Jornal GGN – A receita nominal apurada pelo setor de serviços aumentou 5,7% durante o mês de junho em relação ao apurado no mesmo período de 2013, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado ficou abaixo do visto em maio, quando a variação foi de 6,6%. O avanço em junho é o menor da série do indicador, iniciada em janeiro de 2012.
Contribuíram para a desaceleração do setor de serviços em junho o resultado de 4,6% dos Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, inferior aos meses de maio (7,5%) e abril (8,0%), e o crescimento de 1,2% em Outros serviços, contra 5,6% em maio e 9,7% em abril.
O segmento de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio tem peso de 30,7% na estrutura do setor de serviços e, no mês de junho, a participação relativa situou-se em 24,5%. O segmento de Outros serviços, embora, com peso menor (6,6%), reduziu sua participação relativa de 9,7% para 1,8%.
As outras categorias pesquisadas apresentaram os seguintes resultados: serviços prestados às famílias (11,2%), informação e comunicação (5,7%), serviços profissionais, administrativos e complementares (7,3%). Os crescimentos nominais acumulado no ano (7,4%) e acumulado em 12 meses (8,0%) foram os menores da série histórica.
Os menores acumulados anteriores foram, respectivamente, em março de 2013 (7,6% no ano) e maio de 2014 (8,2% em 12 meses). “Os Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio e os Serviços de informação e comunicação foram os segmentos que registraram taxas de crescimento, tanto trimestrais, como semestrais, em patamares inferiores aos dos períodos anteriores”, diz a pesquisa.
Quanto aos resultados regionais, os dados revelam que, no mês de junho, as maiores variações ocorreram no Distrito Federal (18,7%), Rio de Janeiro (12,4%) e Goiás (10,2%). As menores taxas positivas de crescimento foram registradas em Minas Gerais (0,7%), Alagoas (1,1%) e Amazonas (1,4%), ao passo que as localidades com variações nominais negativas foram Roraima (-7,7%), Amapá (-6,3), Piauí (-4,9%), Espírito Santo (-3,2%), Acre (-2,8%) e Sergipe (-1,6%).
Analisando-se a composição absoluta e relativa do índice de serviços por Unidades da Federação, destacam-se São Paulo com 36,8% de contribuição relativa e 2,1 pontos percentuais (p.p.) de contribuição absoluta, seguido do Rio de Janeiro, com 31,5% e 1,8 p.p. e Distrito Federal, com 8,7% e 0,5 p.p.
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