Influencers
por Homero Fonseca
Chamam influenciadores (influencers, para ficar mais chic) pessoas de ideias toscas e palavra fácil que arrebanham centenas de milhares e até milhões de seguidores nas redes sociais. São considerados pelo marketing canais vivos de publicidade e ganham fortunas proporcionais aos like que recebem.
Seres híbridos na incerteza da transição da era analógica para a digital, onde realidade e mundo virtual se misturam, surgiram na esteira da triunfante ideologia consumista disseminada pelo neoliberalismo. Deles e delas não se exige qualquer tipo de formação, sendo o único pré-requisito para a profissão ser desinibido(a) até o nível da absoluta falta de noção. O sucesso é diretamente proporcional ao besteirol elevado ao paroxismo.
Desprovidos de conteúdo relevante, os influenciadores existem graças à identificação de milhões de consumidores, a maioria jovens, num contexto de rebaixamento cognitivo geral. Por isso, quanto mais vazios de ideias, mais cheios de grana.
Há exceções.
Homero Fonseca é pernambucano, escritor e jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco. Foi editor da revista Continente Multicultural, diretor de redação da Folha de Pernambuco, editor chefe do Diario de Pernambuco e repórter do Jornal do Commercio. Foi também professor de Teoria da Comunicação e recebeu menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Atualmente, dedica-se à literatura e mantém um blog em que aborda assuntos culturais.
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AMBAR
26 de agosto de 2023 1:56 pmPrecisão cirúrgica na definição do tipo.