O legado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem se feito presente no Supremo Tribunal Federal (STF) por meio dos votos dos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça.
Tal impacto foi visto de forma mais clara com os votos de ambos durante o julgamento dos bolsonaristas que invadiram e apedrejaram as sedes dos Três Poderes no dia 08 de janeiro.
Nunes Marques chegou a afirmar que os golpistas eram “manifestantes” e um grupo “difuso e descoordenado” composto por “aposentados e donas de casa” – com tal tese, percebe-se a tese do ministro onde, se não houver motivo para identificar, também não se tem motivo para punir o mandante dos atos.
Ao mesmo tempo, Mendonça chegou a defender que o atual governo facilitou a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, uma tese que o ministro Alexandre de Moraes considerou “absurda”.
Em linhas gerais, os dois magistrados tentaram blindar a influência do ex-presidente em torno dos atos cometidos, como lembra o jornalista Bernardo Mello Franco no jornal O Globo.
Embora a democracia tenha sobrevivido aos ataques de Bolsonaro, Mello Franco que a recuperação dos estragos ainda vai levar tempo, em especial no Judiciário – pelas regras atuais, Nunes Marques e Mendonça ficarão no STF até 2047.
Deixe um comentário