5 de junho de 2026

Papa Francisco derruba veto à beatificação de Óscar Romero

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Jornal GGN – Com medo de que Óscar Romero tivesse ideias marxistas, a Igreja Católica bloqueou o processo de beatificação do bispo salvadorenho. Mas o Papa Francisco derrubou o veto nesta segunda-feira, do arcebispo salvadorenho que nasceu em 1917 e morreu em 1980. O temor bloqueou o processo durante anos.

A crença de que fosse marxista veio apoiada em sua trajetória de críticas abertas ao regime militar durante a sangrenta guerra civil de El Salvador. O arcebispo foi assassinado enquanto celebrava uma missa, em 1980, aos 62 anos de idade.

A beatificação, na Igreja Católica, é o passo que antecede a santificação. Ela é feita em cerimônia na qual o p apa declara digna de veneração alguma pessoa falecida.

O papa Francisco afirmou que espera uma mudança no processo de beatificação. “Para mim, Romero é um homem de Deus”, afirmou ele a jornalistas durante viagem de avião de volta a Roma, vindo da Coreia do Sul. “Não há nenhum problema doutrinal e isso (a beatificação) deve ser feito rapidamente”, concluiu.

Romero, enquanto arcebispo em San Salvador, denunciou a formação de esquadrões de morte ligados à direita no país e a opressão contra os pobres. Nos discursos, ele costumava pedir o fim de toda “violência política”.

Durante a guerra civil em El Salvador, algo em torno de 75 mil pessoas perderam a vida. O embate começou em 1980 e terminou em 1992, após acordo de paz mediado pelas Nações Unidas.

Óscar Romero foi assassinado no dia 24 de março de 1980, após uma missa celebrada por ele em San Salvador, capital do país. Até hoje ninguém foi responsabilizado pelo crime.

Em 2010, Mauricio Funes, então presidente de El Salvador e primeiro líder da esquerda a ser eleito desde o fim da guerra civil, fez um pedido de desculpas oficial pela morte do arcebispo. “Estou buscando um perdão em nome do Estado”, disse Funes, ao inaugurar um painel em homenagem a Romero no aeroporto internacional do país.

“O arcebispo”, disse ele, foi uma vítima do que chamou de esquadrões de morte de direito “que, infelizmente, agiram sob a proteção, colaboração ou participação de agentes estatais”.

Com informações da BBC Brasil e por sugestão de CyroVelho

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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3 Comentários
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  1. Dulcinéa_sc

    20 de agosto de 2014 9:57 pm

    Papa Francisco

     

      O Papa Francisco não vem me decepcionando.  O oposto do anterior, ou dos anteriores.

  2. Francisco Ernesto Guerra

    20 de agosto de 2014 10:59 pm

    Segundo dizem as velhas e novas escrituras, este é o último papa

    É aquele que fechará o caixão do vaticano. Não custa lembrar alguns dos atos e atitudes do novo papa.

    Acabou com a pompa do vaticano, pregando a humildade, daí desfilar em carro popular e viver “franciscanamente”.

    Reconheceu e reprimiu a pedofilia do clero.

    Reanimou a teologia da libertação.

    Deu uma “gelada” em padres “pops”, da seita fanática neoliberal da renovação carismática, como o midiático e global marcelo rossi, o conhecido faraó do santuário.

    Luta sinceramente pela paz e igualdade entre os humanos.

    Afastou os maçons do vaticano, pertecentes à quadrilha loja P2 , dominantes até ao tempo do nosso querido pastor alemão ratzinger. E travou a lavagem de dinheiro de traficantes de drogas e armas, mafiosos de várias origens e cores e empressários inescrupulosos,  via banco do vaticano.

    Disse batizar ET’s (a casa do senhor tem muitas moradas…), caso eles assim o quiserem.

    Acena com o fim do celibato dos clérigos.

    Acena com o possível sacerdócio de mulheres.

    Contudo, apesar do resumo acima, meus amigos “alternativos” ainda assim torcem o nariz para o torcedor do San Lorenzo. Argumentam:

    Acima de tudo, o papa é um jesuíta, o que para eles é atestado de má intenção.

    Francisco dá os anéis e tenta salvar os dedos, a mão e o braço (principalmente este).

    Francisco se recusa abrir a biblioteca do vaticano (que engloba a biblioteca de Alexandria e muitas outros livros e documentos segregados do grande público)

    Francisco é, enfim, um dissimulado. Um falso renovador que apenas defende o interesse do vaticano, ante a inevitável dissolução da maior proprietária de imóveis da Terra, sócia de empresas fabricantes de armas e “otras cositas más”.

     

     

  3. JB Costa

    21 de agosto de 2014 12:47 am

    Já fui católico e sou hoje,

    Já fui católico e sou hoje, não adversário, mas crítico de qualquer Igreja. Entretanto, devo reconhecer que esse Papa é diferente. Se houve comprometimento no passado, o que não é provado ainda, como Papa tem se revelado um progressita renovador. 

    No início pensei ser apenas jogo de cena. marketing. Parece que fui apressado. Suas ações além de diferirem radicalmente dos reacionários Bento XVI e João Paulo II, realmente são para mudar a imagem da ICAR, hoje bastante desgastada. 

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