Na sessão de Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), desta terça-feira, 28, o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, respondeu às fake news sobre sua participação em audiência pública no Complexo da Maré, comunidade do Rio de Janeiro.
Segundo o ministro, a narrativa que a reunião teria sido um encontro com o Comando Vermelho são “esdrúxulas”, visto que três dias antes do evento, o Ministério comunicou a Polícia Civil do Rio de Janeiro do encontro.
“Eu considero a estas alturas algo esdrúxulo imaginar que eu fui me reunir com o comando vermelho e avisei a polícia.”
Para vincular o governo Lula ao crime organizado, a narrativa utilizada é que só é possível entrar em uma comunidade com a permissão dos traficantes. Segundo Dino, é também um preconceito com os moradores da região, e uma tentativa de criminalizar os mais pobres.
“[…] tentativa de criminalizar não o Ministro da Justiça, de criminalizar aquela população.”
As alegações foram amplamente divulgadas por perfis de aliados bolsonaristas nas redes sociais, incluindo um dos filhos do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A mesma linha narrativa foi utilizada no ano passado, quando o presidente Lula, ainda em campanha eleitoral, visitou o Complexo do Alemão. Na ocasião, Lula usou um boné com a sigla “CPX”, abreviação de “complexo”, utilizada por moradores e pela polícia. No entanto, as fake news que circularam era de que “CPX” significava “Cupinxa de bandido”, ou seja, aliado.
Além de apontar o equívoco em liga-lo ao crime organizado, Dino também demonstrou a hipocrisia de alguns parlamentares.
“Eu digo que é esdrúxulo porque provavelmente todos os parlamentares do Rio de Janeiro já foram no Complexo da Maré. Se não foram, deveriam ir, eu digo porque todas as senhoras e os senhores sem exceção e eu também, quando chega em campanha eleitoral, todo mundo lembra de ir nas favelas e nas periferias e, ninguém pergunta se ali há crime organizado ou não”
O evento no Complexo da Maré
Flávio Dino foi à Maré para apoiar o lançamento do Boletim “Direito à segurança pública na Maré”, uma iniciativa do grupo comunitário Redes da Maré que traz informações importantes sobre a violência na região.
O esquema de segurança
Ao contrário do que dizem as falsas acusações, Dino contou com escolta policial. A PRF informou que policiais à paisana estavam no acesso à comunidade, enquanto a PF confirmou sua atuação no aparato de segurança. A PMERJ afirmou que o 22º Batalhão (Maré) reforçou o policiamento na Avenida Brasil.
Assista ao discurso completo:
Paulo Dantas
29 de março de 2023 9:31 amEstas “odiençias” são só para fazer vídeos de youtube agredindo o convidado.
A esquerda não pode reclamar pois também faz isto.