4 de junho de 2026

Papa Francisco diz que religiosos que vivem como ricos danificam a Igreja

Enviado por Cláudio José

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Papa Francisco critica hipocrisia de religiosos que vivem como ricos

Da Agência Lusa

“A hipocrisia dos homens e mulheres consagrados que professam o voto de pobreza e, contudo, vivem como ricos, danificam a alma dos fiéis e prejudicam a Igreja”, disse hoje (16) o papa Francisco a 4 mil membros das comunidades religiosas sul-coreanas, no centro católico para pessoas com mobilidade reduzida de Kkottongnae, que fica a 100 quilômetros ao sul de Seul.

O papa advertiu para “o perigo que constitui o consumismo em relação à pobreza da vida religiosa”, em um país que alcançou um rápido progresso material nas últimas décadas. Falou também sobre a castidade, expressando “a entrega exclusiva ao amor de Deus”, em uma alusão a setores que defendem o desaparecimento do celibato na Igreja Católica.

“Todos sabemos quanto exigente é [a castidade] e o compromisso pessoal que comporta. As tentações neste domínio requerem humildade e confiança em Deus, vigilância e perseverança”, lembrou Jorge Mario Bergoglio aos religiosos sul-coreanos.

Depois, o papa Francisco se encontrou com 150 representantes laicos da Igreja Católica sul-coreana, tendo-os desafiado a “ir mais além”, a ajudar os pobres e a se esforçarem para que todas as pessoas possam ter a “dignidade de ganhar o pão e manter as suas famílias”.

Em seu seu discurso, ele falou “do matrimônio” nos tempos atuais, qualificando o presente como “uma época de grande crise para a vida familiar”.

Francisco iniciou na quinta-feira (14) uma viagem de cinco dias à Coreia do Sul, a primeira que um papa faz em 25 anos àquele país, que tem 5,4 milhões de católicos, mais de 10% da população total. Hoje, antes do encontro com pessoas com mobilidade reduzida, ele beatificou 124 mártires na praça Gwanghwamun, no centro de Seul, numa cerimônia assistida por centenas de milhares de pessoas.

O papa visitou ainda um cemitério de fetos abortados ao se deslocar ao centro católico de Kkottongnae, no terceiro dia da sua visita à Coreia do Sul. Francisco passou junto ao Jardim Taeahdongsan, onde se pode ver uma estátua da Sagrada Família rodeada de centenas de cruzes brancas de madeira que pertencem àqueles que “não nasceram”, tendo orado em silêncio.

Na Coreia do Sul há uma taxa elevada de abortos e, segundo os dados oficiais publicados em 2005, foram praticadas nesse ano 340.000 interrupções voluntárias de gravidez, tendo nascido apenas 440.000 crianças. A lei sul-coreana do aborto estabelece que, em caso de violação, incesto, perigo para a saúde da mãe ou doenças hereditárias há um prazo máximo de 24 semanas desde a conceção para que seja possível praticar o aborto.

A visita ao país termina na segunda-feira (18).
 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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4 Comentários
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  1. Rogerio Maestri

    17 de agosto de 2014 1:25 pm

    A papa Francisco atacou

    A papa Francisco atacou diretamente a máfia do dinheiro do Vaticano, está dando abertura aos homosexuais (disse, quem era ele para julgar a religiosidade dos outros), tocou agora no voto de pobreza, daqui a pouco vai falar no voto de castidade, mais um pouco a cúria romana vai providenciar um ataque cardíaco!

  2. Frederico69

    17 de agosto de 2014 2:45 pm

    e os que abusam de crianças, sem serem afastados.

    fazem o que com a igreja??

  3. Raí

    17 de agosto de 2014 4:04 pm

    Este é um Papa destemido.

    Quando foi escolhido para ser o pontífice da nova igreja católica, o então arcebiso Jorge Mário Bergoglio, disse estar vindo “do fim do mundo” para tentar reverter os conceitos antiquados e viciados da Cúria Romana, e tem feito disto, uma missão a ser conquistada, sem medo de represálias.

    Ele segue à risca, uma frase atribuída à Maria, mãe de Jesus Cristo, dirigida a São Juan Diego, de Guadalupe- México:” Não se pertube o teu coração. Não estou aqui eu,que sou tua mãe” ?

    Com a confiança nesta frase, que acompanha-o, desde seu início sacerdotal, “no fim do mundo”, o Papa Francisco, vai antenar a evangelização, aceitando aquilo que não fira os dógmas católicos, e que aproxime ecumenicamente as pessoas, independente de suas opções sexuais, conjugais e políticas.

    O puxão de orelhas, no rebanho católico sulcoreano, foi preciso e claro, pois aquela civilização, esqueceu-se de Deus, quando avançou na conquista de bens e riquezas materiais, deixando a religiosodade, em 2º plano.

    1. evandro condé de lima

      17 de agosto de 2014 5:58 pm

      Não sou católico

      Eu até poderia questionar uma série de tópicos, mas um especialmente me chamou a atenção: Por que não se pode deixar a religiosidade em segundo plano, ou por que devemos tê-la em primeiro. 

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