18 de julho de 2026

Novas regras do BC aumentam registros de fraudes financeiras em 10%

Ampliação do compartilhamento de dados elevou a detecção de golpes; Pix, celulares e engenharia social concentram maior parte das ocorrências
Foto de Jonas Leupe na Unsplash

Registros de fraudes financeiras no Brasil ultrapassaram 9 milhões no 1º semestre de 2026, alta de 10,26% em seis meses.
Resolução 501 do Banco Central fortaleceu troca de dados entre instituições, aumentando a detecção e bloqueio de fraudes.
Jovens de 18 a 34 anos e pessoas com até dois salários mínimos são as principais vítimas das fraudes financeiras.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O número de registros de fraudes financeiras no Brasil ultrapassou 9 milhões no primeiro semestre de 2026, um aumento de 10,26% em relação ao segundo semestre do ano passado.

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O levantamento foi divulgado pela Quod, empresa especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, com base nas informações do Registro Unificado de Fraudes (Rufra), plataforma colaborativa que reúne notificações de tentativas e fraudes consumadas compartilhadas por bancos e outras instituições financeiras.

Embora o crescimento possa sugerir uma escalada da criminalidade, especialistas afirmam que a alta reflete, sobretudo, o fortalecimento dos mecanismos de detecção e compartilhamento de informações entre instituições financeiras após a entrada em vigor da Resolução 501 do Banco Central (BC).

Segundo a Quod, o principal fator para o aumento dos registros foi a consolidação da Resolução 501 do Banco Central, que tornou mais robusto o intercâmbio de informações sobre operações suspeitas.

Na prática, tentativas de fraude que antes permaneciam isoladas em diferentes instituições passaram a alimentar uma base única de inteligência, permitindo identificar padrões de atuação de criminosos e bloquear operações antes da conclusão dos golpes.

Celular e Pix concentram a maior parte das ocorrências

Os dados mostram que o ambiente digital continua sendo o principal alvo dos criminosos. O celular esteve presente em 78% dos registros, consolidando-se como o principal canal utilizado para aplicação de golpes. As contas correntes apareceram em 94% das ocorrências, enquanto o Pix foi utilizado para movimentar recursos em 85% dos casos.

Esses números refletem a rápida digitalização dos serviços financeiros e a crescente sofisticação das fraudes praticadas por meio de aplicativos bancários e sistemas de pagamentos instantâneos.

Entre os métodos empregados pelos criminosos, a engenharia social continua sendo a estratégia predominante. Esse tipo de golpe, baseado na manipulação psicológica das vítimas para obter informações confidenciais ou convencê-las a realizar transferências voluntárias, respondeu por 40% dos registros, o equivalente a aproximadamente 3,6 milhões de ocorrências.

Golpes envolvendo falsas centrais de atendimento, mensagens fraudulentas, perfis clonados e contatos por aplicativos continuam entre as práticas mais recorrentes.

Jovens e pessoas de menor renda são os principais alvos

O levantamento também traça o perfil das vítimas. Quase metade (49,06%) dos casos envolve pessoas entre 18 e 34 anos, enquanto a faixa de 35 a 49 anos representa 29,98% das ocorrências.

Homens correspondem a 51% das vítimas e mulheres a 48%. A maioria dos prejudicados (58%) possui renda de até dois salários mínimos.

Outro dado que chama atenção é a reincidência. Das 3,1 milhões de pessoas que sofreram fraudes no semestre, cerca de 799 mil foram vítimas duas ou mais vezes, indicando que criminosos costumam explorar consumidores já vulneráveis ou cujos dados permanecem expostos.

Com informações da Agência Brasil

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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