18 de julho de 2026

Israel anuncia novos assentamentos e amplia pressão sobre territórios palestinos

Em ação ilegal, governo de Netanyahu planeja criar novos assentamentos na Faixa de Gaza e destinar recursos para expandir colônias na Cisjordânia
Modi'in Ilit, o maior assentamento israelense existente na Cisjordânia. Foto: Wikipedia

Israel anuncia expansão de assentamentos na Faixa de Gaza e Cisjordânia, com investimento de US$ 400 milhões em infraestrutura.
Plano inclui criação de três novos assentamentos em Gaza e fortalecimento de postos avançados na Cisjordânia.
Organizações de direitos humanos denunciam avanço da anexação e impacto negativo em comunidades palestinas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo de Israel anunciou uma nova etapa de expansão dos assentamentos em territórios palestinos ocupados, com planos para estabelecer novas colônias na Faixa de Gaza e ampliar significativamente a presença israelense na Cisjordânia.

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As medidas foram apresentadas pelo ministro da Defesa, Israel Katz, e pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e representam mais um avanço da política de ocupação defendida pela ala ultranacionalista do governo de Benjamin Netanyahu.

Além da criação de três novos assentamentos em Gaza, o governo aprovou recursos superiores a US$ 400 milhões para expandir a infraestrutura e a construção de colônias na Cisjordânia ocupada. Segundo autoridades israelenses, os projetos buscam consolidar a presença do país em áreas consideradas estratégicas para sua segurança.

Expansão ocorre em meio à guerra e às eleições

O anúncio ocorre em um contexto de intensificação das operações militares na Faixa de Gaza e poucos meses antes das eleições israelenses previstas para outubro.

De acordo com o The Guardian, Katz confirmou a intenção de instalar postos do tipo Nahal — unidades que combinam presença militar e colonização civil — em regiões do norte de Gaza anteriormente ocupadas por assentamentos israelenses desmantelados durante a retirada unilateral de 2005. O ministro apresentou a iniciativa como parte de uma estratégia para consolidar o controle israelense sobre áreas atualmente devastadas pela guerra.

Na Cisjordânia, o plano prevê o fortalecimento de assentamentos já existentes e de postos avançados (outposts), muitos deles construídos inicialmente sem autorização formal do próprio Estado israelense.

A reportagem também destaca uma aproximação cada vez maior entre as Forças de Defesa de Israel e os chamados postos avançados de colonos na Cisjordânia.

Segundo o comandante militar israelense para a região, major-general Avi Bluth, esses grupos passaram a ser considerados “parceiros de segurança”, declaração que provocou críticas por parte de organizações israelenses de direitos humanos, que acusam parte dos colonos de envolvimento recorrente em episódios de violência contra comunidades palestinas.

Entidades civis anunciaram que estudam recorrer à Justiça contra o que classificam como apoio institucional à atuação de grupos extremistas.

Organizações denunciam avanço da anexação

Organizações internacionais de direitos humanos afirmam que a expansão dos assentamentos integra uma estratégia gradual de anexação de áreas da Cisjordânia ocupada.

Segundo essas entidades, a combinação entre novas construções, desapropriações de terras, restrições de circulação e violência atribuída a colonos tem provocado o deslocamento de comunidades palestinas e reduzido ainda mais as perspectivas de criação de um Estado palestino viável.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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