O comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Miguel Miné, exonerou, na semana passada, mais de 170 oficiais com cargos variados de comando em quartéis de norte a sul do Brasil.
Há certo alvoroço em alguns perfis militaristas na internet falam em “o maior expurgo militar da história”, o que não há dados para confirmar. Tampouco houve um pronunciamento do do comando.
Perfis bolsonaristas
Examinando alguns perfis de exonerados, nos deparamos com muitos ligados às pautas que culminaram nos atos golpistas de 8 de janeiro, com a invasão do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF).
Um dos exonerados, o tenente-coronel Milton Costa Neto, do 11º RC Mec de Ponta Porã (MS), compartilhou uma convocação para ato público a favor da PEC do voto impresso auditável.
ALERTA
GGN recebeu a seguinte correção à matéria:
Sobre a reportagem que trata da exoneração de oficiais do Exército Brasileiro (EB), cabe aqui alguns esclarecimentos. Os oficiais do EB recebem comandos de unidades militares em todo território nacional. Durante cerca de dois anos, normalmente oficiais superiores Major, Tenente Coronel e Coronel), assumem esses comandos. São nomeados através do Informex , diário oficial da União, portarias etc. Ao término dos dois anos ou até menos, é publicado as exonerações e os substitutos nomeados. Normalmente esses oficiais já estão cientes das unidades para onde serão transferidos. Naturalmente, são designados para servir em quartéis generais do Exército em todo território nacional. Portanto, trata-se de uma rotina que ocorre todo ano. Apesar de todo o engajamento de muitos comandantes nos atos de 8 de janeiro, com certeza essas exonerações não foram atos punitivos.
Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.
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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
A política é para os políticos. Juízes e forças de segurança se preocupam com o cumprimento de Lei e da segurança do país. Se quer fazer política, largue a toga ou a farda.
José de Almeida Bispo
13 de junho de 2023 5:07 pmA política é para os políticos. Juízes e forças de segurança se preocupam com o cumprimento de Lei e da segurança do país. Se quer fazer política, largue a toga ou a farda.
AMBAR
13 de junho de 2023 5:56 pmTá pouco.Tem que exonerar e reformar toda a cúpula.
Anônimo
15 de junho de 2023 7:40 amConcordo
Anônimo
16 de junho de 2023 11:36 amSim prender urgente o Chefe das Forças Armadas…