21 de maio de 2026

CPMI dos atos golpistas: Fardado, Mauro Cid insiste em resposta pronta para permanecer em silêncio durante depoimento

Para integrantes da CPMI o silêncio de Cid fere a ética militar e envergonha o Exército
Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid. | Foto: Alessandro Dantas/PT no Senado

O ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, decidiu ficar em silêncio durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas, nesta terça-feira (11). 

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A avaliação dos parlamentares, principalmente da base governista, é que a mudez de Cid tem o objetivo de preservar o ex-líder do Executivo, além de ferir o princípio ético militar de “cultuar a verdade, a lealdade, a probidade e a responsabilidade como fundamentos de dignidade pessoal”.

Nas redes, internautas afirmaram que a atitude do tenente-coronel envergonha o Exército brasileiro, uma vez que ele coloca a instituição no “banco dos investigados”.

Fala inicial

Mauro Cid chegou fardado na sessão. Nos 15 minutos de sua fala inicial, assegurou que a sua nomeação para ser ajudante da Presidência não teve “ingerência política” e que ele jamais interferiu em decisões de governo. 

Em seguida, o tenente-coronel afirmou que ficaria em silêncio, fazendo uso do direito concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), devido às investigações que pesam contra ele. 

Por todo o exposto, e sem qualquer intenção de desrespeitar vossas excelências e os trabalhos conduzidos por esta CPMI, considerando minha inequívoca condição de investigado, por orientação da minha defesa e com base no habeas corpus 229323, concedido em meu favor pelo STF, farei uso ao meu direito constitucional ao silêncio“, disse Cid. 

Insistência

Como de praxe, a relatora da CMPI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), foi a primeira inquerir o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Logo na primeira pergunta, Cid, reiterou: “Respeito o posicionamento de vossa excelência, mas reitero as minhas manifestações inciais. Em razão do escopo de tudo que estou sendo investigado, vou seguir a orientação da minha defesa técnica, e baseado em habeas corpus, e vou ficar em silêncio“. 

A resposta pronta foi repetida mais de uma dezena de vezes pelo ex-ajudante de Bolsonaro. Contudo, apesar da negativa, a relatora seguiu com os seus questionamentos, em que foram abordados:

  • Eventuais relações com interlocutores envolvidos nos atos golpistas;
  • conteúdos que incitavam golpe de Estado achados em seu celular;
  • seu envolvimento na suspeita de fraude no cartão de vacinas do ex-presidente;
  • os pagamentos operados à família Bolsonaro;
  • o sentimento de abandono pelo ex-líder do Executivo.

Direito ao silêncio

Os requerimentos pela convocação do ex-ajudante de Bolsonaro o colocavam tanto na condição de testemunha quanto de investigado.

Com isso, após pedido da defesa, a ministra da Suprema Corte, Cármen Lúcia, decidiu que Cid era obrigado a comparecer a CPMI, mas com a condição de ficar em silêncio para não produzir provas contra si mesmo. 

O tenente-coronel está preso desde o inicio de maio por suspeita de fraudar os cartões de vacinação de Bolsonaro e familiares.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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