
Jornal GGN – O filósofo e ativista político norte-americano Noam Chomsky publicou o seu posicionamento sobre o conflito entre Israel e Palestina. Para ele, o cenário de miséria e degradação social já é expressivo sem a guerra atual. Com ela, o aumento da deteriorização “vai continuar, enquanto for apoiado por Washington e tolerado pela Europa – para nossa vergonha infinita”.
Por Noam Chomsky
Às três da madrugada (horário de Gaza), de 9 de julho, em meio ao último exercício de selvageria de Israel, recebi um telefonema de um jovem jornalista palestino em Gaza. Ao fundo, podia ouvir o lamúrio de seu filho pequeno, entre sons de explosões de jatos, atirando sobre qualquer civil que se mova e sobre casas. Ele acabava de ver um amigo, num carro claramente identificado como “imprensa”, voar pelos ares. E ouvia gritos ao lado de sua casa, após uma explosão — mas não podia sair, ou seria um alvo provável. É um bairro calma, sem alvos militares – exceto palestinos, que são presa fácil para a máquina militar de alta tecnologia de Israel, abastecida pelos Estados Unidos. Ele contou que 70% das ambulâncias haviam sido destruídas e, até aquele momento, mais de 70 pessoas [o número subiu para 120 na sexta, 11/7, segundo o Guardian] haviam sido mortas e 300 feridas – cerca de 2/3, mulheres e crianças. Poucos ativistas do Hamas, ou instalações para lançamento de foguetes, haviam sido atingidas. Apenas as vítimas de sempre.
É importante entender como se vive em Gaza, mesmo quando o comportamento de Israel é “moderado”, no intervalo entre crises fabricadas, como esta. Um bom retrato está disponível num relatório da UNRWA (a agência da ONU para refugiados palestinos) preparado por Mads Gilbert, o corajoso médico norueguês que trabalhou extensivamente em Gaza, mesmo durante os ataques mortíferos de Israel. A situação é desastrosa, por todos os ângulos. Gilbert narra: “As crianças palestinas em Gaza sofrem imensamente. Uma vasta proporção é afetada pelo regime de desnutrição imposto pelo bloqueio israelense. A prevalência de anemia entre menores de dois anos é de 72,8%; os índices registrados de síndrome consuptiva, nanismo e subpeso são de 34,3%, 31,4% e 31,45%, respectivamente”. E estão piorando.
Quando Israel está em fase de “bom comportamento”, mais de duas crianças palestinas são mortas por semana – um padrão que se repete há 14 anos. As causas de fundo são a ocupação criminosa e os programas para reduzir a vida palestina a mera sobrevivência em Gaza. Enquanto isso, na Cisjordânia os palestinos são confinados em regiões inviáveis e Israel tomas as terras que quer, em completa violação do direito internacional e de resoluções explícitas do Conselho de Segurança da ONU – para não falar de decência.
E tudo isso vai continuar, enquanto for apoiado por Washington e tolerado pela Europa – para nossa vergonha infinita.
wendel
13 de agosto de 2014 11:31 pmE então ………………..
Partindo de Noam Chomsky, este artigo mostra claramente como o estado genocida, facista, neonazista e nazisionista age na Palestina.
SEndo ele judeu, execrado pelos próprios por dizer a verdade, merece de nossa parte, judeus ou não, toda a credibilidade, pois as atrocidades fogem a toda e qualquer descrição, e são muito mais graves do que possamos imaginar.
Fica pois nosso protesto quanto a este holocausto palestino, que supera o anterior, sofrido pelos judeus, que agora, ao contrário de antes, são os algozes!!!
Fabio Passos
13 de agosto de 2014 11:55 pmA bestialidade dos judeus-nazistas envergonha toda humanidade.
A barbárie sionista parece não ter fim.
Os eua sustentam este regime racista e sanguinário de Israhell… da mesma forma que apoiou o regime racista da África do Sul.
Limpeza étnica. Isto é o que os covardes dos eua – issrael promovem contra os palestinos.
Tio Almir da Bahia
14 de agosto de 2014 9:20 amRasgando a profecia. ..
Tolos sionistas, agindo assim estarão invalidando os argumentos, tanto do povo eleito por Deus, quanto do nonsense do holocausto. Não há argumento algum que justifique matar crianças só porque terroristas as usam como escudo. ….Aff !
alexis
14 de agosto de 2014 10:02 amDos pesos e duas medidas para nossos jovens
Expulsam da universidade (UFMG), jovem que, em abril 2013 (mais de 1 ano atrás), brincava de saudação do tipo nazista em trote bobo de calouros. Mas, a Universidade deveria saber lidar com os alunos, dentro do ambiente universitário, antes de permitir que legislações pró-judaicas globais interfiram na universidade e na educação de jovens brasileiros. Paradoxalmente, Leis brasileiras premiam réus por delitos comuns se estes resolverem estudar. Já outros jovens brasileiros (serão brasileiros?), assumem ser judeus e israelenses, e combatem por Israel ajudando a matar crianças palestinas. São vários os casos reportados de jovens supostamente brasileiros prestando serviço militar em Israel ou ainda como soldados regulares no exército mesmo.
Zélia
24 de agosto de 2014 3:41 pm(Sem título)