall

        

  19. socram pb

    20 de setembro de 2014 4:07 am

    Bem(mal)vindos ao TUCANISTÃO

    Bem(mal)vindos ao TUCANISTÃO

  20. Bruno Cabral

    20 de setembro de 2014 10:49 am

    Sinceramente, não sei o q aconteceu com a Polícia Militar de SP

    “Sinceramente, não sei o que aconteceu com a Polícia Militar de São Paulo”. Eu sei. Foi TUCANIZADA.

  21. Fábio de Oliveira Ribeiro

    20 de setembro de 2014 11:50 am

    Nenhuma novidade. Sempre que

    Nenhuma novidade. Sempre que estamos próximos a eleições a PM vira um grupo terrorista a serviço do mega-terrorista que governa São Paulo a décadas. Como não tem e não quer ter política para oferecer ao povo, Alckmin usa a PM para satisfazer o sadismo dos paulistas ricos e para atemorizar os paulistas pobres.

  22. Juliano Santos

    20 de setembro de 2014 1:00 pm

    O EduGuim tem a teoria que o

    O EduGuim tem a teoria que o Alkimin disparou em popularidade porque repremiu vioplentamente as manifestações, que com a presenças quase que exclusiva dos black blocs virou uma guerra campal. Segundo ele, a população pedia por ordem na base da “porrada nos vândalos” mesmo.

    Daí a coisa vale para “bandido” também. Porrada dá voto em São Paulo

  23. Wagner

    20 de setembro de 2014 3:52 pm

    Realmente a PM mudou muito!

    Realmente a PM mudou muito! Antigamente, após cada morte, a banda poderia ir no velório tocar a marcha fúnebre! Agora sem banda, ficou impossível!

  24. Pedro luis Moreira

    20 de setembro de 2014 7:13 pm

    Estão criando a situação para protestos

    Para mim a polícia paulista (ou paulistana?) está criando as condições para a repetição dos protestos de 2013: ações com extrema violência que geram a indignação da sociedade, fazendo com que todos saiam de casa e protestem contra a violência. Quando a multidão está nas ruas, colocam alguns blocos com faixas e discursos contra a política, o PT, a Dilma e a mídia se encarrega de estampar nos jornais e nas TV`s essas imagens.

    Foi assim em 2013 e a Dilma caiu direitinho na arapuca, fazendo aquele discurso na TV que lhe custou quase toda a boa avaliação do governo. ( O protesto do ano passado começou contra o aumento da passagem do transporte público da capital)

     Nada é por acaso, ainda mais em ano de eleições.

    Abraços e tudo de bom

    PM

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