
Jornal GGN – O candidato do PV à Presidência Eduardo Jorge informou na tarde desta quinta (14) que pedirá ao Tribunal Superior Eleitoral o adiamento do início da propaganda eleitoral nos meios eletrônicos, prevista para o próximo dia 19.
“Em função do trágico acidente que provocou a morte do candidato à presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, o Partido Verde sugere que o TSE, em caráter extraordinário, suspenda por três dias o início da propaganda eleitoral gratuita”, diz nota do postulante.
“O objetivo é permitir que a coligação que tinha Eduardo Campos à frente possa ter um pouco mais de tempo e tranquilidade para se organizar e adaptar seus programas de divulgação política previstos em lei.
Além disso, essa medida significa respeito ao luto das famílias atingidas pela tragédia e ao pesar do povo brasileiro. Podemos ter, assim, um interregno necessário para se dar início ao debate político tão essencial à nossa democracia”, sustenta Eduardo Jorge.
Eduardo Campos faleceu na manhã desta quarta (13), em um acidente aéreo no litoral paulista, em plena campanha presidencial. Outras seis pessoas, incluindo quatro assessores do candidato e dois pilotos foram vitimadas pela queda da aeronave. As autoridades ainda buscam detalhes da causa do acidente.
O PSB, partido de Campos, tem mais nove dias, segundo a legislação eleitoral, para solicitar o registro de um novo candidato a presidente. A favorita é a parceira de Campos na chapa, Marina Silva (Rede). A decisão deve sair apenas após o corpo do ex-governador de Pernambuco ser velado, evento previsto para ocorrer no sábado (16), no Recife.
J.Roberto Militão
15 de agosto de 2014 12:16 am“Não vamos desistir do Brasil” os ideais de Eduardo c/MARINA
Louvável a iniciativa do probo Eduardo Jorge/PV sendo, pois tal medida necessária e indispensável para a importância do momento político e dos desafios que a sociedade brasileira espera seja enfrentada sem precipitações e sem improvisos.
O sonho ideal era que as bandeiras de mudanças, reformas e de um ´novo modo de fazer política´, contasse com a soma da seriedade e firmeza de propósitos da sonhática MARINA somadas com a liderança, determinação e capacidade política de EDUARDO, sonho pelo qual ele deu sua própria vida.
Porém, nesses meses de campanha e sincera pregação de novos ideais por EDUARDO nos legou o compromisso e a responsabilidade de levar adiante esses que são os ideais de um momento de transição democrática para a convocação das principais lideranças brasileiras na missão das grandes reformas institucionais que a nação nos exige.
Sem representar a oposição sistemática do não pelo não, nem a continuidade conformista do que está sendo mal feito, nós do PSB honraremos o sonho pelo qual EDUARDO doou a vida ao se dispor a percorrer o país numa campanha cívica pregando a esperança e união dos brasileiros: nós precisamos avançar, dizia.
Nós “Não vamos desistir do Brasil” nem dos ideais de EDUARDO. Com MARINA, com ERUNDINA, com ROBERTO AMARAL, com CAPIPERIBE, com ROLLEMBERG, com MARCIO FRANÇA, com ROMARIO, com CASA GRANDE, com PEDRO SIMON, com ELIANA CALMON e demais lideranças do PSB e com a força das vozes e anseios da população, o ambiente das mudanças se imporão para a convocação de LULA, de FHC, de SERRA, de ALKIMIN, de DILMA, TARSO, AECIO, ZÉ DIRCEU, ALOISIO, SUPLICY, MERCADANTE, HADDAD, GENOINO e demais políticos que edificaremos as reformas institucionais para os próximos cinquenta anos.
Essa geração que lutou pela conquista da democracia, já consolidada decorridos 25 anos da Carta Constitucional de 1988, tem o dever de olhar à frente e construir o ambiente social para as futuras gerações. Essa geração precisa livrar o Brasil da política doentia dos SARNEYS, RENANs, COLLORs, MALUFs através do expurgo político da renovação política e reformas institucionais.
Era esse o núcleo do sonho de EDUARDO CAMPOS, que levaremos adiante!
José Roberto F. Militão,
Membro do Diretório Estadual – PSB/SP.
Schell
15 de agosto de 2014 12:40 amIlegal, ilegítimo e, até
Ilegal, ilegítimo e, até mesmo, antiético e imoral tal pedido. A legislação – então – devia prever expressamente o adiamento em caso de morte de algum dos candidatos. Os demais candidatos não podem ser prejudicados em função do lamentável acidente. É da vida. Só queria ver se esse tal Jorge faria a mesma proposta se quem morresse fosse um dos tantos candidatos “nanicos”. Hipocrisia, no mínimo. Haja paciência. E se algum candidato morrer durante o horário eleitoral, adia-se tudo? E se adiarem o início da campanha, adiarão, também a data da eleição? Sem pé, nem cabeça.
Motta Araujo
15 de agosto de 2014 1:21 amNada a ver. Um partido
Nada a ver. Um partido isolado não pode pedir alteração de lei, o fato é tragico mas um Pais não muda a lei por acidentes.
ana s.
15 de agosto de 2014 3:36 amai, ai, ai
Só era o que faltava! O que é que uma coisa tem a ver com a outra? Eu tinha até respeito por Eduardo Jorge, mas, depois dessa palhaçada, estou reconsiderando. Será que o PV está com as gravações atrasadas? Só sendo, pq os argumentos dele são pífios. O eleitorado precisa ser informado e essa informação não é desrespeito aos mortos na tragédia. Por ouro lado, que diferença esses três dias fariam p/ o PSB, que já perdeu o candidato e agora tem que decidir entre uma candidatura olímpica ou uma candidata que, de fato, não pertence ao partido, estando, em muitos aspectos, descomprometida com ele?
CB
15 de agosto de 2014 11:26 amSe o oportunismo da direita
Se o oportunismo da direita pudesse ser classificado apenas como patético, tudo bem; mas o oportunismo da direita está chegando a um nível escatológico. Me desculpem pela comparação, mas estão se comportando como aquelas desesperadas vítimas do acidente de avião nos Andes (faz muito tempo) que comeram os mortos para poderem sobreviver. O grau de desrespeito pelo falecido Campos é de assustar qualquer pessoa com um mínimo senso de decência.