10 de junho de 2026

Barragem explode e Ucrânia e Rússia trocam acusações; moradores são evacuados

Destruição da barragem cria um novo desastre humanitário. Ucrânia e Rússia trocam acusações.
Imagem feita por satélite da empresa Maxar Technologies mostra a represa inundada após explosão
Imagem de satélite da empresa Maxar Technologies mostra os danos em parte da barragem de Kakhovka, sul da Ucrânia (AFP/AFP)

Uma explosão atingiu na madrugada desta terça-feira (06) a barragem de Nova Kakhovka, localizada em uma parte controlada pela Rússia no sul da Ucrânia. Moradores da região foram obrigados a fugir.

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Autoridades russas e ucranianas trocam acusações sobre a responsabilidade pelo incidente e a ação ameaça afetar a maior usina nuclear da Europa.

A Ucrânia acusa a Rússia de explodir a barragem por dentro em um crime de guerra. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, se reuniu emergencialmente com seu conselho e acusou os russos.

“Nesta noite, às 2h50 (20h50 de segunda em Brasília), terroristas russos provocaram uma explosão nas estruturas da Usina Hidrelétrica de Kakhovka. Cerca de 80 localidades estão na zona de inundação”

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia

A Rússia, por outro lado, através de uma autoridade instalada em Nova Kakhovka, alegou que ataques ucranianos teriam causado o rompimento, segundo a agência de notícias estatal russa TASS.

“Podemos afirmar inequivocamente que estamos falando de sabotagem deliberada pelo lado ucraniano”.

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin

A destruição da barragem cria um novo desastre humanitário e as autoridades ucranianas falam em crime de guerra, baseado no artigo 56 do Protocolo Adicional 1 das Convenções de Genebra, que proibiu a destruição deliberada de barragens em 1977. Ocorre que a Rússia revogou a adesão soviética ao protocolo de 1989 em 2019, sendo desobrigada a segui-la.

Evacuação de civis

A polícia e equipes de emergência estão em alerta para evacuar civis de possíveis zonas de inundação enquanto a água jorra da barragem, segundo o Ministério de Assuntos Internos da Ucrânia em um comunicado nesta terça-feira.

Com o nível da água subindo, o ministério pediu a todos na “zona de perigo” que desliguem todos os aparelhos elétricos, levem documentos e itens essenciais e cuidem de “entes queridos e animais de estimação”.

De acordo com o ministério, a “zona de perigo” inclui as aldeias de Mykolaivka, Olhivka, Liovo, Tiahynka, Poniativka, Ivanivka, Tokarivka, Poniativka, Prydniprovske, Sadove e o distrito da Ilha Korabel da cidade de Kherson.

“Confie na polícia, nas equipes de resgate e em nossos defensores”, disse o ministério em seu comunicado.

Risco nuclear

A Usina Hidrelétrica de Kakhovka fornece água de resfriamento para a maior usina nuclear da Europa, em Zaporizhzhia. A usina está localizada em território controlado pela Rússia, mas operada principalmente por força de trabalho ucraniana.

O órgão de vigilância nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) disse no Twitter que está monitorando de perto a situação, mas que “não há risco imediato de segurança nuclear na usina”.

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Isadora Costa

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Rui

    6 de junho de 2023 1:34 pm

    Quem, em sã consciência, bombardearia um lugar por si conquistado? A Otan e seu lambe-bota Zelesnki se aproveitam para bombardear as regiões conquistadas pela Rússia, porque sabem que, pelo fato da Rússia ter revogado, em 2019, a adesão soviética ao protocolo de 1989, desobrigando-se segui-la, ela provavelmente será responsabilizada pela comunidade internacional.
    Quem alegar estar pronta para a contra ofensiva: A Rússia ou a Ucrânia?

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