O arcabouço fiscal, apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi um dos principais temas do noticiário econômico da semana, tendo em vista que o sucesso da gestão da economia vai influenciar, diretamente, o resultado das eleições presidenciais em 2026. Se falhar, a equipe econômica pode jogar o País novamente nas mãos de um candidato da extrema direita.
Para explicar as estratégias e objetivos do governo para aplicar as novas regras fiscais, em substituição à política do teto de gastos, e soluções para melhorar o cenário do crédito no País, o programa “Nova Economia” recebeu nesta quinta-feira (6) o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello.
Entrevistado por Luis Nassif e a bancada do programa, Guilherme Mello, afirmou que uma das medidas do Executivo para melhorar o cenário econômico é retomar a arrecadação, especialmente ao reverter medidas que custaram quase 2% do Produto Interno Bruto (PIB) apenas nos últimos meses.
“Ano passado, o patamar de receitas era quase 19% do PIB de receita federal. A previsão deste ano era cair para quase 17%, por uma série de jabutis, de desonerações, de isenções que não fazem nenhum sentido econômico, alguns deles aprovadas no dia 29 de dezembro [pela gestão de Jair Bolsonaro, que estava a dois dias do término do mandato].”
Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda
PEC da Transição
Outra grande aposta do governo com o arcabouço fiscal é criar um cenário favorável ao investimento. Para tanto, a primeira ação concreta foi a aprovação da PEC da Transição, que garantiu ao Executivo R$ 23 bilhões para gastos sociais.
O secretário afirmou ainda que o arcabouço fiscal vai ao encontro dos anseios do mercado financeiro, em que a maior preocupação é com a estabilização da dívida pública. “Ficou claro que essa regra estabiliza, porque prevê um crescimento do gasto um pouco menos do que o crescimento da receita”, afirma.
Confira a participação de Guilherme Mello na íntegra:
LEIA TAMBÉM:
Deixe um comentário