A Polícia Nacional da Espanha prendeu, nesta terça-feira (23), pelo menos sete homens suspeitos de crimes de injúria racial e ódio contra o jogador de futebol brasileiro Vinicius Junior.
Na tarde do último domingo (21), o atacante do Real Madrid foi vítima de mais uma ação racista no Estádio Mestalla, no país europeu. Durante a derrota da equipe dele para o Valencia, por 1 a 0, na casa dos adversários, Vini escutou insultos e gritos de ‘macaco’ vindos das arquibancadas.
O jogo foi paralisado por cerca de oito minutos e, no final da partida, o jogador foi expulso ao se envolver em uma confusão.
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Os crimes contra o atleta não são uma novidade. Em janeiro, um boneco com a camisa nº 20, representando Vini, foi pendurado simulando um enforcamento em uma ponte em frente ao centro de treinamento de seu clube, antes do clássico contra o rival Atlético de Madri. Junto do boneco, havia também uma faixa escrito “Madrid odeia o Real”.
No início desta manhã, a polícia espanhola anunciou a detenção de quatro pessoas suspeitas ligadas ao boneco. Poucas horas depois, também foram presos três torcedores do Valencia identificados pelo clube como os autores dos insultos contra o brasileiro no domingo.
Ainda, segundo as autoridades outras prisões ainda podem ocorrer, já que a polícia ainda procura por demais envolvidos. “A investigação, que contou com a colaboração do Valencia Football Club, continua aberta para identificar outros possíveis autores de condutas semelhantes”, afirmou a corporação.
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