A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) terminou em bate-boca entre os parlamentares.
Na sessão de ontem (12), a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) teria chamado o relator do colegiado, Ricardo Salles (PL-SP) de “chorume de bolsonarismo”.
Salles, que no mês passado se tornou alvo de investigação da Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República por exploração ilegal de madeiras, no período que ocupava o cargo de Ministro do Meio Ambiente no governo anterior, pediu que as falas da deputada fossem destacadas nas notas taquigráficas.
“Mas o chorume desse genocida segue na comissão, seja na relatoria, em alguém que é investigado por madeira ilegal”, disse Melchionna na comissão. Salles então, interrompe a fala da deputada. “Além de ofensivo, fere o decoro parlamentar”, critica.
Em outro momento, a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) foi repreendida por interromper a fala do General Girão (PL-RN). “Nós respeitamos o tempo de fala, então, eu peço, se a senhora quiser agredir, use suas redes sociais, mas agora respeite o parlamento”, disse o presidente do colegiado Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS).
De acordo com informações, uma representação na Comissão de Ética da casa será protocolada pelos parlamentares contra a deputada Sâmia Bomfim.
Com informações do Correio Braziliense
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