5 de junho de 2026

IGP-M sobe 0,31% na segunda prévia do mês

Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,31% durante o segundo decêndio de setembro, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado reverteu a deflação de 0,35% apurada para o mesmo período de coleta em agosto. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

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O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou de -0,57% em agosto para 0,32% no segundo decêndio de setembro. No período, a variação dos Bens Finais passou de -0,21% para 0,24%, sendo que a maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -0,47% para 2,07%.

A  variação do grupo Bens Intermediários passou de -0,13%, em agosto, para 0,56% em setembro. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de -0,45% para 0,45%.

Já o índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de 0,12%, ante uma deflação de -1,55% no mês anterior. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram bovinos (de -0,59% para 3,45%), mandioca/aipim (de -8,38% para 9,54%) e milho em grão (de -4,57% para -0,88%). Em sentido oposto, destacam-se café em grão (de 7,31% para 4,73%), pedra britada (de 1,45% para -1,94%) e soja em grão (de -1,99% para -2,16%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,32%, ante -0,02% no mesmo período do mês anterior. Todas as classes de despesa componentes do índice ampliaram suas taxas de variação, com destaque para a contribuição do grupo Alimentação (de -0,15% para 0,20%), diretamente afetado pelo item carnes bovinas, cuja taxa passou de -0,60% para 2,08%.

Também foram computados acréscimos nas taxas dos grupos Transportes (de -0,12% para 0,28%), Educação, Leitura e Recreação (de -0,33% para 0,50%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,24% para 0,57%), Vestuário (de -0,79% para 0,01%), Habitação (de 0,34% para 0,43%), Comunicação (de -0,18% para 0,05%) e Despesas Diversas (de 0,22% para 0,28%).

As maiores contribuições para estes movimentos partiram dos itens etanol (de -1,47% para 0,65%), salas de espetáculo (de 0,38% para 2,59%), medicamentos em geral (de -0,37% para 0,24%), roupas (de -0,99% para 0,13%), tarifa de eletricidade residencial (de 0,82% para 1,17%), pacotes de telefonia fixa e internet (de 0,00% 2,52%) e clínica veterinária (de 1,29% para 2,12%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou variação de 0,20% no segundo decêndio do mês. Em agosto, a taxa foi de 0,23%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços chegou a 0,43%. No mês anterior, a taxa foi de 0,07%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação. No mês anterior, este índice variou 0,38%.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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