5 de junho de 2026

Deputado Otoni de Paula, ex-líder do governo Bolsonaro, vira réu por ataques a Alexandre de Moraes

Deputado chamou o ministro do STF de "lixo", "canalha" e "tirano" e acredita que não será penalizado porque conta com imunidade parlamentar.
Crédito: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, nesta quinta-feira (29), por unanimidade, que o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) responderá por injúria, calúnia e difamação depois de proferir ofensas ao ministro da Corte Alexandre de Moraes.

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A denúncia foi apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR), por vídeos em que o deputado chama Moraes de “lixo”, “tirano” e “canalha”.

Um dos líderes do governo Bolsonaro, Otoni gravou os vídeos para criticar a decisão de Moraes, que proibiu o blogueiro Oswaldo Eustáquio de usar as redes sociais. Eustáquio foi preso em 2020, por incitação e participação de atos antidemocráticos.

Votos

Relator do caso, Nunes Marques afirmou que os elementos apresentaos pela PGR justificam o recebimento da ação que torna o Otoni réu por crimes contra a honra.

Marques afirmou ainda que o deputado “excedeu ao livre direito de manifestação do pensamento”, mesmo que objetivo da postagem fosse realizar um desabafo.

Para o ministro André Mendonça, a imunidade parlamentar não pode servir de escuto para manifestações que não tenham relação com o exercício do mandato.

Justificativa

Já a defesa do deputado usa a imunidade parlamentar para rejeitar a denúncia, alegou que o cliente já pediu desculpas ao ministro e reconheceu que as palavras foram impróprias.

Em nota, Otoni diz que recebeu a decisão com tranquilidade e humildade e que acredita que a inocência será provada.

“A imunidade parlamentar precisa ser compreendia, zelada e respeitada por todos, uma vez que ela é uma das principais ferramentas de trabalho daqueles que foram democraticamente eleitos para representarem os anseios da população no parlamento”, afirmou.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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