Jornal GGN – A projeção dos analistas de mercado para a inflação oficial perdeu força pela quarta semana consecutiva: de acordo com o relatório Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central, a variação para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 6,39% para 6,26%.
Nas expectativas mensais, os indicativos para a inflação oficial em agosto foram reduzidos pela quarta semana consecutiva, de 0,26% para 0,25%, ao passo que os números para setembro subiram de 0,39% para 0,40%.
A inflação estimada para os próximos 12 meses (suavizada) subiu pela segunda semana consecutiva, de 6,03% para 6,19%. Por outro lado, os números para 2015 subiram pela quarta semana consecutiva, de 6,24% para 6,25%.
Apesar das reduções na estimativa, a projeção para a inflação ainda está longe do centro da meta (4,5%) e um pouco abaixo do limite superior (6,5%). Na última sexta-feira (8), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que IPCA fechou o mês de julho em 0,01% e chegou a 6,5% em 12 meses. Em junho, a inflação estava mais alta: 6,52%, em 12 meses e 0,4% no mês.
Os analistas também traçaram seus prognósticos para outros índices de preços. No caso do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), os dados para 2014 perderam força pela décima quarta semana consecutiva, passando de 4,33% para 3,98%. As expectativas para o fechamento em agosto caíram de 0,25% para 0,14%, e os dados para setembro desaceleraram de 0,50% para 0,49%.
Já a inflação estimada para os próximos 12 meses (suavizada) subiu pela terceira semana, de 5,33% para 5,38%. A estimativa para 2015 caiu de 5,53% para 5,50%.
No caso do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), a estimativa de fechamento para o ano também foi reduzida pela décima quarta semana consecutiva, passando de 4,40% para 4,05%. Segundo a pesquisa, os dados para agosto foram reduzidos de 0,30% para -0,14%, enquanto a variação para setembro caiu de 0,50% para 0,40%.
Os números suavizados para os próximos 12 meses perderam força e desaceleraram de 5,45% para 5,36%. Já os dados para 2015 passaram de 5,61% para 5,60%.
Quanto ao IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a variação estimada para o fim de 2014 foi reduzida pela segunda semana consecutiva, de 0,28% para 0,33%. Os números para o fechamento de agosto perderam força, passando de 0,39% para 0,37%.
De acordo com o levantamento, os números suavizados para os próximos 12 meses avançaram de 4,80% para 4,95%. Os números para 2015 subiram de 4,97% para 5,08%.
A estimativa para a taxa básica de juros, a Selic (usada pelo BC para influenciar a economia e consequentemente, a inflação) deve fechar 2014 sem novas alterações, de acordo com as expectativas das instituições financeiras. A variação foi mantida em 11% pela décima semana consecutiva, assim com a média do período, estável em 10,91% pelo mesmo período. Mas em 2015, as instituições financeiras esperam por elevação da taxa, que deve encerrar o período em 12% ao ano, ao passo que a média caiu de 11,81% para 11,78%.
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