4 de junho de 2026

CNBB une-se à sociedade civil por Reforma Política

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Enviado por Marcelo Luiz

da CNBB

Bispos emitem mensagem sobre Reforma Política no Brasil

Durante coletiva de imprensa, que marcou o encerramento da reunião do Conselho Episcopal de Pastoral (Consep), a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem sobre a Reforma Política. Os bispos reconhecem que “uma verdadeira reforma política melhorará a realidade política e possibilitará a realização de várias outras reformas necessárias ao Brasil, por exemplo a reforma tributária”.

A CNBB recorda que “várias tentativas de reforma política foram feitas no Congresso Nacional e todas foram infrutíferas”. Diante disso, une-se a outras entidades e ao povo brasileiro na mobilização Reforma Política Democrática no país.

Abaixo, a íntegra do texto:

Brasília, 29 de agosto de 2014

Mensagem sobre a Reforma Política

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, atenta à sua missão evangelizadora e à realidade do Brasil, reafirma sua convicção, como muitos segmentos importantes da sociedade brasileira, de que urge uma séria e profunda Reforma Política no País. Uma verdadeira reforma política melhorará a realidade política e possibilitará a realização de várias outras reformas necessárias ao Brasil, por exemplo a reforma tributária.

Esclarecemos que este Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política não está vinculado a nenhum partido político, tão pouco a nenhum candidato a cargos políticos eletivos, embora não haja restrição do apoio de bons políticos do Brasil.

Várias tentativas de reforma política foram feitas no Congresso Nacional e todas foram infrutíferas. Por isto, estamos empenhados numa grande campanha de conscientização e mobilização do povo brasileiro com vistas a subscrever o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática, nº 6.316 de 2013, organizado por uma Coalizão que reúne uma centena de Entidades organizadas da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Movimento contra a Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Plataforma dos Movimentos Sociais.

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática se resume em quatro pontos principais: 1) O financiamento de candidatos; 2) A eleição em dois turnos, um para votar num programa o outro para votar numa pessoa; 3) O aumento de candidatura de mulheres aos cargos eletivos; 4) Regulamentação do Artigo 14 da Constituição com o objetivo de melhorar a participação do povo brasileiro nas decisões mais importantes, através do Projeto de Lei de Iniciativa Popular, do Plebiscito e do Referendo, mesclando a democracia representativa com a democracia participativa.

Durante Semana da Pátria, refletiremos sobre nossa responsabilidade cidadã. Animamos a todas as pessoas de boa vontade a assinarem o Projeto de Lei que, indubitavelmente, mudará e qualificará a política em nosso País. A Coalizão pela Reforma Política e a coordenação do Plebiscito Popular coletarão assinaturas e votos, conjuntamente. Terminada a Semana da Pátria, cada iniciativa continuará o seu caminho.

Trabalharemos até conseguirmos ao menos 1,5 milhões de assinaturas a favor desta Reforma Política.

“No diálogo com o Estado e com a sociedade, a Igreja não tem soluções para todas as questões específicas. Mas, juntamente com as várias forças sociais, acompanha as propostas que melhor correspondam à dignidade da pessoa humana e ao bem comum. Ao fazê-lo, propõe sempre com clareza os valores fundamentais da existência humana, para transmitir convicções que possam depois traduzir-se em ações políticas” (Evangelii Gaudium, 241).

A Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira do Brasil, suplicamos que leve a Jesus as necessidades de todos os brasileiros. E Ele, com toda certeza, nos atenderá. “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 5).

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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29 Comentários
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  1. Aline C Pavia

    2 de setembro de 2014 12:37 pm

    Bandeira de Dilma.

    Quem é a única candidata que fala em reforma política desde os “protestos” (sic) de junho?

    Dilma Rousseff.

    1. Wilson Senhorinho

      2 de setembro de 2014 5:23 pm

      Aline tenho a impressão que a

      Aline tenho a impressão que a má vontade ou intransigencia religiosa ou sei lá o que, não pemitram que lessem o texto

  2. Assis Ribeiro

    2 de setembro de 2014 12:44 pm

    Meu deus, quanto atraso na

    Meu deus, quanto atraso na informação.

    Esse movimento é antigo:

    Coalizão aumenta pressão por

    Coalizão aumenta pressão por reforma política popular e democrática

    Movimento, que conta com adesão de OAB, CNBB, CUT e UNE, entre outros, quer fim do financiamento privado nas campanhas e a instituição do voto em lista para o parlamento

    no “Fora de Pauta” de 20/10/2013
    https://jornalggn.com.br/noticia/fora-de-pauta-16

     

    1. Ivan de Union

      2 de setembro de 2014 12:49 pm

      Deixe os pensar que estao

      Deixe os pensar que estao pegando carona em iniciativa de Dilma…

    2. Elvys

      2 de setembro de 2014 2:05 pm

      Lembrando que a discussão

      Lembrando que a discussão sobre financiamento privado de campanha está no STF, com apoio de todas entidades listadas acima. Ela foi interrompida alguns meses antes da aposentadoria de Joaquim Barbosa. Alguém sabe qual o andamento?

      1. Assis Ribeiro

        2 de setembro de 2014 2:50 pm

        Andamento?

        Na gaveta de Gilmar Mendes

        1. hc.coelho

          2 de setembro de 2014 3:49 pm

          E alguem viu uma manifestação da cnbb?

          O doutor gilmar interrompeu um processo importante da reforma política e não vi nenhuma reclamação da cnbb. Então…, conversa fiada.

          A igreja devia estar agradecendo a impressonante e inédita redistribuição da riqueza, o bolsa família, o mais médicos, as cotas raciais, o prouni, etc, etc. Disso ela nada fala????

          Decepciono-me. Incompreensível.

          1. peregrino

            2 de setembro de 2014 4:10 pm

            também não entendi o silêncio da CNBB…

            e o voto favorável já estava definido pela maioria

            será que seleciona os que merecem reclamação ou não!?

    3. Sônia Bulhões

      2 de setembro de 2014 4:01 pm

      Assis Brasil, o camaradinha

      Assis Brasil, o camaradinha alí, do alto do seu quepe, não sabe distinguir uma ONG de uma Conferência e tome xingamento inútil.

  3. vera lucia venturini

    2 de setembro de 2014 12:59 pm

    O último comunicado da CNBB

    O último comunicado da CNBB recomenda que os católicos não se deixem  levar por religião para escolher o candidato. Mais claro impossível no apoia a Marina Silva. Deve ser a opção preferencial pelos ricos da igreja Católica atual. Sei disso porque um padre me informou na última sexta feira. E tem mais, ele é franciscano e me disse que os franciscanos fecham com Marina Silva.

    1. Francy Lisboa

      2 de setembro de 2014 1:10 pm

      caraca Vera, Franciscano?

      caraca Vera, Franciscano? Putz, tah tudo dominado.

       

      Abs

    2. Marcelo Luiz

      2 de setembro de 2014 8:10 pm

      Engraçado, que a vida não é

      Engraçado, que a vida não é tão preto e branco assim:

      http://blog.planalto.gov.br/presidente-da-cnbb-defende-reforma-politica-em-reuniao-com-dilma/

  4. Fábio de Oliveira Ribeiro

    2 de setembro de 2014 1:09 pm

    Não vou aplaudir a atitude da

    Não vou aplaudir a atitude da CNBB. De fato, é evidente que a CNBB está reagindo à pressão político-religiosa feita por evangélicos que disputam cargos públicos. É nisto que dá misturar religião com política. A minoria politiza a sua religião e obriga os representantes da maioria religiosa a fazer o mesmo. Qual será a reação dos evangélicos à reação dos católicos? E a subsequente reação da maioria católica? A espiral de politização da religião é um mal sinal. Um acirramento é previsível, pois há fanáticos em todos os cultos. Quando estas disputas começarem a ocorrer nas ruas, acabará em pancadas e pauladas. Eventualmente um destes macacos obsedados por ritos usará uma arma de fogo para ferir ou matar um líder do grupo oposto e provocará uma onda de violência que descamba para guerra civil. 

  5. aliancaliberal

    2 de setembro de 2014 1:10 pm

    Não existe reforma politica

    Não existe reforma politica sem reforma federativa.

    O dificil é 22 estados aceitarem perder, tem maioria na camara e no senado.

    Dificil também a União aceitar perder poder.

    O nó não vai ser desatado tão facil.

    1. Free Walker

      2 de setembro de 2014 2:27 pm

      .

      Ponto.

    2. Mário Mendonça

      2 de setembro de 2014 2:48 pm

      Alianca
      Concordo,

      Alianca

      Concordo, principalmente  SP / RJ / MG.

    3. Francy Lisboa

      2 de setembro de 2014 5:54 pm

      Enfim  concordamos em algo

      Enfim  concordamos em algo senhor AL.

      Como fazer os  nobres políticos aceitarem a tarefa de ir as Tv1 e radios e explicar o que vem pela frente? Essa uma questão que busco resposta. Mas eu tenho que ter cuidado pq tratar a massa como pensante é coisa de petista fanático, segundo o capitão do Blog.

  6. peregrino

    2 de setembro de 2014 1:56 pm

    triste…………………..e preocupante

    quando o cristianismo participa como instrumento para mudanças políticas

    alguma diferença entre igrejas e empresas?

    igrejas, católica principalmente, que se preocupem com a falta de um plebiscito diário entre seus seguidores, tendo em vista a insatisfação de alguns…………………………..

    mais conforto para o corpo e a alma é do que se precisa, não de instrumentos que podem levar à revolta, insatisfação

    e à ira

  7. Jorge Rebolla

    2 de setembro de 2014 2:01 pm

    A Conferência Nacional dos Bispos de Belzebu…
    …segue um judeu barbudo chamado Karl Marx. A ONG que se diz católica é um covil de safados.

  8. Fernando Antonio Moreira Marques

    2 de setembro de 2014 2:02 pm

    Interesse em influir no resultado das urnas

    Por que deixaram para trazer à público este comunicado no período eleitoral?

    Assim como a mídia partidarista, pretendem influenciar os eleitores para “controlar” o conteúdo das urnas.

    1. Sônia Bulhões

      2 de setembro de 2014 3:57 pm

      influência na eleição

      A CNBB tem sua programação para o Grito dos Excluídos que culmina no sete de setembro na basílica nacional em Aparecida – SP. Um mês portanto, antes das eleições. Esse calendário vem da década de 90 e independe  de ano eleitoral. Explico ?

  9. altamiro souza

    2 de setembro de 2014 2:29 pm

    fonalmente para o o bem do

    fonalmente para o o bem do país a cnbb entrou nessa luta pela  relaização do plebiscito proposto por lula e o pt agora,

    mas que originriamente foi uma proposta da presidente dilma, logo depois das manifestações de junho, lembram?

    lembram que a grande mídia caiu de pau contra?

  10. Marcelo Luiz

    2 de setembro de 2014 3:13 pm

    Contexto
    É uma pena que se pense que essa nota da CNBB é oportunista pelo período eleitoral, mas talvez um pouco do contexto histórico possa ajudar.

    Como citou, mais cedo, o Assis Brasil, a CNBB e outras entidades estão há muito trabalhando pela lei de iniciativa popular.

    Antes disso, a CNBB já participou com elas da Lei Ficha limpa e antes ainda, da de Combate a Corrupção Eleitoral.

    Aliás, a história da Lei 9840, de 28 de setembro de 1999, inicia-se com o lançamento do Projeto “Combatendo a corrupção eleitoral”, em fevereiro de 1997, pela Comissão Brasileira Justiça e Paz – CBJP, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB. Esse Projeto deu continuidade à Campanha da Fraternidade de 1996, da CNBB, cujo tema foi “Fraternidade e Política”.

    A data da nota da CNBB nada mais é do que coincidente com o Grito dos Excluídos que acontece anualmente na semana da pátria, que nasceu no Setor Pastoral Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), também como uma forma de dar continuidade à reflexão da Campanha da Fraternidade de 1995 e para 2ª Semana Social Brasileira, realizada nos anos de 1993 e 1994.

    Além disso, para além da CNBB, todas as entidades estarão envolvidas com as coletas de assinaturas e votos populares, nesse período e tem suas próprias notas.

    Em nada há oportunismo nessa nota da CNBB, que aliás une duas colisões distintas em uma ação conjunta:

    – o do Plebiscito Popular por Constituinte Exclusiva e.
    – a Lei de Iniciativa Popular por reforma eleitoral.

    Além disso a CNBB com a OAB foram ao STF pedir o fim do patrocínio privado as eleições e a CNBB também participa do Movimento Saúde Mais 10, que colheu assinaturas para aumentar para 10% do orçamento dos recursos da saúde.

    Creio que a CNBB é coerente com essa nota, e o histórico mostra que não há oportunismo religioso, até porque em todas as ações estão os movimentos sociais de esquerda que sustentam ou não a Dilma.

    Seria bom, se pudessem ler sobre essas coisas e participar, a despeito das opções eleitorais, já que nenhum dos dois movimentos desta semana da pátria miram no processo eleitoral desse ano, mas na mudança a longo prazo da democracia nacional.

    Uma leitura complementar sobre a posição da CNBB pode ser feita aqui: http://www.cnbb.org.br/home-1/calendario-planejamento/doc_download/1483-91-por-uma-reforma-do-estado-com-participacao-democratica

    Acho que ninguém deve desmerecer nenhuma das ações por ter ou CNBB, ou MST, ou OAB, ou CUT, ou UNE ou seja lá que entidade for, porque os interesses ali transcendem os das próprias entidades, que aliás, nem sempre são parceiras em todos os casos.

    1. Marcos Lessa

      2 de setembro de 2014 6:00 pm

      CNBB e a reforma politica

      Concordo com Marcelo.

  11. Sergio Saraiva

    2 de setembro de 2014 4:21 pm

    Desvio de função.

    Em relação à evangelização, a CNBB tem alguma opinião formada?

    1. Jorge Rebolla

      2 de setembro de 2014 5:11 pm

      Não!

      A conferência nacional dos bispos de belzebú, a ONG CNBB,  não se importa com evangelização.

      É uma organização formada por vermes seditiosae marxist que utilizam a Igreja Católica como hospedeiro. O nome vulgar da criatura varia de lugar para lugar. Em São Paulo é Paulo Arns, no Recife Hélder Câmara, em alguns lugares do centro-oeste e do norte pode ser Pedro Casaldáliga, Erwin Krautler, etc. Na minha região atualmente é Francisco Biasin, já foi Waldir Calheiros. Geralmente precedido do termo DOM..

      Devoto

      Obreiro

      Marxista

  12. janes salete

    2 de setembro de 2014 9:29 pm

    Bom, sabemos que as igrejas

    Bom, sabemos que as igrejas sempre foram templos políticos. Não conheço uma religião que seja efetivamente “para o povo e em beneficio dele”. Aliás, a igreja católica, essa eu frequntei quando menina, só queria dinheiro. Lembro que eu, como uma menina previlegiada $, era tratada “a pão-de-ló”, forma desigual a quem não era $. Pois bem, o que consegui perceber, e, por isso, cai fora da igreja, é que existe discriminação absurda dentro dos “cabeças” e alimentam esse absurdo. Esse negócio que “é mais fácil um camelo entrar em um burraco de agulha do que um rico entrar no reino do céu”, é uma lorota danada, difundida por quem necessita de pobres para “prover”. Sem perpetuar as diferenças sociais , ela perde motivos para ser subsidiada, literalmente, suas ovelhas e, o mais relavante para eles, o poder. O que sustenta a igreja  em muitos países, é essa perpetuação das diferenças socioeconômicas e, em algumas, até raciais. Contudo, não deixo de respeitar os que acreditam em seres superiore, porque cada um sabe o que lhe faz bem num momneto que ele precisa acreditar em alguma coisa.

  13. janes salete

    2 de setembro de 2014 9:35 pm

    Adendo a meu comentário: é

    Adendo a meu comentário: é importante a reforma  política. Aliás, é muito importante. Então, como a oab, geralmente ausente em tudo que seja bom ao país, a igreja, idem, vamos aproveitar o momento que estas duas instituições estão unidas e cravar essa reforma.

  14. Alexandre Weber - Santos -SP

    3 de setembro de 2014 12:55 am

    Basta acabar com a reeleição em todos os cargos

    Já iamos dá água para o vinho.

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