4 de junho de 2026

Julgamento de cassação de Temer pode ser adiado e mudar placar

Foto-montagem: Brasil247
 
Jornal GGN – O julgamento da ação que pode encurtar o mandato de Michel Temer está marcado para a próxima terça-feira (04) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sob o comando de Herman Benjamin, o ministro corregedor concluiu apenas o relatório que traz um resumo das acusações, indícios levantados e depoimentos. O voto será liberado apenas no dia do julgamento.
 
Entretanto, Benjamin havia disponibilizado dois dias para as alegações finais das defesas da ex-presidente Dilma Rousseff e do ex-vice e atual mandatário Michel Temer. As datas contabilizaram a partir da última terça-feira (21), mas os advogados de Dilma pediram cinco dias de manifestação.
 
Na abertura do julgamento, os ministros deverão analisar o pedido da defesa. Caso concedam os cinco dias, a sessão será suspensa e a votação será adiada. Em meio a este recurso, novos cenários poderão surgir no plenário do TSE.
 
Isso porque o ministro Henrique Neves tem os dias contados para o fim de seu mandato no Tribunal. Ele permanece como ministro da Corte até o dia 6 de abril, sendo substituído, em seguida, pelo advogado Admar Gonzaga, o nome indicado por Michel Temer para ocupar a Justiça Eleitoral.
 
Até o momento, a expectativa é que Neves acompanhe Herman Benjamin, que deve acatar a cassação da chapa presidencial, afetando diretamente no mandato de Temer. Enquanto isso, o peemedebista trabalha para que a entrada de Gonzaga modifique o placar, votando contra o relator e absolvendo o peemedebista da cassação.
 
A decisão depende de Benjamin, se aceita ou não a extensão do prazo para a defesa. Em sua última manifestação, o ministro corregedor afirmou, em reportagem ao Estado de S. Paulo, que é “inadmissível” que “o argumento poderoso dos fatos seja derrotado por fundamentos que não têm sustentação, exceto no jogo do poder”.
 
O relator do processo mencionou que não estava “nem um pouco” preocupado se o seu voto não for acompanhado pela maioria dos sete ministros do TSE, necessária para a cassação de Temer. Pediu apenas que “as regras do jogo sejam republicanas”.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

10 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Romanelli

    29 de março de 2017 2:09 pm

    Aposto que vai ter pedido de

    Aposto que vai ter pedido de vistas  ..só não fecho no Agilmal pq ele vai querer disfarçar

    Ainda mais nesta REPUBLIQUETA aonde a Justiça (eufemismo) não tem prazo nem METAS pra cumprir

    https://www.youtube.com/watch?v=cK5sXM7j8EY

  2. ze sergio

    29 de março de 2017 3:46 pm

    julgamento…

    No país onde Democracia é falácia, podemos ter que substituir o Presidente sem votos por uma Presidente sem urnas. Em qualquer outro lugar do Mundo seria surreal, mas aqui no Brasil onde o censo de democracia é apertar um botão, o poder e o direito  da sociedade em comandar sua vida e seus rumos continua sendo ditatorialmente impedido.   

  3. j.marcelo

    29 de março de 2017 4:33 pm

    O modus operandi do pau
    O modus operandi do pau mandado Benjamin é igual ao do Moro,dúvidas ainda quem está por trás de tudo no judiciário ? Dilma já está condenada, não vão deixar uma potência política destas disputar nada,salvo se ela partir para o denuncismo,colocar uma pasta embaixo do braço e denunciar aqui e no mundo td isso,dando nome aos bois para envergonhá-los pq todos confiam na palavra dá PRESIDENTA AFASTADA !!

  4. André Oliveira

    29 de março de 2017 5:29 pm

    Alguém vai pedir vista do
    Alguém vai pedir vista do processo.

  5. rdmaestri

    29 de março de 2017 6:13 pm

    Acho mesmo que tem que permanecer o Temer até o fim……

    Acho mesmo que tem que permanecer o Temer até o fim, nós é que temos que fazer este fim ser mais próximo!

  6. Bovino

    29 de março de 2017 7:01 pm

    Só 2 resultados possíveis
    – Cassar temer e realizar eleição indireta para um mandato até 2022;
    – Adiar o quanto puder e cassar apenas Dilma, para ela não concorrer ao Senado.

  7. Marcos-PB

    29 de março de 2017 7:08 pm

    Porque a defesa de Dilma quer adiar?
    Porque a defesa de Dilma quer adiar o julgamento, sabendo que isso pode beneficiar Temer? A alegação de ausência de contraditório não muda com o prazo maior para alegações finais, já que a defesa reclamou dá impossibilidade de interrogar as testemunhas.

  8. Ugo

    29 de março de 2017 8:25 pm

    era assim

    Alle calende greche.

    E depois delas mais seis meses.

  9. Fernando Augusto

    29 de março de 2017 8:59 pm

    A celeridade tecnológica e a lentidão jurisdicional

    É certo que o julgamento será protelado ao máximo. A demora no julgamento da Justiça Eleitoral contrasta com a celeridade tecnológica do escrutínio eletrônico. Parece que a rapidez e a demora da J.E. atendem a interesses de um jogo nada transparente para o dono real do processo: o povo.

    Ora, com que legitimidade um presidente em vias de cassação indica ministros para o TSE?

Recomendados para você

Recomendados