5 de junho de 2026

Como o Departamento de Justiça dos EUA usou a Lava Jato contra a França

Outras imprudências foram tentadas no país até que o próprio MP suíço acabou mostrando os conflitos de interesse nas ações de Lenz.

Até agora, apenas uma parcela mínima da trama da Lava Jato veio à tona.

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Hoje, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) finalmente decidiu romper o pesado corporativismo que o manietava, abrindo uma correição especial sobre o trabalho dos procuradores da Lava Jato.

No sábado, em live da TV GGN, Gilmar Mendes contou que o corregedor do Conselho Nacional de Justiça, Luiz Felipe Salomão, não havia conseguido identificar o destino de R$ 4 bi dos R$ 5 bilhões recebidos pela Lava Jato nos acordos de leniência.

Mas um ponto chamou a atenção. Desde que começou a investir em parcerias para o submarino nuclear, a França foi alvo de ação diplomática e empresarial dos Estados Unidos. Houve uma mini-Lava Jato em cima da Alstom – a empresa francesa que desenvolvera um gerador revolucionário, o Anabelle.

As investigações começaram em 2008. Em novembro de 2011, o MPF Suíço encerrou as investigações, concluindo pela inocência da empresa.

Quem atuou no caso foi o procurador Stefan Lenz, a contraparte da Lava Jato na Suíça. Nos diálogos da Spoofing, aparece Deltan Dallagnol comentando sobre a vinda de Lenz. Em determinado momento, Lenz decidiu prestar serviços a clientes brasileiros.

Em maio de 2014, o Jornal GGN levantou em um jornal suíço informações sobre as acusações que pairavam sobre Lenz, de conluio com a Lava Jato.

Agora, fica-se sabendo que, nas masmorras de Curitiba, executivos da Odebrecht foram instados a denunciar propinas para o presidente francês Nicolas Sarkozy. O método era o mesmo. Mantinham presos, pressionavam psicologicamente oferecendo como porta de saída fazer a delação que eles, procuradores, queriam.

Posteriormente, quando negociou com a Controladoria Geral da União, a Odebrecht negou qualquer negociação com Sarkozy.

Enquanto isto, o então PGR Rodrigo Janot tentou contratar Lenz como consultor. Outras imprudências foram tentadas no país até que o próprio Ministério Público suiço acabou com a brincadeira, mostrando os conflitos de interesse que rodeavam as ações de Lenz.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. Eliomar Pores Martins

    10 de novembro de 2024 9:12 am

    Presido a Associação dos Egressos e Egressas da UFG. Somos mais de 100 mil ex-alunos dessa Instituição e o objetivo da associação é promover a integração entre os ex-alunos e a Universidade que lhe deu uma profissão digna.

    Estamos diariamente trabalhando na busca de consolidar o sentimento de pertencimento entre as partes. O que foi realidade na graduação ou pós, precisamos resgatar durante a vida profissional dos nossos representados.

    A Egressos e a Fac de Direito da UFG aprovaram algumas programações comum e entre elas a realização de 2 debates com o jornalista Nassif e o Juiz Federal Appio, quando serão lançados seus livros que desnudam o real objetivo antinacional da operação Lava Jato.

    O canal no YouTube da Egressos transmitirá, ao vivo, esses eventos.

    Promovendo debates com esse conteúdo, a Egressos pretende disseminar e fortalecer o espírito nacionalista e verdadeiramente patriótico entre os profissionais de nível superior que a maior Universidade goiana formou.

    Agradecemos ao jornalista Luiz Nassif por nos fornecer as informações e conteúdos que contribuem com esse objetivo da Egressos por uma Universidade Pública, Gratuita, Laica, Inclusiva, defensora intransigente dos interesses nacionais.

    Att.

    Eliomar Pires Martins
    – Pres da Egressos da UFG –

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