Japão e China passaram a adotar estratégias semelhantes às que têm sido discutidas entre os BRICS: priorizando a moeda local em detrimento do dólar norte-americano.
No caso dos países orientais, isso representa a menor exposição em títulos do Tesouro norte-americano na história como forma de evitar com que suas moedas atinjam níveis consideráveis de desvalorização.
Em junho, Japão e China respondiam por cerca de um quarto de toda a dívida norte-americana no mercado internacional, o equivalente a US$ 1,94 trilhão. Embora o valor seja expressivo, ele soma pouco menos de 8% do total – e fica muito longe do total de 25,4% que os países chegaram a deter em 2007.
Enquanto o Japão detinha em mãos US$ 1,1 trilhão (4,4% do total), a China detinha um montante de US$ 835 bilhões (3,4%) ao final do mês de junho. Tais exposições estão caindo na medida em que buscam alternativas para apoiar as moedas locais.
A cotação do yuan recentemente atingiu seu menor patamar ante o dólar desde 2007, muito por conta dos dados abaixo do esperado para as exportações chinesas pelo quarto mês consecutivo.
No caso japonês, o iene já vem convivendo com um cenário de desvalorização prolongado que tem piorado desde o ano passado, quando o Banco Central japonês realizou sua primeira intervenção desde 1998.
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