18 de julho de 2026

Confiança nas Forças Armadas despenca e sai do topo da lista de instituições confiáveis

Maior queda é representada pelos bolsonaristas; Forças Armadas caíram para o 4º lugar da lista, segundo pesquisa Quaest
Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr.

A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje pelo jornal O Globo revela que a confiança da população nas Forças Armadas caiu ligeiramente, além de sair do topo da lista de instituições confiáveis. O índice despencou de 43% para 33% em relação àqueles que diziam confiar muito nos militares, em 2023.

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Divulgação: Twitter Felipe Nunes

Segundo os resultados da pesquisa, e principal queda é representada pelos eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que leva a crer que houve uma frustração por parte de seus seguidores nos últimos tempos, segundo o próprio diretor da Quaest explicou no twitter.  

Parte desse número, inclusive, que confiava demais nos fardados, passou a confiar pouco, indo de 36% a 41%. 

A queda

De acordo com o levantamento, a taxa daqueles que não confiam nas Forças Armadas também cresceu, de 18% a 23%. 

Os números mostram o desagrado dos brasileiros em meio à atual situação de envolvimento dos militares nos esquemas de corrupção, como o caso das joias, por exemplo, protagonizado pelo governo anterior. 

Tanto que, os bolsonaristas que confiam nos militares representam hoje 40%, e em dezembro de 2022, esse número estava em 61%. No mesmo grupo, os que pouco confiavam, saltaram de 31% para 38%. 

Divulgação: Twitter Felipe Nunes

Comparação com outras instituições

As Forças Armadas ocupam o 4º lugar na lista de confiança que reúne outras instituições, o que já não condiz com o habitual, por sempre estarem no topo da lista, que agora é representado pela igreja e polícia militar. As maiores inseguranças ficam com os partidos, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional. 

Mas, no comparativo, apenas as Forças Armadas apresentaram queda de confiança dos brasileiros, as demais seguem estáveis. 

Divulgação: Felipe Nunes twitter

Governo Lula

Em relação aos dados de confiabilidade do governo atual, não há mudanças significativas, pelo contrário, seguem praticamente sem alterações. 

Os eleitores de Lula, que confiam muito nas Forças Armadas, caíram apenas 2% de dezembro para cá, de 45% para 43%.

Já os que votam em branco e que demonstravam pouca confiança, o índice caiu de 41% para 32%. 

Metodologia

A Pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.029 pessoas entre os dias 10 e 14 de agosto. A margem de erro máxima estimada é de 2.2 pontos percentuais, segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, que publicou no twitter os principais dados da pesquisa.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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3 Comentários
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  1. Sergio Troncoso

    21 de agosto de 2023 11:23 am

    Achei surpreendente esse resultado. Significa que o povo brasileiro não sabe reconhecer malandros e golpistas quando os vê.

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    21 de agosto de 2023 1:42 pm

    O resultado dessa pesquisa é Fake News comunista soviética gayzista. Todo mundo sabe que o Batalhão de Muambeiros do Exército brasileiro é extremamente confiável. Mediante uma pequena comissão ele é capaz de negociar muambas valiosas nos EUA e na Europa. 😃😃😃

  3. José de Almeida Bispo

    21 de agosto de 2023 9:30 pm

    “Abdul Hamid, envelhecido e isolado, foi derrubado em 1909 pelos Jovens Turcos, oficiais idealistas do exército que criaram um governo parlamentar.
    Mas em 1913, o poder foi apreendido por um deles, Enver Pasha, um imprudente e extravagante jovem general, que acreditava que apenas no nacionalismo severo e guerra vitoriosa poderia salvar o império.”
    O artigo me lembrou esse trecho supra de um documentário sobre a geopolítica do império financeiro anglo-americano. Se não interessa a eles… não tem golpe. E se interessar, vem logo um golpe “salvador” e “disseminador de democracia”… “né uma gracinha?”

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