5 de junho de 2026

Cinco regiões puxam queda da produção industrial em fevereiro

Rio Grande do Sul e Mato Grosso apresentaram os recuos mais expressivos do período, segundo dados do IBGE; Pernambuco é destaque de alta
Foto: Jonathan Borba via Unsplash

Cinco das 15 regiões que compõem a análise da pesquisa industrial regional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) viram seus índices caírem no mês de fevereiro ante o visto em janeiro.

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Os destaques ficaram com as quedas no Rio Grande do Sul (-6,9%) e Mato Grosso (-4,9%), que mantiveram o ritmo de queda visto anteriormente.

No acumulado do ano, a indústria caiu 1,1% e os resultados negativos foram disseminados por 11 dos 18 locais pesquisados nesse indicador. Já no acumulado em 12 meses, a variação negativa alcançou 9 de 15 locais.

A perda acumulada pela indústria gaúcha nos primeiros dois meses do ano chega a 11,21%. Segundo o IBGE, as férias coletivas do setor de veículos afetaram a produção industrial do segmento tanto no estado como em proporções nacionais.

No Mato Grosso, a retração do setor de produtos químicos foi destaque por conta da queda na produção de fertilizantes, além dos resultados negativos dos derivados de petróleo e do setor de alimentos. Outras regiões que mostraram recuo foram Goiás (-2,5%) e Ceará (-1,9%).

Em São Paulo, a indústria caiu 0,7% e acumulou três meses de desaceleração, chegando a uma perda de 4,7% – sendo a segunda maior influência para o resultado nacional.

A queda foi puxada pelo setor de alimentos, tanto por conta do embargo chinês para os embarques de carne brasileira como por questão estratégica em torno da cadeia produtiva, por conta do ganho acumulado nos últimos meses de 2022.

Na outra ponta, Pernambuco (8,8%) teve a maior expansão do mês e o segundo avanço seguido, acumulando no período ganho de 27,1%. A segunda maior expansão e segunda maior influência favorável foi vista na Bahia, cujo crescimento de 4,9% reverteu a variação negativa de 0,2% do mês anterior.

Os demais resultados positivos vieram de Minas Gerais (3,3%), Pará (2,7%), Região Nordeste (2,5%), Santa Catarina (1,8%), Espírito Santo (1,6%), Amazonas (1,6%), Rio de Janeiro (1,1%) e Paraná (0,4%).

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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