Apesar dos esforços de Ursula Von Der Leyen, presidente da Comissão Europeia, em negociar um acordo comercial entre o Mercosul e o bloco econômico do Velho Mundo até o fim do ano, o parlamento francês se posicionou contra a expansão dos negócios intercontinentais nesta terça-feira (13).
Com 281 votos de apoio e 58 contra, os parlamentares aprovaram uma resolução que rejeita um possível acordo, sob a alegação de que não há critérios de sustentabilidade e rastreabilidade para os produtos cuja exploração podem prejudicar o combate às mudanças climáticas e a proteção da biodiversidade.
“O objetivo desta proposta de resolução é solicitar ao governo que rejeite a assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, conforme concluído em 2019, e qualquer tentativa da Comissão Europeia de fragmentar o acordo.”
Deputados franceses
Os franceses acreditam ainda que um acordo facilitaria a entrada de produtos alimentícios tratados com pesticias e meicamentos veterinários proibidos pela regulamentação local no mercado europeu.
União contra o acordo
O jornalista Jamil Chade, do UOL, mostra que a rejeição a parcerias estratégicas e comerciais com países da América Latina uniu franceses de diferentes ideologias.
Para a socialista Dominique Potier, o acordo é arcaico e os franceses precisam sair do tratado. Já a ecologista Marie Pochon afirmou que os critérios estabelecidos pelo acordo são chocantes.
O deputado de esquerda Sebastien Jumel lembrou que 27% dos pesticidas usados no Brasil são proibidos na Europa. Na avaliação de Frederic Falcon, da extrema-direita, o acordo com o Mercosul é uma loucura.
Barreira
Ainda que a resolução francesa não tenha poder de lei, ela demonstra que, politicamente, o país terá dificuldade em aderir ao tratado.
Para que a parceria Mercosul-União Europeia entre em vigor, todos os parlamentos do bloco econômico precisam ratificá-lo, inclusive o francês.
Mas para viabilizar um futuro acordo, os parlamentares exigem que os envolvidos cumpram o Acordo de Paris e as normas sanitárias e ambientais da União Europeia. Caso o Acordo de Paris seja violado, a parceria intercontinental deveria ser suspensa.
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Jicxjo
14 de junho de 2023 9:18 amParabéns, ministra Teresa Cristina! Parabéns, governo Bozo! Parabéns a todo o agro bolsonarista míope que apoiou e continua a defender o bundalelê com pesticidas e desmatamento. Acham que o resto do mundo é burro.