As recentes afirmações do senador Sergio Moro (União Brasil) sobre uma suposta ameaça de morte que teria recebido do PCC com o PT foi alvo de críticas de autoridades e políticos.
O ex-ministro do governo Bolsonaro não apresentou provas sobre a associação que fez entre a facção criminosa e o partido político enquanto atuou como ministro da Justiça do governo Bolsonaro, verbalizando mais uma vez um discurso que até mesmo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou ilegal.
Nas redes sociais, a reação de autoridades e integrantes do governo não tardou a ser feita. Para o ministro da Justiça, Flávio Dino, as ações recentes do ex-juiz são consideradas uma “canalhice”.
“Não há indício, prova, nada; só canalhice mesmo. Lembro que não há imunidade parlamentar para proteger canalhice”, disse Dino, em postagem feita no Twitter.
Gleisi lembra que transferência foi feita a pedido da Justiça paulista
A presidente nacional do PT e deputada federal Gleisi Hoffmann afirma que Moro vive dessa mentira “desde o tempo em que foi juiz parcial e prendeu Lula sob acusação falsa”, em movimento executado ao lado do atual deputado Deltan Dallagnol e que abriu caminho para Jair Bolsonaro (PL) ganhar as eleições de 2018.
“Não foi Moro o responsável pela transferência do chefe do PCC para presídio federal. Foi a Justiça de São Paulo, a pedido do promotor Lincoln Gakiya, que comandou toda a operação em 2018”, disse Gleisi.
“O juiz parcial e suspeito, desmascarado e desmoralizado pelo STF, não tem autoridade para acusar ninguém. Como disse Pedro Cardoso, é um se desprezível”, afirma a deputada.
Em entrevista ao programa TV GGN Justiça, Gakiya afirma que o processo de transferência do líder da facção criminosa Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido publicamente como Marcola, acabou com a sua vida e de sua família.
“O assunto da remoção é muito caro para mim, à minha família, porque isso acabou com a minha vida. Não foi com a vida do Moro (…) e por que eu estou dizendo isso? Porque os criminosos têm acesso ao processo de remoção. Por mais que alguém fale que foi responsável, e eu gostaria que eles [os criminosos] acreditassem, porque eu não quero nunca ter esse protagonismo, mas eles têm acesso de tudo o que foi escrito no processo de remoção e eles sabem que foi eu que tive essa ousadia”, pontuou Gakiya.
josé Oliveira de Araújo
26 de março de 2023 3:02 pmSe a juíza que autorizou a quebra de sigilo no caso do PCC, for aquela do cut and paste, ela faz parte do círculo do LAMA A JATO, então o presidente Lula tem todo o direito de desconfiar de armação, muito embora por uma questão de liturgia do cargo e para não jogar pérolas aos porcos, ele poderia ter evitado manifestar a sua desconfiança. No entanto, é bom ficarmos alertas, pois a parceria do ex juiz coma a juíza do cut and paste, continua viva. Onde tem cheiro de carniça, tem urubu por perto