Os planos eleitorais para manter o reduto bolsonarista sob o controle de aliados de Jair Bolsonaro incluem a Prefeitura do Rio de Janeiro para o filho 01 do ex-presidente, a aposta em Tarcísio de Freitas para a disputa presidencial em 2026, e ainda manter à margem dos cargos eletivos Michelle Bolsonaro.
Estudam opção de inelegibilidade de Bolsonaro
As expectativas foram traçadas pelo próprio senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em entrevista ao Globo, que questionou diretamente ao filho mais velho sobre a possível inelegibilidade de Jair Bolsonaro para 2026 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O senador não negou que a família e aliados já estudam as opções, com o ex-mandatário fora da disputa presidencial.
Para Flávio, são “frágeis” os mais de 30 processos judiciais que o pai acumula na Justiça e disse não acreditar que ele ficará inelegível. “Agora, se acontecer, tem vários nomes que o presidente Bolsonaro sempre cultivou, como o Tarcísio de Freitas”, admitiu.
Filho 01 se prepara para Prefeitura do Rio
Além da aposta política no atual governador de São Paulo pelo Republicanos, Tarcísio, Flávio disse que está pronto para a disputa à Prefeitura do Rio de Janeiro, mas só se o pai realmente aprovar:
“Em 2024, eu só serei candidato se Bolsonaro abraçar de verdade a campanha. A palavra final é dele. Hoje tem muito mais chances de ele autorizar a candidatura do que há três, quatro meses.”
Ele afirmou já contar com o apoio do governador Cláudio Castro e disse que está trabalhando para essa candidatura.
Já Michelle, “está muito longe”
Já Michelle, presidente do PL Mulher, não conta com a confiança eleitoral do primogênito, da mesma forma que não conta com a do próprio Jair Bolsonaro.
Enquanto Flávio Bolsonaro vê claramente as opções das candidaturaas de 2024 da Prefeitura do Rio e de 2026 para Tarcísio, quando a candidata seria Michelle Bolsonaro, ainda “está muito longe para falar”.
Mas se ela quiser uma candidatura, o filho 01 de Bolsonaro já adiantou que não deverá ser para um cargo no Executivo.
“Está muito longe para falar, mas acho que não para o Executivo. Ela nunca manifestou vontade de ser candidata nem ao Legislativo, mas Deus vai tocar o coração dela, que é muito querida no Brasil.”
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