4 de junho de 2026

O intrincado xadrez da politica, por Sérgio Medeiros

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Por Sérgio Medeiros

A noticiada reação de Aécio – que até o momento tem sido pífia – veio no exato instante em que as reais possibilidades do candidato foram consideradas virtualmente insignificantes, a tal ponto, que chegou a faltar dinheiro para financiar a campanha e, em face disto, se acendeu um sinal geral de alerta, com ampla repercussão interna nos partidos de apoio, o que forçou uma reanálise desta candidatura (em sentido amplo, candidatos à Presidente, Governadores, deputados, senadores).

Talvez, nesse ponto, resida a explicação para esta “tentativa” de reavivar a candidatura.

É que, a perda de votos e a  “seca financeira”, não se restringiram somente ao candidato, mas ao partido como um todo, ameaçando toda uma estrutura politica, estrutura esta que constitui parte substancial da bancada parlamentar conservadora, e que protege os interesses básicos de determinados grupos econômicos.

Desta forma, setores como o empresariado paulista, cientes da hecatombe que seria a diluição quase que total da candidatura de Aécio, no que concerne aos seus reflexos deletérios frente a construção de uma base parlamentar, que estaria sendo severamente atingida, certamente resolveram dar um novo folego monetário extra a campanha, e com isso alavancaram em parte o candidato, tudo para salvar seus “deputados” “senadores” e “governadores”, ameaçados seriamente em suas pretensões.

Isso se explica pelo simples fato da candidatura de Marina não ostentar,  em seu leque de postulantes ao parlamento, os representantes tradicionais destes setores empresariais, de modo que, no momento que a preferencia do eleitorado passou também a se refletir neste campo das candidaturas proporcionais, tal fato constituiu-se numa ameaça mais séria que a própria candidatura de Dilma em si, pelo menos, neste primeiro turno, onde se encerra a votação da base que irá compor o Congresso Nacional.

Entretanto, esta injeção de recursos monetários, traduzida em massiva exposição de espaço na mídia e compartilhamento do espaço de Marina, tem o folego exato que tais iniciativas pontuais e direcionadas tem, ou seja, um alcance limitado e por curto espaço de tempo, sem efeitos permanentes e de longo prazo.

Provavelmente  esta tentativa de, na reta final, turbinar a campanha e pretensamente fazer avançar a candidatura de Aécio se resuma apenas a isso, uma pseudo tentativa, um autêntico voo de galinha, destinado tão somente a resguardar os interesses momentâneos de determinadas candidaturas parlamentares.

No caso de uma extrapolação do gesto, ou seja, de tentar transformar este ato de proteção parlamentar em efetiva reação, isto significaria correr o risco de retirar do cenário a considerada, até o momento, única alternativa viável para derrotar o PT.

Neste caso, em face da atual conjuntura, tal alternativa, para almejar êxito,  traria consigo um risco intrínseco adicional, ou seja, inevitavelmente ela deveria conter ataques de alto poder destrutivo à referida segunda colocada, Marina, isso em razão de sua posição proeminente, quase um terço dos votos, e da constatação de não ser possível avançar no voto consolidado da candidata da situação, Dilma Roussef (não de forma que seja suficiente para aumentar substancialmente a candidatura de Aécio).

Assim, este possível ataque, teria como efeito colateral – dito pelo próprio candidato Aécio -, o esfarelamento da candidatura Marina.

Ora, para ter tal efeito, a desconstrução será de tal monta que não há como prever que somente o candidato Aécio será beneficiado diretamente, fato este que, por outro lado,  mercê da atual composição de votos da candidata Dilma Roussef – mais de um terço dos votos – pode ser fatal para as pretensões de eventual segundo turno.

Eis o dilema.

O risco Aécio, ao contrário do que pensa a mídia oposicionista, se aplicado na dose necessária, na realidade ameaça o segundo turno.

Mas, se a escolha for esta, e frente a significativa diferença atual, mais de 13 pontos, a pouco mais de 15 dias, somente, como é dito vulgarmente na imprensa, uma bala de prata para ter o efeito desejado, e, no caso, deverá ser tão precisa, que atinja de forma quase letal a adversária, sem abate-la de forma irremediável e imediata.

Pois bem.

Frente a tais considerações, neste momento, vislumbro apenas a tentativa de sobrevivência de um setor que está sendo alijado do cenário politico nacional, o que terá reflexos na candidatura de Aécio, mas não o suficiente para as pretensões deste chegar a um segundo turno, talvez somente cacifá-lo para ser um coadjuvante de peso.

Entretanto, faço uma ressalva, pode ser tentada uma aventura, mas como o remédio a ser aplicado tem imenso potencial destrutivo, e a dose a ser aplicada, não tem como ser medida, o risco de se matar o paciente – segundo turno – é enorme.

Resta aguardar – se for assumido o risco – a novidade virá na próxima semana, ou seja, o ataque midiático a Marina será severo, ou, não haverá ataque.

  

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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17 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    19 de setembro de 2014 3:55 pm

    Não há nada de complicado na

    Não há nada de complicado na Política. Os pobres são a maioria e, portanto, podem cuidar dos seus próprios interesses. As coisas somente se complicam quando eles elegem os ricos que, para cuidar dos interesses deles, terão que prejudicar deliberadamente os interesses da maioria. O xadrez é disputado entre dois oponentes com regras fixas. Vence quem entende as regras e computa melhor as suas jogadas em relação às possíveis jogadas do oponente. Mas a vitória no xadrez não muda nem a natureza do jogo, nem as suas regras. A Política pode fazer isto (mudar a natureza e as regras do jogo). Portanto, quem compara xadrez a Política não conhece nem um nem outro. Falei pouco e bati demais?

    1. pois é

      20 de setembro de 2014 9:22 am

      [  Os pobres são a maioria e,

      [  Os pobres são a maioria e, portanto, podem cuidar dos seus próprios interesses]  cada um que o petismo tira da miséria corre o risco desse ficar rico e votar com a oposição

  2. Assis Ribeiro

    19 de setembro de 2014 4:50 pm

    Excelente, Sérgio
    Os

    Excelente, Sérgio

    Os comentaristas do blog formam a peça mais importante para o sucesso dessa página alternativa.

    Parabéns a todos

  3. Athos

    19 de setembro de 2014 5:44 pm

    PSDB em cheque!
    Será

    PSDB em cheque!

    Será mate?

     

    Vaos ver na próxima semana….

  4. Luis Fraga

    19 de setembro de 2014 5:53 pm

    Falhou a injeção

    Pois é, mas a “injeção de ânimo” só veio do Ibope, na pesquisa do Datafolha Aécio continua nos 17%.

    O fracasso da candidatura do Aécio e consequente enfraquecimento do PsDB é excelente notícia para o Brasil.

    Todo regime democrático para ser saudável precisa de uma oposição forte, atenta, que faça a crítica permanente ao governo de plantão. Essa crítica e acompanhamento precisa, no entanto, ser feita de forma ética, responsável e visando acima de tudo ao bem da nação e de seu povo.

    Em resumo: Tudo aquilo que o PsDB não tem sido.

    Faz tempo que não há formulação nem de ideias, tampouco de propostas progressivas por este partido. Tornou-se mero eco de grupos de mídia interesseiros e decadentes.

    Do casamento indissolúvel e permanente com os grupos tradicionais de mídia resultou um partido pequeno nos ideais  e mesquinho nas ações.

     

    1. Lucinei

      19 de setembro de 2014 6:35 pm

      Perfeito. A UDN que se

      Perfeito. A UDN que se reestrure novamente e que deixe de lado a torpeza e os preconceitos que somente a ela aproveitam.

      Mas na minha opinião a candidatura do aécio já era. E o acordo, Inclusive, é pra ele parar de atacar marina. O financiamento vai agora direto pros candidatos ao parlamento, principalmente pro senado, que sempre foi muito importante pra essa oposição.

      Pra bala de prata acho que já é tarde; essa tática jjá está manjada demais, embora eu ache que eles acreditam que podem tudo e qualquer coisa. Torço até pra tentarem; vai ser mais um tirambaço no pé como foi a unção de marina, quando acharam que ela tiraria mais votos de dilma e ela acabou tirando mais do aécio.

      … E agora ninguém sabe o que fazer com ela.

      1. pois é

        20 de setembro de 2014 9:18 am

        [  Mas na minha opinião a

        [  Mas na minha opinião a candidatura do aécio já era]  a não ser que renunicie e apoie Dilma. Salva sua turma e ainda ficará mais cotado do que Lula para 2018

  5. wendel

    19 de setembro de 2014 6:01 pm

    No mato sem cachorro………….

    Na verdade, estão com a corda no pescoço. Apoiar Aécio, mesmo sabendo de suas limitações, mas continuar a manter no Congresso a matilha de lacaios apoiadores da direitona, como sempre fizeram, ou correrem o risco de detonarem a Marina e não haver segundo turno!

    Encruzilhada dificil, mas chega-se um momento na vida em que devemos lembrar a famosa frase:

    “Você pode enganar alguns durante algum tempo. Você pode enganar muitos durante muito tempo, mas não pode enganar todos durante todo o tempo” (Abraham Lincoln).

    Hora de pedirem o chapéu, tal qual o DEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  6. altamiro souza

    19 de setembro de 2014 7:26 pm

    excelente análise.
    ou

    excelente análise.

    ou reerguem o aécio para beneficiar alguns candidatos ao congresso, ou vai tudo por água abaixo,

    ou pra lama da cantareira.

    estão uma sinuca de bico.

    e na bola sete.

    1. Sobrinho netto

      19 de setembro de 2014 9:12 pm

      Quero aprender a fazer

      Quero aprender a fazer omelete sem quebrar ovos.

  7. João de Azevedo

    19 de setembro de 2014 7:54 pm

    Às vezes dá até para

    Às vezes dá até para acreditar em teoria da conspiração.

    A fundação Estrangeira que Financiou MARINA:

    http://www.ocafezinho.com/2014/09/19/a-fundacao-estrangeira-que-financiou-marina/
     

    1. Andre SP

      19 de setembro de 2014 10:16 pm

      Existe mais verdade nesta

      Existe mais verdade nesta materia do cafezinho do que especulação. Isto eu posso afirmar com toda a convicção!

      Pelo que sei a coisa é maior ainda. O que é descrito nesta matéria não chega a 0,005% do que fiquei sabendo. É de dar muito medo!

  8. alvaro marins

    19 de setembro de 2014 8:21 pm

    Dilemas da direita

    Os dilemas da direita não são simples. Houve um erro estratégico em terceirizar demais a política oposicionista para a mídia. A mídia tem interesses econômicos específicos e muito mais graves dos que o do grande empresariado como um todo. A mídia perdeu efetivamente mercado (e muito dinheiro, claro) durante os governos de Lula e Dilma. Ao contrario do grande empresariado (industrial e agrícola) que lucrou bastante durante o mesmo período (embora bastante, para eles nunca seja o suficiente). Tendo o grande empresariado transferido em demasia para a mídia a atividade política, terminou por perder um pouco o controle do processo. Isso tem se revelado problemático, pois o grande empresariado tem muitos e maiores interesses em jogo do que a mídia, que representa apenas um setor do grande empresariado. Os interesses da mídia são de curto prazo, com quedas contínuas de audiência de TV e rádio, e de vendas de revistas e jornais. Ao deixar que luminares como Merval Pereira, Demétrio Magnoli, Reinaldo Azevedo, Eliane Catanhede e Arnaldo Jabor (entre inúmeros outros de ainda menor competência) conduzissem o discurso oposicionista, o grande empresariado vê-se na situação em que se encontra hoje, prestes a perder organicidade partidária e obrigado a apoiar uma aventura pouco alvissareira como a candidatura de Marina Silva. Diante da falta de organização e planejamento (e sobretudo negligência) da direita nacional, o seu eleitorado mais fiel encontra-se meio perdido que cego em tiroteio, sem saber que direção tomar; ou seja, não sabe se é para apoiar Marina ou Aécio. Isso porque o seus próprios mentores (os colunistas da mídia) improvisam a cada semana uma direção diferente, deixando-os sem saber se devem por o adesivo do Aécio ou da Dilma em seus carrões. Conheço gente que já tirou e colocou o adesivo do Aécio duas vezes em sua Hylux e continua em dúvida sobre em quem votar.

    1. alvaro marins

      19 de setembro de 2014 8:43 pm

      Correção

      “(…) por o adesivo do Aécio ou da Marina (e não Dilma) em seus carrões. (…)” O equívoco aparece no final do texto.

  9. Alessandro

    19 de setembro de 2014 8:23 pm

    É evidente

    Belo texto.

    É evidente que, em se tratando de direita conservadora no Brasil, optarão por cozinhar o galo.

    Vão dar essa forcinha pro Aécio, afinal todos almoçam juntos no jóquei e gostam dos mesmos cavalos, mas não vão cutucar a Marina pois percebem mais chance nela. É um comodismo maroto.

    Pode resultar em uma menor representação no congresso após as eleições? Pode.

    Mas e dinheiro, serve pra que?….

  10. Moraes

    19 de setembro de 2014 9:24 pm

    Muita gente abandonou Aécio,

    Muita gente abandonou Aécio, claro. Mas esse risco de esculhambar a base parlamentar é verdadeiro. Ma tem mais pedras nesse xadres . Aqueles que abandonaram o Aécio e foram pro barco da Marina ficaram meio “chocados” com a “brutalidade” da Dilma e do PT, o tal “trator” que a Veja “denunciou”.  Vieram essas duas pesquisas (Ibope e Datafolha) e isso acendeu um farolzinho amarelo.

    Chamo atenção para algumas reações interessantes da midia anti-dilma. 

    1.    Reinaldo Azevedo (Folha, 19/9/2014)disserta sobre a “brutalidade” da Dilma contra a Marina. É bom lembrar que há pouco tempo ele descascava a Marina, acusando-a de ser “tirana”, sem sentido, sustentada por fontes suspeitas, etc. Mudou e desenvolveu a teoria da vítima, do coitadismo e do ‘trator’ desalmado dos petistas. Continua na tecla da vitimização, está preocupado com a desconstrução da Marina. Mas vai mais longe, o que revela que acusou o golpe e detectou a queda da Marina, um pouco além do que o publicado pela Folha.

    “Ao combater Marina Silva com truculencia, Dilma Rousseff mexe com forças cujo poder ignora. (…) Se o PT não quiser cometer um erro brutal (do seu ponto de vista: do meu, resta o divertimento), convém Dilma não se comportar como a expressão de uma elite insensível (outra cria~ção de Lula), que reage com truculência quando o povo – Marina! – acorda e fala.”

    Alguém acha que Reinaldo Cabeção está preocupado com o PT? Se o conselho fosse bom, ele não dava. O comentário deixa ver o desejo de que a desconstrução seja interrompida, porque ele detectou seu sucesso. Ou seja: tá escrevendo para o inimigo, para que o inimigo pense que a tática da desconstrução é contraproducente. Na verdade, pensa exatamente o contrário. Ou percebe isso.

     

    2.   Patricia Campos Mello, reporter especial da Folha. Coluna de 19/9/,2014

    O artigo se chama: Em defesa dos sincericídios da campanha de Marina

    A colunista começa fria e analitica, ou faz esforço para parecer. Analisa as “mancadas” da Marina e dos seus assessores, deixando vazar teses incômodas.  Mas vai subindo o tom e termina histérica, dizendo que Dilma (e Aécio!) continuam “com seus programas de governo esquáldos e sem conteúdo, apenas pro forma, e manterem suas declarações vagas e eleitoreiras”.

    É outra que sentiu o golpe e reage xingando o time adversário. O fato de chamar as mancadas da Marina de “sincericídio” é revelador. Se a mancada, nas falas dela e dos assessores, é o lado sincero e se é mancada mesmo, então, o que é declarado no programa é “insincero”? Lógica elementar. Detectou o golpe aí também. Se percebe que precisa defender o sincericídio é porque percebeu seus efeitos e está preocupada com isso.

    Acho que vao aparecer mais manifestacoes nessa direção. Conselhos bem intencionados (do adversário!) para que o PT não adote essa tática, que ela é tiro no pé, etc. 

     

  11. Lineu Ignacio

    19 de setembro de 2014 10:20 pm

    ..inocentes uteis para alguem……não para o povo

    A esquerda descobriu uma política praticamente infalível em termos eleitorais: criar programas que façam com que uma maioria se beneficie financeiramente à custa de uma minoria.

    Isso levou à criação de um bloco eleitoral que jamais votará a favor um partido que defenda a redução do estado.

    E não se está aqui falando apenas do assistencialismo aos mais pobres. Há também os vários tipos de assistencialismo aos ricos, um filão extremamente rentável em termos eleitorais.

    Um bom exemplo de assistencialismo para os ricos ocorre quando grupos de interesse — organizações empresariais e sindicais — fazem lobby junto ao governo com o intuito de aprovar leis e regulamentações que os favoreçam, seja na forma de subsídios diretos (tanto para empresários quanto para sindicatos), seja na forma de maiores tarifas de importação ou na forma de regulações que favoreçam as empresas estabelecidas e que dificultem a entrada de novas empresas no mercado.

    Esses grupos se aglomeram em torno do governo como moscas ao redor de uma lata de lixo. Eles assaltam o Tesouro e manipulam o aparato regulatório governamental em benefício próprio. E os políticos, quase sem exceção, se mostram excepcionalmente contentes em ser parceiros dessa gente, pois assim garantem reeleições, mais dinheiro e mais poder.

    Já o assistencialismo governamental aos mais pobres é mais conhecido por todos e seu funcionamento é bem mais simples e direto. Mas há efeitos que são desconhecidos pela maioria.

    Os gastos assistencialistas só vêm crescendo desde a década de 1980, e tudo em nome da ajuda aos pobres. Mas o dinheiro, em grande parte, não vai para os pobres, que ficam com as migalhas, mas sim para aqueles grupos de interesse poderosos o suficiente para subornar e fazer lobby a favor da redistribuição. O dinheiro real vai é para os “pobristas” — os reais defensores da pobreza –, para os consultores, para as empreiteiras que constroem as moradias populares, para os funcionários de hospitais públicos, e principalmente para os próprios membros da burocracia que coordena todo o esquema.

    Os pobres são maldosa e intencionalmente transformados em uma subclasse perpétua, dependente do governo, para que alguns parasitas possam viver confortavelmente bem à custa de todo o resto da sociedade. Graças ao estado assistencialista, praticamente não há mais uma genuína mobilidade social. Os degraus mais baixos da escada foram retirados em nome da compaixão.

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