Jornal GGN – Em dia de poucos indicadores e baixa liquidez, a bolsa brasileira interrompeu a recente sequência de quedas e encerrou o dia em alta. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações desta segunda-feira em alta de 1,28%, aos 56.616 pontos e com um volume negociado de R$ 4,940 bilhões.
As variações mais elevadas (variação no preço ponderada pela participação do papel no índice) foram apresentadas pelas ações Itaú PN (+ 1,63%), Petrobras PN (+ 1,79%), Petrobras ON (2,53%), Cielo ON ( +2,29%) e Bradesco PN (+0,83%). Na outra ponta, as baixas mais expressivas ficaram com JBS ON (-0,80%), Tim Part ON (-0,97%), Cetip ON (-1,32%), Sabesp ON (-0,99%) e Embraer ON (-0,46%). As notícias envolvendo a possibilidade de uma fusão entre as varejistas Marisa e Renner também ajudaram a puxar o ritmo das operações. Segundo análise elaborada pelo BB Investimentos, “a bolsa brasileira acompanhou a melhora do humor externo e também quebrou a sequência de quedas da semana passada”.
Entre os indicadores divulgados, o índice de preços ao produtor (IPP) de julho da zona do euro veio em 0,10%, ante consenso de variação nula e queda de 0,10% no mês anterior. No indicador anualizado, a variação foi positiva em 0,80%, ante queda de 1% em maio. “O indicador foi positivo e mostra que o pacote de estímulos monetário pode estar surgindo efeito e tira um pouco da pressão sobre os membros do BCE, que se reúnem nesta semana (07) para decidirem sobre a política monetária”, dizem os analistas.
No Brasil, o Relatório Focus do Banco Central divulgado hoje mostrou queda na previsão do PIB para 2014, passando de 0,90% para 0,86%. A previsão para os índices de inflação também mostram queda em relação à semana passada: IPCA (de 6,41% para 6,39%), IGP 4,34% para 4,33%) e IGP-M (de 4,87% ara 4,40%). A previsão para a produção industrial caiu de-1,15% para -1,53%. A taxa de câmbio não sofreu alteração, permanecendo em R$ 2,35.
Quanto ao dólar, a cotação comercial (interbancário) fechou em queda de 0,06%, negociado a R$ 2,2593. O dia foi de poucas notícias e, no Brasil, o destaque ficou com o início do processo de rolagem dos contratos de dólar que vencem em 1º de setembro. O Banco Central vendeu 8 mil contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares), sendo 2,2 mil com vencimento em 4 de maio de 2015, e 5,8 mil para 3 de agosto de 2015. A operação movimentou o equivalente a R$ 395,1 milhões.
O BC também manteve seu programa de intervenções diárias no câmbio, com a venda de 4 mil contratos de swap cambial com vencimento em 2 de fevereiro de 2015, que movimentaram o equivalente a US$ 198,9 milhões. O BC também ofertou contratos com vencimento em 1º de junho do ano que vem, mas não vendeu nenhum.
Na agenda desta terça-feira, os agentes vão acompanhar a publicação do PMI (índice dos gerentes de compras) composto e do setor de serviços, a utilização da capacidade industrial elaborada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). No exterior, serão publicados os dados de pedidos de fábrica e PMI composto e de serviços nos Estados Unidos, vendas no varejo na zona do euro e PMI composto e do setor de serviços na zona do euro, Alemanha, França e Grã-Bretanha. Na agenda da temporada de balanços, destaque para os resultados de Itaú Unibanco, ALL, Bematech, Porto Seguro e Tecnisa.
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