A Polícia Federal deflagrou nesta quarta (22) uma operação para desbaratar um plano do PCC para sequestrar, extorquir e até assassinar servidores públicos e autoridades em pelo menos cinco estados.
Segundo publicação do ministro da Justiça, Flávio Dino, o “plano de homicídio contra vários agentes públicos” tinha entre as vítimas “um senador e um promotor de Justiça”. Dino não revelou o nome do senador nem do promotor.
Sites da grande mídia – como UOL, Folha, O Globo, Metrópoles – passaram a afirmar que o promotor, no caso, é Lincoln Gakiya, de São Paulo. Durante o governo Bolsonaro, o promotor teria pedido a transferência do líder do PCC, Marcola, para um presídio federal.
Nas redes sociais, o ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, responsável por autorizar a transferência de Marcola, se assumiu como o senador alvo. Moro agradeceu à PF pela operação.
Moro foi informado do plano
Em entrevista ao UOL News, o senador Rogério Marinho (PL) disse que conversou com Moro após a operação estourar na mídia. O ex-juiz revelou que soube do plano do PCC há cerca de 1 mês e que estava com escolta policial reforçada desde então.
Nas redes sociais, Moro prometeu um pronunciamento na tribuna do Senado na tarde desta quarta (22).
Sergio Navas
22 de março de 2023 11:11 amNão sei porquê, me vem à memória, o sequestro do Abílio Diniz.
AMBAR
22 de março de 2023 12:51 pmA difícil escolha entre desejar que a bandidagem alcance o moro ou tolerar que ele busque holofotes com esses incidentes de violência.