O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) encaminhe o disco rígido com as gravações das câmeras de segurança do Palácio do Planalto, no ato golpista de 8 de janeiro.
O GSI já havia disponibilizado, publicamente em seu site, os arquivos das imagens do circuito interno de segurança, logo após a CNN divulgar, em abril, trechos das gravações apontando suposta colaboração de membros do GSI aos invasores – o que se revelou, posteriormente, uma distorção do ocorrido.
Até então, as imagens estavam sob sigilo. Deveriam ser parte de inquérito policial que investiga os ataques de 8 de janeiro, mas as imagens ainda não estavam sob a posse dos investigadores. Com a abertura do sigilo, determinado também por Moraes, as cenas tornaram-se públicas.
Entretanto, por conter muitas horas de gravações, em um total de 625 gigabytes, e possibilidade de manipulação dos registros, o ministro determinou que o HD externo, o aparelho do disco rígido, seja levado pessoalmente à Polícia Federal, que fará uma perícia.
O ministro do Supremo também anexou ao inquérito policial a sindicância aberta pelo GSI para verificar se houve participação e colaboração de membros do gabinete aos invasores.
No total, o inquérito da PF tem 599 páginas e expectativa de concluir os trabalhos até o final deste mês. A partir de então, uma acusação poderá ser apresentada e a abertura de uma denúncia na Suprema Corte.
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