Enviado por Juliano Santos
Sugiro esse texto do Theo Rodrigues, cientista político, membro do Barão de Itararé, publicado no Cafezinho. Acho que vai gostar. Trecho incicial:
“Marina riu no enterro. Dilma é muito sisuda. Aécio saiu bêbado de um bar em Copacabana. Marina é evangélica. Dilma é solteirona. Aécio não passa de um baladeiro…
Será que mais uma vez o debate político eleitoral estará reduzido às notícias dignas de revistas de fofocas? Será que estamos fadados a nunca termos de fato uma agenda de discussões da grande política, dos grandes projetos em disputa?”

de O Cafezinho
Por uma eleição mais politizada!
Concordo com ele. De fato, devemos brigar por uma eleição politizada, que discuta ideias e projetos, e não mesquinharias subjetivas, como o fato de Marina ter rido no enterro, ou que Aécio seja um bêbado do Leblon.
*
Por uma eleição mais politizada
Por Theófilo Rodrigues, em seu blog.
Marina riu no enterro. Dilma é muito sisuda. Aécio saiu bêbado de um bar em Copacabana. Marina é evangélica. Dilma é solteirona. Aécio não passa de um baladeiro…
Será que mais uma vez o debate político eleitoral estará reduzido às notícias dignas de revistas de fofocas? Será que estamos fadados a nunca termos de fato uma agenda de discussões da grande política, dos grandes projetos em disputa?
O processo eleitoral não é o único momento, mas é certamente aquele mais propício para o grande debate de ideias e de programas políticos para a sociedade. Em última instância, é o ápice periódico das formulações da esfera pública. Ou ao menos deveria ser…
Pouco importa as preferências pessoais, sexuais, futebolísticas ou religiosas dos candidatos. O que queremos saber é quais são os projetos de cada um, quais os conjuntos de forças políticas que sustentam tais projetos e quais serão as formas de implementá-los.
Qual será a política econômica de cada candidato? Pretende fazer privatizações ou aumentar o papel do Estado? Aumentará o desemprego ou irá reduzi-lo? Almeja manter as atuais taxas de juros ou baixa-las?
Qual será a política externa de cada candidato? Pretende focar nas relações de blocos, ou investir em contatos bilaterais? Manterá o diálogo com países do sul como prioridade, ou retornará com as parcerias com os países do norte?
Quais serão as políticas sociais? Investirá em políticas de universalização ou apenas nas focalizadas? Manterá o Bolsa Família ou acabará com ele? Respeitará as diretrizes do Plano Nacional de Educação ou as deixará de lado?
Qual será a política de comunicação? Investirá na Telebras pública ou priorizará as teles privadas no desenvolvimento da Banda Larga? Serão mantidos os “critérios técnicos” na distribuição das verbas oficiais de publicidade ou implementará uma política de redistribuição para a diversidade e pluralidade dos meios?
A participação social será considerada uma prioridade do governo? As Conferências nacionais de políticas públicas serão mantidas ou não receberão apoio do poder público? Os conselhos serão respeitados ou postos de lado?
Enfim, são muitas as perguntas que podem e que devem ser trazidas para o debate público.
Que revistas sensacionalistas e de fofocas apostem na despolitização, tudo bem. Ainda que lamentável, esse é o papel delas e não se espera nada de diferente. O que não dá para aceitar é que jornais, blogs e programas ditos jornalísticos também apostem nesse rebaixamento do processo eleitoral em detrimento do grande debate público dos projetos políticos em disputa. E essa responsabilidade não é apenas da mídia corporativa, mas também da mídia alternativa.
Theófilo Rodrigues é cientista político.

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Juliano Santos
20 de agosto de 2014 12:45 pmSabia que ia gostar, Nassif.
Sabia que ia gostar, Nassif. E aproveito para puxar um tema relacioando a Marina, que é o assunto do momento. Nem vou chamá-la de Osmarina nesse contexto, que é entrar na história de desqualificá-la “ad hominem”, só porque mudou de nome. Assim como chamá-la de Blablárina.
Mas será Blablarina sim se continuar nas generalidades sobre “nova política”, como a musa das manifestações, e não participar, ou melhor, encabeçar o debate sobre esse ponto colocado pelo Theo:
“A participação social será considerada uma prioridade do governo? As Conferências nacionais de políticas públicas serão mantidas ou não receberão apoio do poder público? Os conselhos serão respeitados ou postos de lado?”
Rodrigo Negrão
20 de agosto de 2014 1:23 pmSugere um texto que crítica a
Sugere um texto que crítica a desqualificação pessoal de candidatos como forma de fazer a poítica suja.
Na sequência, se coloca na mesma posição daqueles queo texto crítica.
A crise ética não é só dos políticos,. mais da política, seja ela partidária ou não.
Parabéns Juliano, você é mais um que contribui para que a Política continue como ela é, suja e comporta de pessoas com interesses pessoais.
Juliano Santos
20 de agosto de 2014 2:12 pmNão entendi, caro Negrão. Eu
Não entendi, caro Negrão. Eu não estou desqualificando ninguém, não do ponto de vista pessoal. Não escondo minha antipatia pela Osmarina. Mas estou querendo ver algo que dê alguma consistência a ela, já que ela prega “a nova política”.
Vou ser mais claro, caro colega. A mensagem das manifestações de junho, foi o descrédito com a “velha política”, com os partidos. O “voces não me representam”, certo? Uma crise da democracia representativa, como muitos colocaram. Pois bem, o governo lançou um projeto que em tese aumenta a participação das pessoas, fora dos partidos, nas política públicas.
Ela e seus colegas da Rede, devem ter uma posição a respeito. Mesmo que digam que o projeto do govenro é equivocado. Mas que digam porque, onde está errado, e que façam a sua proposta. Quer queiram ou não, o governo Dilma botou a questão na mesa, objetivamente. Quero ver a participação efetiva da Osmarina, ou Marina, o nome tanto faz
Arthemísia
20 de agosto de 2014 4:29 pmConcordei com seu post, mas
Concordei com seu post, mas tenho que discordar desse comentário. A mensagem das manifestações de junho foi o descrédito com a política, seja ela nova ou velha. Há tempos, muitos estudiosos da democracia vêm alertando para o crescimento mundial desse contexto de rejeição, desprezo e nojo pela política, tratando-a como a atividade humana mais suja que existe. A não-política é a abertura dos portões do totalitarismo, versão institucional do autoritarismo.
Me arrisco até a dizer que a atração que boa parte dos brasileiros sente por Marina é exatamente por seu discurso do governo sem politica, o que lhe confere o certificado ISO 9000 de pureza de intenções. Para ela responder suas questões pode até recorrer à máxima: vamos fazer um governo sustentável! Sustentado em quê? Se ela condena a política, vai fazer o que com o Congresso?
Nira
21 de agosto de 2014 1:58 amNão sou especialista em
Não sou especialista em marinologia, mas custo a crer que ela seja contra “a política “. Provavelmente, deve questionar a forma como a política é exercida aqui.
Aliás, recentemente Lula conclamou os jovens a repensarem a forma de fazer política no Brasil. Inclusive usou o termo apodrecida para qualificar a política que vem sendo praticada aqui e em diversas partes do mundo.
https://jornalggn.com.br/noticia/em-video-lula-diz-que-politica-esta-apodrecida-e-defende-reforma
Ivan de Union
20 de agosto de 2014 12:46 pmFantastico e ao ponto!
Fantastico e ao ponto!
Jorge Luis
20 de agosto de 2014 1:24 pm“Pouco importa as
“Pouco importa as preferências pessoais, sexuais, futebolísticas ou religiosas dos candidatos”
Será mesmo? Então tá! Pastor Marco Feliciano para presidente!
Alan Souza
20 de agosto de 2014 3:25 pmProblema do Feliciano não é a opção sexual
O problema é que ele não a assume. Feliciano é gay na foto – aquele cara que você nem precisa ver se mexendo pra saber que é gay, se olhar uma foto já conclui. Se o Feliciano se libertasse e assumisse seria uma pessoa bem mais feliz e menos mesquinha.
Jorge Luis
20 de agosto de 2014 3:58 pmEu não tenho esse tipo de
Eu não tenho esse tipo de “poder mediúnico” para determinar se uma pessoa é gay ou não apenas por uma foto, hehehe. Alias, essa questão nem tem realmente importância. É como a menção ao sorriso no velório. Você pode reencontrar uma pessoa pela qual tenha muito carinho e recebê-la com um sorriso. Uma foto no momento exato e uma legenda mal intencionada e pronto: você estava feliz da vida no velório.
Minha menção ao Feliciano foi muito mais em relação a sua posição religiosa do que sexual. Se ele é ou não, gay, não importa (embora, se você for gay e homofóbico ao mesmo tempo, certamente tem algum problema).
Eu vivo no mundo real. Eu sei que pessoas como Feliciano são eleitas justamente POR CAUSA de suas preferencias sexuais e religiosas e não APESAS DELAS.
É absoluta ingenuidade achar que um fanático por uma religião que considere o homosexualismo uma doença e que é inteiramente contra o aborto (mesmo nas formas hoje amparadas pela lei), possa ser tão republicano que iria enviar ao congresso um projeto de lei tratando dessas questões sem nenhum viés pessoal.
André LB
20 de agosto de 2014 1:52 pmSinto muito. Sintoooo
Sinto muito. Sintoooo muitoooo meeeeesmo, mas não é por aí.
Se alguém faz uma cara ou sorri em hora errada, isso é algo desprezível, de fato. Agora, para alguém que mostra desprezo pelas regras mais básicas – como não dirigir embriagado – é “fazer fofoca” tratar do assunto?
POMBAS, o cara pretende ser CHEFE DE ESTADO! Eu ainda lembro dos tempos em que Yeltsin envergonhava a Rússia cambaleando bêbado em eventos internacionais, e isso não é tudo. Se for verdade que certo candidato é viciado em cocaína, é “fofocar” trazer à baila que um possível – repito – chefe de governo e de Estado vira e mexe não esteja no domínio de suas próprias razões?
Uma coisa seria discutir a cor da cueca desse ou se aquela possui dentes cariados. Outra BEM diferente é dar poder a uma pessoa que pode vir a tomar decisões, eventualmente importantes para toda a nação, sob o efeito de drogas.
Juliano Santos
20 de agosto de 2014 2:19 pmVoce tem um ponto, LB. O cara
Voce tem um ponto, LB. O cara que quer ser presidente não pode dirigir embriagado. Mas isso, e o sorriso da Marina no enterro, não pode ser o principal do debate. O que o Theo reclama é disso.
E esse debate não será posto pelo pig, que como sabemos tem gosto pela escândalo. E alergia ao aprofundamento das questões importantes ao país. Então, será a blogosfera, se gastar menos tempo com as selfies da Marina
Alan Souza
20 de agosto de 2014 3:20 pmSobretudo
Entre dirigir embriagado e sorrir num velório há uma distânca abissal. Eu também sorri no velório do meu pai, e não estava nem um pouco alegre…
André LB
20 de agosto de 2014 3:57 pmMas eu CONCORDO com você.
Mas eu CONCORDO com você.
Não se trata de discutir aspectos morais – como o vergonhoso “é casado? Tem filhos?” de Marta em 2008, mas sim de aspectos PESSOAIS que possam afetar a conduta do(a) candidato(a), futuro ocupante de cargo eletivo.
Não se trata de selfie nem de bebê no colo, mas de algo mais sério.
Jaide
20 de agosto de 2014 2:22 pmÉ isso aí, André. O
É isso aí, André. O ser politicamente correto não significa, no meu entendimento, ser condescendente com tudo, o liberou geral. Há limites que não devem ser ultrapassados por quem aspira posição de tamanha relevância. E o exemplo do Boris Yeltsin foi bem adequado. A Rússia ainda corre atrás do prejuízo.
Não raro, as famosas manifestações de bom senso também passam da conta.
Cristiana Castro
20 de agosto de 2014 1:59 pmParabéns, Theo!! Isso aí é
Parabéns, Theo!! Isso aí é juventude politizada e não aquilo que a gente viu pelas ruas. Não só condena práticas, de fato, inaceitáveis num debate político que se pretenda sério, como convoca todos os militantes, simpatizantes e partidos a focar os debates no que importa e o que importa é isso aqui:
” Pouco importa as preferências pessoais, sexuais, futebolísticas ou religiosas dos candidatos. O que queremos saber é quais são os projetos de cada um, quais os conjuntos de forças políticas que sustentam tais projetos e quais serão as formas de implementá-los.”
É um alívio perceber que entre os jovens, uns nem tão jovens qto o Theo, ainda podemos encontrar nomes, rostos e propostas.
Maria Luisa
20 de agosto de 2014 2:59 pmNão da para ser no mesmo nivel la de fora
No vale-tudo eleitoral, sobrou até para a viuva de Campos, com bebezinho no colo, cinco filhos e sabe-se o que mais. Todos apressados em achar algo para condenar a vice da chapa (não que ache que seja um modelo de virtude, como se apregoa) que naquele momento estava sendo reerguida pela imprensa como a martir que ira redimir o sacrificio de Eduardo Campos.
Dai pegar o sorriso de Marina em um momento ou o aceno a alguém em outro, como prova de seu ‘desapego’ a Campos, foi um pulo.
Como disse desde que começou essa historia. Não é chamando simplesmente Marina de falsa ou hipocrita, que se ganhara a eleição. O nivel da argumentação neste momento tem que ser outro. Tem que ser sobre qual a linha do pensamento Marina para o Brasil ? Quê sustentação o PSB (porque essa Rede não existe de fato) pode dar a um eventual governo de Marina e dai por diante.
janes salete
20 de agosto de 2014 3:44 pmDesqualificar alguém, agora,
Desqualificar alguém, agora, não pode mais? Ou só vale desqualificação contra petistas? Estamos vendo essa praga desde que o partido dos trabalhadores assumiu o poder, ATRAVÉS DO VOTO, dia e noite, noite e dia. Por que será que quando for petista o candidato ou político, a desqualificação pode rolar solta? Será que devemos vê-los serem os desqualificados, nunca os desqualificadores e tudo bem?. O politicamente correto, nesse momento,pode nos levar ao atraso. Existe momentos, como o atual, onde a guerra midiática, o capital e seus representantes, estão desqualificando o atual governo de forma mentirosa, sem-vergonha e em tempo integral, não dá para ficarmos no amém o tempo inteiro. Nunca esqueci algo que li -“pior que uma revolução, é não fazer a revolução que se faz necessária-“. Concordo com André LB. A vida privada do candidato é importante. Vejam a diferença: Dilma não bebe, não emprega parentes, não tem aeroporto em terras de parentes feitos com dinheiro público, não tem casos de corrupção envolvendo-a, tem uma vida regrada, não lambe saco de midiáticos, poderes estrangeiros, não tira foto de linguinha de fora(a foto típica do viralatismo), .enfim, sendo ela o que é, eles, midia corrupta e corruptora, desqualifica-na dia e noite, noite e dia. Então, mostrar, não a cor da cueca, óbvio, mas mostrar que o áecio bebe e mais coisas, que a marina é capitalista, oportunista e sustentada pelo itáu e outras empresas capitalistas e antipaís, sem dúvida que devemos “desqualificá-los”, nesse sentido.
Gardenal
20 de agosto de 2014 4:17 pmConcordo com você Janes. Os
Concordo com você Janes. Os demotucanos lançan calúnias e “cabeludismos” inomináveis em tempo integral contra o Lula, a Dilma e suas famílias em TEMPO INTEGRAL. Estou no time que está disposto a deixar a hipocrisia de lado e responder na mesma moeda. Não adianta ficarmos tentando levantar o nível da dircussão, que seria realmente o ideal, enquanto a realidade aponta em direção oposta. Esse comportamento ingênuo só nos levará a que nos mantenham encostados às cordas enquanto nos massacram com golpes abaixo da linha da cintura. A acomodação nos levará a derrota e terá a nos oferecer apnenas um lugar na fila dos que receberão diplomas de bem comportados. Não é hora de glorinhas kalil. É chute no saco e dedo nos olhos (nos três).
Gardenal
20 de agosto de 2014 5:42 pmAliás, estão fantando ciros
Aliás, estão fantando ciros gomes na área. CADÊ?
Arthemísia
20 de agosto de 2014 4:48 pmDe acordo, e também acho que
De acordo, e também acho que devemos pressionar os candidatos (sem agredi-los, como a Globo) a deixar os clichês de lado e esclarecer nos mínimos detalhes o que significam seus slogans. Tipo: o que, de fato, é a nova política de Marina e do PSB? Se eles rejeitam o que nós entendemos por política, de onde eles tiraram esse conceito? Também podia perguntar quem vai conduzir os ministérios, quem será o ministro da economia e qual o modelo será defendido. Do PT e do PSDB, que já governam e governaram sabemos, mas do PSB não. O certificado de pureza de Marina virá à frente, agora, em detrimento das questões importantes de seu projeto.
E essa pureza vem alimentada pelo combustível emocional da morte de Eduardo Campos. Aqui em Pernambuco já transbordou de tanto:” não vamos desistir do Brasil”. Não sei se fico mais triste porque ele morreu ou porque falou e isso e morreu sem nos dar o direito de resposta. Quem diabos desistiu do Brasil? Acho que ele tinha desistido e depois se arrependeu, mas agora isso tá quase uma lei promulgada aqui. Esse tipo de coisa será utilizado de uma forma completamente obinubilante nessa eleição, tanto em nível federal como estadual. E o que isso significa exatamente? Só Deus sabe, mas todos aceitam com uma ideia muito profunda emitida por um grande candidato que não passava dos 8% nas pesquisas.
Poderia fazer uma sabatina dos blogueiros “sujos” (sujos como a política) com os candidatos, que tal? Daí as respostas seriam divulgadas nas redes sem intermediários.
altamiro souza
20 de agosto de 2014 6:52 pmé isso aí, espero que os
é isso aí, espero que os fofocados se pronunciem