4 de junho de 2026

CNJ aprova reserva de vagas para juízes indígenas em decisão unânime

Medida visa minimizar baixa representatividade dos povos originários no Judiciário. Apenas 11 dos 18 mil juízes são indígenas.
Crédito: Agência CNJ

Por unanimidade, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou a reserva mínima de 3% de vagas para indígenas em concursos para magistrados nesta terça-feira (20). O relator Siney Madruga defendeu que apenas 11 dos 18 mil juízes em atividade no Brasil se autodeclaram indígenas.

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Madruga ressaltou ainda a gravidade que a baixa representatividade de indígenas no Judiciário, tendo em vista que entre a população de 897 mil pessoas, 517 mil vivem em terras oficialmente reconhecidas, foram 305 etnias e 274 línguas.

“Creio que, daqui a 10 ou 15 anos, teremos uma nova fotografia do Judiciário brasileiro, com a presença de magistrados e servidores indígenas em muito maior grau e alcançando status de chefia, inclusive lugares em tribunais superiores”, afirmou.

Objetivos

A reserva de vagas tem como finalidade ainda “combater a histórica exclusão e desigualdade social, econômica e política enfrentada, de forma a contemplar os direitos garantidos constitucionalmente aos indígenas”.

A resolução entra em vigor em 60 dias após a publicação no Diário da Justiça, mas se aplica aos concursos já em andamento ou divulgados antes da vigência.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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1 Comentário
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  1. evandro condé

    21 de junho de 2023 12:35 pm

    A jornalista ainda deve esclarecimentos sobre as “casas do Tarcísio”. A errata foi pra inglês ver.

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