A equipe de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta obter acesso aos autos da operação Venire, desencadeada pela Polícia Federal para investigar a adulteração de cartões de vacinação contra a covid-19 no sistema do Ministério da Saúde.
Um dos advogados do ex-presidente, o ex-ministro Fabio Wajngarten, inclusive usou suas redes sociais para anunciar sua chegada à sede da PF em Brasília “para obter acesso aos autos do inquérito”.
Segundo a PF, 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva estão sendo cumpridos em Brasília e no Rio de Janeiro, assim como análise de material apreendido e oitivas de pessoas que detenham informações sobre os fatos.
Entre os alvos da investigação estão o ex-presidente Bolsonaro e sua filha Laura, além do ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid e suja esposa. Com tal falsificação, Bolsonaro chegou a ir aos Estados Unidos pelo menos em três oportunidades.
“As inserções falsas, que ocorreram entre novembro de 2021 e dezembro de 2022, tiveram como consequência a alteração da verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, a condição de imunizado contra a Covid-19 dos beneficiários”, diz a PF.
“Com isso, tais pessoas puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de covid-19”, ressaltou, em nota oficial.
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