O deputado federal Glauber Braga (PSOL) disse em entrevista exclusiva à TVGGN, o canal do GGN no Youtube, que não existe a possibilidade de “melhorar” ou mesmo remendar o Novo Ensino Médio.
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Entusiasta da revogação, Glauber disse que o Novo Ensino Médio promove a desigualdade, visa a privatização do sistema de ensino e é ruim para a formação dos estudantes, de acordo com avaliação de estudiosos e políticos envolvidos na luta contra o projeto.
“Ele é a representação de um retrocesso que está fazendo com que a maior parte dos estudantes das escolas públicas venha a perder o acesso à universidade pública brasileira, que já é muito difícil e se torna praticamente inviável com esse Novo Ensino Médio de Temer e Bolsonaro”, disse Glauber Rocha.
Itinerários formativos
Entre as principais mudanças do Novo Ensino Médio, está a criação dos chamados itinerários formativos, que permitem que os estudantes escolham as disciplinas que tenham mais a ver com seus objetivos profissionais no futuro, além das apenas três obrigatórias – português, matemática e inglês.
Além de tornar a formação geral do estudante deficiente, o cerne da questão é que o aluno nem sempre vai ter esse poder de escolha.
Se a escola não contemplar a disciplina com a qual o aluno possui mais afinidade, ele será obrigado a, simplesmente, escolher uma outra área de interesse ou mudar de escola – o que também é difícil.
“Isso é elitismo, para dizer o mínimo, porque 55% dos municípios brasileiros só contam com 1 escola de ensino médio. Aquilo que se vendeu como o aluno tendo mais opções, onde ele fará escolhas relacionadas a sua aptidão, não existe”, afirmou Glauber.
A barreira à universidade
Apesar de o Novo Ensino Médio também valer para as escolas privadas, o estudante da escola pública será o mais prejudicado e será forçado a encontrar alternativas para o ingresso na universidade.
“Um estudante que tenha feito um itinerário formativo voltado para a área de Exatas, que era a única opção que ele tinha no seu município e na sua escola, vai ficar refém dessa formação que ele não queria, mas que foi obrigado a fazer. Na escola particular, eles vão ter condições de ampliar o conjunto dos itinerários dando, teoricamente, um cardápio completo para os estudantes”.
De acordo com o deputado federal Glauber Braga, será preciso ainda revogar a base nacional comum curricular.
“Quando você tem um Enem ou qualquer outro mecanismo de ingresso para a universidade, onde a vida daquele estudante vai estar completamente precarizada e ele não vai ter acesso a um conjunto de disciplinas, vai ser muito difícil que ele consiga ingressar na universidade”.
A revogação
O deputado do PSOL afirmou à TVGGN que o processo de assinaturas para a revogação do Novo Ensino Médio, a reforma educacional proposta pelo MEC em 2017, segue evoluindo e ultrapassa 170.000 assinaturas.
“A gente entregou uma etapa ao Ministro da Educação e vamos continuar mobilizando porque não existe outro hipótese a não ser a revogação e a realização de uma conferência. Temos de garantir acesso do estudante à universidade pública, e não macetar a filosofia, a sociologia ou o pensar criticamente, que é o que está acontecendo: um projeto elitista, excludente e precarizante para estudantes e professores”, declarou o deputado.
Se o Governo Lula/Alckmin tivesse de fato algum projeto para a Educação, não estaríamos há quatro meses perdendo tempo em discutir o indiscutível: a urgência em revogar a absurda Reforma do Ensino Médio.
O que faz Camilo Santana é a consagrada manha de empurrar com a barriga, na tentativa de mais adiante nos apresentar a REM como fato consumado.
O “novo ensino médio” é tão velho quanto o pai do bozo, tempo em que existia o científico, o clássico e o normal e, para o aluno continuar estudando a partir do 4º ano primário, tinha que fazer um “vestibulinho” e entrar no ginásio, tão concorridas que eram as vagas para a continuidade do ensino. Em compensação, o aluno do quarto ano sabia ler, escrever, contar, tinha noções de matemática, lidava com frações, juros simples, literatura, composição, dissertação, conjugava corretamente todos os verbos e podia concorrer a uma vaga no banco do brasil, na caixa econômica ou a uma nomeação no serviço público. Com o ginásio completo( que tinha a qualidade do ensino médio atual) o cabra já era rei e não se sujeitava a trabalhar em fábrica. O problema do ensino público está, em primeiro lugar, na valorização do professor, no interesse do estado em ter uma população bem informada e politizada (que medo!) e em fim no aproveitamento da mão e obra proveniente desse ensino. Num país sem mercado, sem tecnologia, sem inteligências, quintal de grandes potências, investir no ensino pra quê? As elites que formem os seus feitores para exploração da plebe impedindo que ela tenha uma educação de qualidade.
jucemir r. da silva
28 de abril de 2023 4:00 pmSe o Governo Lula/Alckmin tivesse de fato algum projeto para a Educação, não estaríamos há quatro meses perdendo tempo em discutir o indiscutível: a urgência em revogar a absurda Reforma do Ensino Médio.
O que faz Camilo Santana é a consagrada manha de empurrar com a barriga, na tentativa de mais adiante nos apresentar a REM como fato consumado.
AMBAR
28 de abril de 2023 5:39 pmO “novo ensino médio” é tão velho quanto o pai do bozo, tempo em que existia o científico, o clássico e o normal e, para o aluno continuar estudando a partir do 4º ano primário, tinha que fazer um “vestibulinho” e entrar no ginásio, tão concorridas que eram as vagas para a continuidade do ensino. Em compensação, o aluno do quarto ano sabia ler, escrever, contar, tinha noções de matemática, lidava com frações, juros simples, literatura, composição, dissertação, conjugava corretamente todos os verbos e podia concorrer a uma vaga no banco do brasil, na caixa econômica ou a uma nomeação no serviço público. Com o ginásio completo( que tinha a qualidade do ensino médio atual) o cabra já era rei e não se sujeitava a trabalhar em fábrica. O problema do ensino público está, em primeiro lugar, na valorização do professor, no interesse do estado em ter uma população bem informada e politizada (que medo!) e em fim no aproveitamento da mão e obra proveniente desse ensino. Num país sem mercado, sem tecnologia, sem inteligências, quintal de grandes potências, investir no ensino pra quê? As elites que formem os seus feitores para exploração da plebe impedindo que ela tenha uma educação de qualidade.
Ju
21 de dezembro de 2023 4:49 pmSe o PSOL é contra, é porque o negócio é bom.