5 de junho de 2026

Flávio Dino demite policiais rodoviários envolvidos na morte de Genivaldo Santos

Ministro comentou ainda que os cursos de formação de policiais estão sob revisão para evitar novas tragédias.
Crédito: Reprodução/YouTube

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, assinou nesta segunda-feira (14) a demissão dos três policiais rodoviários federais envolvidos na morte de Genivaldo Santos, em Sergipe, em 2022.

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A vítima de 38 anos foi morta após ser trancada no porta-malas de um carro da Polícia Rodoviária Federal e exposta a gás lacrimogêneo depois de abordagem policial por trafegar de moto sem capacete na rodovia BR-101.

“Estou assinando a demissão de 3 policiais rodoviários federais que, em 2022, causaram ilegalmente a morte do Sr. Genivaldo, em Sergipe, quando da execução de fiscalização de trânsito”, compartilhou o ministro no Twitter.

William Noia, Kleber Freitas e Paulo Rodolpho, os policiais demitidos, devem ir a juri popular.

Formação

Dino também informou que os cursos para formação de policiais estão sendo revisados pelo ministério, a fim de evitar novas incidências como a de Genivaldo.

“Estamos trabalhando com Estados, a sociedade civil e as corporações para apoiar os bons procedimentos e afastar aqueles que não cumprem a Lei, melhorando a Segurança de todos. Determinei a revisão da doutrina e dos manuais de procedimentos da Polícia Rodoviária Federal, para aprimorar tais instrumentos, eliminando eventuais falhas e lacunas”, emendou Dino.

Posturas

Esta não é a primeira vez que Dino toma medidas sobre o caso. Em 6 de janeiro, dias após tomar posse, o ministro anunciou que o governo Lula vai indenizar a família de Genivaldo.

“Genivaldo morreu, em 2022, em face de uma ação de policiais rodoviários federais, em Sergipe. É clara a responsabilidade civil, à luz da Constituição. Determinei ao nosso Secretário de Acesso à Justiça, Marivaldo Pereira, providências visando à indenização legalmente cabível”, compartilhou Dino no Twitter.

Mas o posicionamento de Anderson Torres, então ministro da Justiça do governo Bolsonaro na época do assassinato, não foi a mesma.

Torres elogiou a PRF, descrevendo-a como uma das melhores instituições policiais do mundo e que o caso Genivaldo “foi um ato isolado, esse ato não condiz com a realidade da PRF”, mesmo depois de denúncias de que a prática de tortura dos policiais era compartilhada já nas turmas de formação da instituição veiculadas pela mídia e pelo GGN.

Relembre o caso

Genivaldo estava andando de moto e sem capacete quando foi parado pelos agentes, na BR-101, em Umbaúba (SE). Os policiais alegam que ele reagiu à abordagem e o trancaram dentro de uma viatura da PRF, onde jogaram spray de pimenta e fás lacrimogêneo por 11 minutos e meio.

Segundo a perícia e o laudo do Instituto Médico Legal (IML), Genivaldo morreu em decorrência de asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda causada pelo uso dos gases.

A Polícia Federal concluiu o inquérito e indiciou os policiais por tortura, homicídio qualificado e abuso de autoridade. Presos, eles respondem ao processo que está na etapa de audiências de instrução, com o interrogatório dos réus. A Justiça ainda vai decidir se os réus irão ou não a júri popular.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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